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ENFIM, DUAS BOAS NOTÍCIAS

ANO XIV - Nº 007/14 -

RELATOR DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA NA CCJ

Ontem, enquanto a turma do deixa-disso, mostrando clara preocupação, tratava de arrefecer o nada saudável bate-boca envolvendo, de um lado, o presidente Jair Bolsonaro; e, de outro, pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, duas notícias alvissareiras contribuíram para animar aqueles que querem um NOVO BRASIL.

LEILÃO DA NORTE-SUL

A primeira notícia diz respeito ao resultado do leilão de concessão da Ferrovia NORTE-SUL, no qual a empresa Rumo, ligada ao grupo Cosan, arrematou o trecho de 1.537 quilômetros, que vai da cidade de Estrela d’Oeste (SP) a Porto Nacional (TO, por R$ 2,719 bilhões à vista - ágio de 110,92%), com o compromisso de investir R$ 2,72 bilhões em melhorias ao longo de 30 anos. Detalhe: ao final do período a concessão não poderá ser renovada.

DOZE ANOS

Observem que este foi o primeiro leilão de ferrovia realizada pelo governo em mais de dez anos. O último, que lá em 2007 (12 anos atrás) oferecia um trecho de 720 quilômetros da Norte-Sul, entre Porto Nacional (TO) e Açailândia (MA), o qual foi vencido pela empresa Vale.

RELATOR NA CCJ

A segunda notícia foi a esperada definição do deputado/relator da REFORMA DA PREVIDÊNCIA na CCJ - Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, onde o escolhido foi o delegado Marcelo Freitas, do PSL-MG. Felizmente, pelo que foi noticiado, Freitas, além de preparado é alinhado com o governo e com a Nova Previdência. Ufa!

DESEJO

Mais: somando estas excelentes notícias com a perspectiva (ou convencimento) de que o bate-boca só serviu, de fato, para abalar a combalida confiança de investidores, produtores, comerciantes e consumidores, o que mais quero daqui para frente é que todas as REFORMAS, notadamente a da PREVIDÊNCIA e a TRIBUTÁRIA sejam aprovadas. 

NECESSÁRIAS E IMPORTANTES

A propósito, com o mesmo entusiasmo que recebi estas duas notícias, que produziram um clima de -bem estar- no contaminado ambiente econômico e governamental do nosso empobrecido Brasil, proponho que daqui para frente somemos esforços para, conjuntamente, esclarecer a quem quer que seja, o quanto são verdadeiramente necessárias e importantes as REFORMAS. 

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MARKET PLACE

  • BOM SINAL

    Eis o bom texto produzido pelo jornalista Alexandre Garcia - BOM SINAL-:

    Na terça-feira à noite (26), a Câmara dos Deputados aprovou, já em segunda votação, uma emenda à Constituição dizendo que o orçamento é para valer. Agora, a PEC vai para o Senado. Assim acaba aquela ficção de que o Congresso Nacional faz um orçamento que não é obedecido pelo poder executivo.

    Dessa vez o executivo aprovou, apoiou e mandou votar a favor dessa austeridade, dessa maneira de levar a sério o orçamento. De 460 deputados, foram 453 votos favoráveis. O líder do governo na Câmara recebeu orientação do Palácio do Planalto para recomendar a bancada governista a votar a favor dessa emenda.

    Inclusive o MDB votou a favor. Diziam que a prisão de Temer iria afastar o MDB do governo – que inclusive não tem nada a ver com a prisão, quem tem a ver é a Justiça. Enfim, de agora em diante, o orçamento fica sério, desde que o Senado aprove também.

    Derrota do governo? Tem certeza?
    O orçamento é de R$ 1,4 trilhão. O governo fica só com um pedacinho de R$ 45 bilhões para questões emergenciais. É uma forma de levar a sério o orçamento, de dar recado de austeridade. Só que foi noticiado que foi uma derrota do governo…

    Divórcios e Previdência
    Nesta quarta-feira (27), a Câmara aprovou um projeto que dá prioridade a processos de divórcio quando há violência doméstica envolvida. Para evitar que a violência continue, o divórcio fica mais rápido nesses casos.

    O projeto dos divórcios segue agora para o Senado, onde houve um bate-boca nesta quarta na comissão que convidou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a explicar a reforma da Previdência.

    Quando o ministro disse que há muita diferença entre as aposentadorias, e que os políticos se aposentavam, por exemplo, com R$ 20 mil e o povo em geral com pouco mais de R$ 1 mil, a senadora Katia Abreu (PDT) – que foi defensora do governo Dilma, ex-ministra da Agricultura e presidente da Confederação Nacional de Agricultura – interrompeu o ministro dizendo que os senadores se aposentam com R$ 5,5 mil e não com R$ 20 mil. Aí virou bate-boca: o ministro não quis conceder a palavra, ela disse que o ministro não manda no Senado. Enfim, algo que acontece nessas discussões.

    Só para lembrar, a economia vai bem…
    Embora prejudicada por sustos das fake news, em janeiro e em fevereiro, o emprego em carteira assinada cresceu em 211 mil vagas. Esse é um bom sinal.

FRASE DO DIA

A confiança fortalece, ao passo que a arrogância subjuga.