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ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS

ANO XIV - Nº 007/14 -

VOLTAR AO TEMA

Quando um editorial é alvo de muitos comentários e indagações por parte dos leitores, como é o caso do último, que publiquei na última sexta-feira, 05, com o título -A INJUSTIÇA-MÃE ESTÁ GARANTIDA- é preciso voltar ao tema com o propósito de esclarecer as dúvidas levantadas.

Ainda mais por se tratar da pretendida e necessária REFORMA DA PREVIDÊNCIA.
 

O QUE VAI ACONTECER???

Conforme demonstrei no editorial anterior, a proposta atual de Reforma da Previdência, se aprovada, só conseguirá DIMINUIR em 20% o espetacular ROMBO que impõe às Contas Públicas. Diante desta afirmação, que de antemão é corretíssima,  muitos leitores perguntaram o que vai acontecer, uma vez que o problema continua longe de ser resolvido.

DAQUI A MUITOS ANOS

Para esta indagação, gostem ou não, a resposta é uma só: como os DIREITOS ADQUIRIDOS estão blindados por Cláusulas Constitucionais, chamadas -Pétreas-, tudo que propõe a aguardada Reforma da Previdência terá efeito reduzido. Afinal, o grosso do problema, que representa as aposentadorias do Setor Público (servidores) só será sanado daqui a muitos anos quando:

1- os atuais aposentados, aqueles que estão em vias de se aposentar, venham a falecer;

2- seus dependentes, idem.

 

BLINDADOS

Até lá, infelizmente, a sociedade continuará OBRIGADA a pagar, religiosamente, pelos privilégios concedidos à PRIMEIRA CLASSE. Tudo porque a nossa Constituição não permite que tais absurdos sejam modificados e nem mesmo cancelados. E para piorar, a Reforma, do jeito que está sendo proposta, não acaba com os privilégios. Pode?
 

COBRAR DOS DEVEDORES

Um outro leitor escreveu perguntando se as grandes empresas pagassem o que devem à PREVIDÊNCIA, que se estima em R$ 426 bilhões, não acabaria com o DÉFICIT.
Ora, ainda que se admita que esta dívida realmente exista, o fato é que o ROMBO DA PREVIDÊNCIA, por ser anualmente crescente, uma eventual cobrança de 100% do valor devido não faria cócegas no ROMBO. Tal montante representa menos do que o DÉFICIT anual.
 

PIB PER CAPITA

Seria mais do que importante que os brasileiros soubessem que:

1- o PIB é a soma de tudo que um país produz. Por conseguinte, o PIB/PER CAPITA, ou RENDA PER CAPITA é a divisão do valor do PIB pelo número de habitantes.

2- Como o Brasil viu o seu PIB diminuir em quase 9% nos últimos anos, isto significa, matematicamente, que a RENDA PER CAPITA diminuiu no mesmo percentual.

 

DISTRIBUIÇÃO DA RENDA???

Entretanto, como os -DIREITOS ADQUIRIDOS- impõem a DISTRIBUIÇÃO de uma renda -inexistente- ou -reduzida- para os bolsos dos servidores públicos (que nada produzem, mas se apropriam daquilo que é produzido), para que estes continuem -fora da crise- o governo se vê obrigado a:

1-aumentar impostos -à vista-;

2- emitir títulos públicos, que representa impostos à prazo, aumentando o endividamento público. 

Como se vê, em ambos os casos os cidadãos da SEGUNDA CLASSE, mesmo com a renda reduzida pelo efeito da queda do PIB, são obrigados a pagar os PRIVILÉGIOS ADQUIRIDOS  da PRIMEIRA CLASSE.    Pode? 

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MARKET PLACE

  • FOCUS

    Na pesquisa Focus divulgada hoje:

    1- a projeção para o IPCA ao final de 2017 recuou de 4,03% na semana anterior para 4,01%, enquanto a expectativa para o final de 2018 se elevou de 4,30% para 4,39%. Para 2019 e 2020, as projeções permaneceram em 4,25%.

    2- a expectativa para a taxa de câmbio manteve-se em R$ 3,23/US$ ao final de 2017, mas subiu de R$ 3,38/US$ para R$ 3,40/US$ em 2018.

