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ENTENDENDO O MERCADO

ANO XIV - Nº 007/14 -

DESCRENTES

Diante dos comentários que tenho feito sobre a crise mundial, a qual já deixou de ser uma especulação para se tornar um FATO incontestável, alguns leitores, inconformados e descrentes, resolveram contestar os meus argumentos.

BASTA REZAR

Antes de tudo recebo as críticas com muita naturalidade. Afinal, quem vive ou já viveu no Brasil tem plena consciência de que aqui muita gente entende que tudo se resolve pela reza, pela oração. Diante de algo ruim basta rezar e/ou fazer uma profissão de fé para que tudo fique bem.

PROFISSÃO DE FÉ

Como não é assim que funciona, embora meus argumentos jamais conseguirão mudar a cultura da pajelança, volto às contestações.A principal delas, onde os inconformados se baseiam, é que o Brasil continua sendo um país emergente de fé porque produz commodities necessárias para o resto do mundo. Assim, com ou sem crise as nossas exportações não vão parar.

EXPORTAÇÕES

O que esses leitores não estão levando em consideração é que o nosso saldo comercial tem sido sustentado pelo preço das commodities e não pela quantidade física exportada. Esta vem se reduzindo, paulatinamente.

COMMODITIES

Se até poucos dias atrás os preços ainda estavam elevados, quem sustentava esse comportamento eram as operações no mercado futuro e não pelo consumo. Assim como o ouro, outras commodities também estavam muito demandadas, porque apresentavam taxas de retorno mais atraentes do que os juros dos títulos públicos.

MERCADO FUTURO

Aí é que está o cerne da questão. A demanda não acontece só por aqueles que industrializam a matéria prima. É, principalmente, por quem compra contratos no mercado futuro. Quem faz o preço, portanto, é o mercado futuro.Quando a procura se acentua, com força, quem faz o preço é o vendedor. Daí a elevação forte dos preços. E, da mesma forma, quando a oferta é grande quem faz o preço é o comprador.

O MOMENTO É ESTE

Com o estouro da bolha dos títulos públicos e dos orçamentos de vários países, o mundo todo entendeu que o consumo vai se reduzir. A partir daí as operações estruturadas no mercado futuro das commodities começaram a ser desarmadas. Resultado: as cotações vieram abaixo. Como os grandes compradores de commodities brasileiras moram na Ásia, pela lógica são eles que dirão o quanto estão dispostos a pagar pelo nosso minério e pelos nossos grãos.Como o custo Brasil é muito alto, com preços das commodities em baixa a nossa complicada competitividade fica ainda mais comprometida. Como isto também é FATO, aí vai o meu recado aos inconformados: pressionem o governo para que faça as reformas. Se estavam esperando por um bom momento, este é o ideal.

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MARKET PLACE

  • SR RATING
    Na edição de hoje do SR Journal a SR Rating reafirmou a nota do risco soberano dos EUA em AA, repetindo portanto a avaliação emitida em 2009, ocasião em que a SR Rating preparou, pela primeira vez, uma avaliação soberana para os Estados Unidos. Em 2009 a nota da SR Rating não teve grande repercussão na imprensa brasileira. Deve-se destacar, entretanto, que o semanário The Economist notificou tal avaliação com bastante destaque, demonstrando sua capacidade de perceber fatos relevantes.
  • TOP DE MARKETING
    As empresas gaúchas que quiserem inscrever suas melhores estratégias de marketing no 29º Top de Marketing já podem encontrar o regulamento e o roteiro para apresentação de seus cases no site da ADVB/RS (www.advb.com.br). No regulamento constam as 24 categorias que empresas públicas, privadas e do Terceiro Setor podem se candidatar, além dos prazos de inscrições e os critérios de julgamento como criatividade e inovação, estratégia de marketing, ferramenta de marketing e resultados obtidos.
  • TÁ NA MESA
    O Tá na Mesa desta quarta-feira (10) recebe o vice-presidente do Grupo DIMED ? Panvel, Júlio Ricardo Mottin Neto, para falar sobre o tema: Estratégias de fidelização de clientes. A reunião-almoço acontece, a partir das 12 horas, na Federasul.
  • DIA DOS PAIS
    Os consumidores de Porto Alegre vão deixar mais de R$ 50 milhões na compra de presentes para o Dia dos Pais, um percentual entre 7% a 8% superior ao verificado na mesma data em 2010. A informação faz parte da pesquisa Hábitos de Consumo para o Dia dos Pais, elaborada pela Rohde&Carvalho, e divulgada hoje pela CDL Porto Alegre. Foram ouvidos 400 consumidores em zonas de comércio entre os dias 7 e 14 de julho.

FRASE DO DIA

Não existe conversa mais tediosa do que aquela onde todos concordam.

Michel de Montaigne