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ECONOMIA PÍFIA

ANO XIV - Nº 007/14 -

REMENDO

É preciso repetir, à exaustão, que a Reforma da PREVIDÊNCIA é por demais importante e necessária para o equilíbrio das contas públicas. Mais ainda depois que a proposta apresentada pelo governo, que já nasceu PÍFIA (insuficiente), não passa de um REMENDO e mesmo assim ainda corre sério risco de não obter aprovação. 

APENAS DIMINUIR

Volto a afirmar que quanto mais o governo recua na proposta (pífia) de Reforma da Previdência, menor é a economia que o governo pretende para ver o ROMBO diminuir. Insisto: digo DIMINUIR porque a proposta inicial já não oferecia a mínima possibilidade de resolver o grave problema do brutal e sempre crescente DÉFICIT.

 

LONGE DA NECESSIDADE

Em termos numéricos, para facilitar o entendimento, tudo que o governo pretendia quando apresentou a proposta de Reforma da Previdência, não passava de uma economia de (apenas) R$ 800 bilhões em dez anos (80 bi/ano), ou seja, muito longe de cobrir o ROMBO das duas Previdências (1ª e 2ª Classes).

ECONOMIA PÍFIA

Pois, até o presente momento, por conta dos recuos que o governo está sendo obrigado a fazer para tentar aprovar alguma coisa, esta economia já está abaixo de R$ 500 bilhões (50 bi /ano), ou seja, uma economia pífia diante do espetacular e crescente ROMBO. E mesmo assim com enormes dificuldades para conseguir aprovação. Pode?
 

NADA TEM DE REFORMA

Ora, considerando que o ROMBO das duas PREVIDÊNCIAS (1ª Classe - servidores públicos- e 2ª Classe -iniciativa privada) superou, apenas em 2016, a marca de R$ 300 BILHÕES/ANO, só por aí se vê que a reforma nada tem de REFORMA. Trata-se, portanto, de um mero remendo. Remendo irresponsável.
 

GRANDE VERDADE

Tais números, só pelo fato de atestarem, de forma clara, fiel e absolutamente inquestionável, o quanto a Previdência tem sido devastadora para as contas públicas, deveriam ser suficientes para impedir conclusões de ordem IDEOLÓGICA. Arrisco dizer que nem aqueles que são dotados de grande estupidez (no mais puro sentido que o dicionário formal define) encontram argumentos que contrariem esta GRANDE VERDADE. 

REFORMA REXONA

Como bem diz o pensador Ricardo Bergamini, esta reforma da Previdência mais parece uma -REFORMA REXONA AO INVERSO (sempre sai mais um).

Do jeito que as coisas estão se mostrando, com tantos recuos do governo, restará, para que algo seja aprovado, apenas o ataque ao RGPS (trabalhadores de segunda classe) que não tem poder de invadir o Congresso. Até porque quem não grita, invade, quebra e destrói o Congresso, simplesmente não leva. 

 

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MARKET PLACE

  • IGP-DI

    Segundo informa a FGV, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 1,24% em abril, ante recuo de 0,38% em março. Com o resultado, o índice acumula redução de 1,13% no ano e aumento de 2,74% em 12 meses.

  • O PLANETA DOS MALANDROS

    Eis o oportuno artigo do pensador Ives Gandra Martins - O PLANETA DOS MALANDROS-

    Charge da página 2 da Folha de São Paulo, no dia 28 de abril, intitulada “O planeta dos malandros”, mostrava uma carteira profissional, em parte afundada na areia, com um grupo de pessoas aproximando-se, carregando placas favoráveis à greve. Não fosse pelo título a charge poder-se-ia assemelhar ao final do primeiro filme “O planeta dos macacos”, quando Charlton Heston vê a Estátua da Liberdade semienterrada na areia e grita “conseguiram, conseguiram”.
     

    Analisando o movimento das centrais de sindicatos que levou um pequeno número de pessoas às ruas - a maior parte delas com atitudes antidemocráticas ou de vandalismo, o que impediu a esmagadora maioria da população de exercer o sagrado direito assegurado pelo inciso XV do art. 5º da Constituição de ir e vir livremente – a greve não foi o sucesso que esperavam seus organizadores, que escolheram a véspera de um feriado para estimular adesão daqueles que gostariam de desfrutá-lo mais prolongadamente.
     