    3- a projeção para a taxa de crescimento do PIB se elevou de 0,46% para 0,47% em 2017 e permaneceu estável em 2,50% em 2018.

    4- a estimativa para a taxa Selic, por sua vez, manteve-se em 8,50% ao final de 2017 e de 2018.
     

  • IMPEACHMENT - O BRASIL NAS RUAS

    Estreia nesta quarta-feira, 10, às 20h, em Porto Alegre, na Cinemateca Capitólio, o DOCUMENTÁRIO “IMPEACHMENT – O BRASIL NAS RUAS”, dos gaúchos BETO SOUZA E PAULO MOURA. 

    Impeachment – O Brasil Nas Ruas” propõe ao espectador uma viagem 30 anos adiante para que ele possa entender o que aconteceu no país. “A produção foi o mais independente possível, como se utilizasse o ponto de vista de um estrangeiro, mantendo distanciamento dos grupos envolvidos, para evitar direcionamentos”, lembra Paulo Moura.

    Para desenvolver a narrativa, o documentário divide-se em se seis blocos: corrupção, movimentos, processos no Senado e Câmara, manifestações, argumentos jurídicos e análises. As imagens – cenas colhidas nas ruas por celulares e câmeras dos ativistas - retratam ações em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e publicações em jornais de todo país.

    Após sessões em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, o documentário vai circular o país em circuito fechado com sessões para os movimentos do impeachment, imprensa e convidados. Interessados em exibi-lo em outras praças devem entrar em contato pelo e-mail (professorpaulomoura@gmail.com)

     

     

  • RABELLO DE CASTRO - PRESIDENTE???

    Li no -Painel- da Folha de São Paulo de sábado, 06:  

    Com os sinais de que Jair Bolsonaro (RJ) deve abandonar a legenda, o PSC busca uma alternativa para lançar como candidato à Presidência em 2018. A direção da sigla aposta no nome do presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro, que hoje está no Partido Novo.

    Integrantes do PSC dizem que, se conseguirem filiar o economista, devem fazer o anúncio já atrelado ao lançamento de sua pré-candidatura, no início do semestre que vem. Paulo Rabello é conhecido por rezar pela cartilha liberal.

    Aí está alguém com credenciais para administrar o Brasil. A propósito: Rabello de Castro é integrante do Pensar+. Que tal? 

  • EXPOSIÇÃO ELEGÂNCIA NAS ALTURAS

    O projeto Varig Experience preparou uma atração especial para marcar os 90 anos da Varig, caso a empresa ainda estivesse ativa. De 7 de maio a 7 de junho, o Boulevard Laçador recebe a exposição Elegância nas alturas, que traz a exibição de nove uniformes icônicos utilizados pelas aeromoças da antiga companhia aérea. O público pode conferir as peças diariamente, das 8h às 23h, em uma vitrine montada em frente ao restaurante Bistrô 111. 

    Seis uniformes que compõem a mostra são originais, os utilizados nos anos de 1969, 1971, 1974, 1981, 1990 e 2003. Os outros três, de 1955, 1960 e 1966, são reproduções criadas especialmente para a exposição e confeccionados a partir de fotos de arquivo. Algumas curiosidades marcam a confecção e história de cada roupa, como, por exemplo, o vestuário de 1955, usado pelas primeiras aeromoças da empresa, visto que anteriormente o cargo era ocupado exclusivamente por homens. Foi também o uniforme usado na rota Porto Alegre-Nova Iorque, importante passo dado pela Varig naquele ano. As peças de 1971 são umas das mais exóticas roupas já vestidas pelas comissárias de bordo, baseadas em trajes típicos dos gaúchos. Já nos últimos anos da empresa aérea, o vestuário de 2003 rendeu à Varig o prêmio de mais belo uniforme entre as empresas no Brasil, título conferido pela revista Viagem e Aventura, do jornal O Estado de S. Paulo. A artista plástica Andréa Ebert foi responsável pelo premiado projeto dos uniformes

    Concomitante à mostra dos uniformes, o projeto Varig Experience segue com o avião Douglas DC-3 em exposição no pátio do Boulevard Laçador.
     

FRASE DO DIA

A verdadeira dificuldade não está em aceitar ideias novas, mas escapar das antigas.

John Keynes