    Fosse um sucesso, como foram as manifestações públicas de 2015 e 2016, em que o povo rebelou-se contra os governantes e NÃO PRECISOU DE VIOLÊNCIA PARA IMPOR-SE, teriam adotado a mesma atitude democrática de protesto daqueles milhões de pessoas que foram às ruas.
     

    As cenas de TV mostraram tais aspirantes de ditadores, em número reduzido, queimando pneus para impedir empregados de trabalharem, destruindo bens alheios, mascarados, como quaisquer facínoras, para não serem reconhecidos, ou queimando ônibus, numa demonstração de que todos estes cidadãos não estão preparados para viver num país democrático. Não são democratas, mas apenas baderneiros ou defensores de privilégios próprios, mais do que de direitos de terceiros.
     

    Creio que a grande maioria dos poucos que participaram das manifestações, em nada semelhante às duas grandes manifestações de 2015 e 2016, sequer conhece o que estava defendendo. Não podem estar querendo que aposentadorias sejam pagas para pessoas de pouco mais de 50 anos, muito embora não haja como fechar as contas previdenciárias com os déficits bilionários que o sistema atual gera. É de se lembrar a elevada carga tributária do Brasil, que supera a dos Estados Unidos, Japão, Coréia do Sul, Suíça, México, China e da maior parte dos países desenvolvidos e emergentes, sem contrapartida em serviços. Defendem o indefensável, embora seus estimuladores não ignorem que somente com mais tributos, mais juros, maior endividamento, mais desemprego, além de poucos investimentos e nenhum desenvolvimento pode-se manter tão esdrúxulo sistema.
    Sempre tenho dito que a ignorância é a homenagem que a estupidez presta ao populismo.

     

    O fracasso real dos governos anteriores mostra a necessidade de duas reformas essenciais, como primeiro passo para o Brasil sair da crise, ou seja, as reformas trabalhista e previdenciária. Caso contrário, estaremos a caminho do mesmo desastre protagonizado pelo governo Maduro, tão prestigiado pelos governos anteriores.
    “Alea jacta esto”. Creio seja esta a melhor forma, pois do imperativo deve ter Júlio César se utilizado, ao dizer a famosa frase; não do indicativo “alea jacta est”. “Lançada a sorte”, vejamos se o Brasil está realmente a caminho da democracia que todos desejamos ou se Roberto Campos, cujo centenário comemorou-se em 17 de abril deste ano, tinha razão ao dizer que, com esta mentalidade, o Brasil não corre nenhum risco de melhorar.

  • CONCERTOS COMUNITÁRIOS

    A série Concertos Comunitários, iniciativa do Grupo Zaffari que leva música de concerto à comunidade gaúcha, inicia o seu 30º ano de atividades com uma edição especial em homenagem às mães. Marcado para o domingo (14/Maio), às 18h, no Auditório Araújo Viana, em Porto Alegre, o evento tem entrada franca e irá trazer a Orquestra Unisinos Anchieta regida pelo maestro Evandro Matté.

    A apresentação conta também com participações especiais da soprano Elisa Lopes, das cantoras Ana Lonardi e Shana Muller, e também de Débora Neto, do grupo vocal acappella Voice In. O programa do concerto terá repertório diversificado com a execução de composições de peças clássicas de Mozart e Puccini, canções de Milton Nascimento e Belchior, como Maria, Maria, e Como Nossos Pais, além de aberturas de ópera e valsas populares. O evento é uma realização do Grupo Zaffari e da Opus Promoções.

    Retirada de Vouchers*
    Bilheteria do Teatro do Bourbon Country: (de segunda a sábado, das 14h às 22h, e domingos e feriados, das 14h às 20h)
    Zaffari da Rua Fernandes Vieira (de segunda a sábado, das 8h às 22h)
    Zaffari da Rua Marechal Floriano (de segunda à sábado, das 8h às 22h)
    Zaffari Higienópolis (de segunda à sábado, das 7h30 às 24h)
    Zaffari da Rua Lima e Silva (de segunda a sábado, das 8h às 23h)
    (*máximo de 2 ingressos por CPF e limitados conforme lotação da casa)

FRASE DO DIA

O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.

Aristóteles