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É PRECISO AUMENTAR A PRODUTIVIDADE

ANO XIV - Nº 007/14 -

RISCO-BRASIL ATRAI INVESTIMENTOS EXTERNOS

Dias atrás dediquei um editorial para explicar o importante papel dos medidores de RISCO-PAÍS, com maior destaque para o CDS (Credit Default Swap), onde o RISCO-BRASIL vem mostrando queda sistemática. A propósito, hoje, 30/7, a cotação -5 YEAR- está em 124,2 pontos. 

Como não há a menor possibilidade de manipulação dos CDS, a lógica que se impõe é de que quanto menor a TAXA DE RISCO-PAÍS maior o interesse dos investidores.

PRODUTIVIDADE

Mesmo admitindo que o Brasil esteja dando clara demonstração de que cansou de ser o eterno -PAÍS DO PASSADO-, o fato é que a abertura do caminho para um FUTURO PROMISSOR vai exigir muito esforço e forte determinação.

Para tanto, além das importantes REFORMAS, o esperado -FUTURO PROMISSOR- depende de um decisivo aumento da TAXA DE PRODUTIVIDADE. Como relata Tatiana Palermo, na sua coluna na Gazeta do Povo, os economistas Joyce Chang, do banco J.P. Morgan, e Santiago Levy, da Brookings Institution, veem a PRODUTIVIDADE como razão da grande tragédia da América Latina. 

PIB PER CAPITA

Segundo Santiago Levy, enquanto a evolução do PIB per capita, das ECONOMIAS DESENVOLVIDAS, com base nos dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), cresceu 2,5% ao ano no período DE 1960 a 2018, a AMÉRICA LATINA avançou apenas 1,8% ao ano, bem abaixo das economias emergentes da Ásia, cujo crescimento anual foi de 4,4%.

FATORES QUE INFLUENCIAM A EVOLUÇÃO DO PIB

Levy mostra que os fatores que influenciam a evolução do PIB per capita são a PRODUTIVIDADE , OS BENS DE CAPITAL E A MÃO DE OBRA (incluindo a formação). Em termos de capital e de mão de obra, os investimentos dos países latino-americanos nesse período de quase 60 anos foram maiores do que nos países desenvolvidos: representando um crescimento de 0,3% ao ano para os bens de capital e de 1,5% ao ano para a mão de obra (comparando com 0,1% e 1,1%, respectivamente, no caso dos países ricos). Já as economias emergentes da Ásia investiram mais: o crescimento anual dos investimentos em bens capital foi de 0,6%, e em mão de obra, 1,7%.

DISFUNÇÕES SOCIAIS

O problema de baixa produtividade na América Latin, segundo Levy, tem como pano de fundo as DISFUNÇÕES SOCIAIS. E o mais problemático é o mercado de trabalho, que é pouco dinâmico. A maior parte das empresas são de pequeno porte, onde pouquíssimas contam com mais de 50 empregados. Uma grande parcela do mercado de trabalho é composta por profissionais autônomos ou microempreendedores individuais. Muitos, na informalidade.

HERANÇA HISTÓRICA

- Melhorar o sistema educacional é importante . Isto, no entanto, não resolve o problema da produtividade. Não adianta produzir mais e melhores engenheiros, desenvolvedores, especialistas em TI etc., se não houver grandes e inovadoras empresas para esses especialistas altamente qualificados trabalharem.

Qual seria a saída? Em paralelo às políticas macroeconômicas, olhar mais para as disfunções sociais. Mas como fazer isso se muitas questões fazem parte da nossa cultura? As amplas políticas sociais e uma grande participação do Estado na economia são enraizadas na sociedade como herança histórica e cultural europeia. A falácia da proteção da mão de obra – representada por leis sem sentido como, por exemplo, a que proíbe postos de gasolina “self service” no Brasil – está arraigada na nossa cultura e é muito difícil de ser revertida."

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o texto do pensador Roberto Rachewsky - A PRIMAZIA DA REALIDADE -:

    O Bolsonaro não foi eleito para ser um estadista moderado de fala mansa que faz um exercício introspectivo para usar palavras e pensamentos adequados à liturgia do cargo.

    Por sinal, o cargo de presidente do Brasil não exige liturgia alguma pois tem sido ocupado há décadas por desqualificados intelectuais ou morais.

    Bolsonaro foi eleito porque ele é o único político que não se incomoda de usar seu expertise para descer ao nível da sarjeta contra seus adversários.

    Não há camisa de força do politicamente correto, não há comedimento retórico, não há vergonha própria que faça o Bolsonaro tratar quem se opõe a ele como fariam uma Margaret Thatcher ou um Ronald Reagan.

    Bolsonaro teria que comer muito mingau para chegar a esse estágio e nem o Brasil precisa nem merece líderes com essa estirpe.

    O capitão faz bem em colocar as coisas no seu devido lugar. É tarefa dele proteger a sua equipe dos ataques ferozes, normalmente imorais, às vezes criminosos dos psicopatas que habitam os partidos políticos de esquerda e dos que trabalham no submundo para lhes dar suporte logístico.

    Eu sou idealista no campo das ideias mas quando a discussão vem para o dia a dia, para o tête-à-tête do diz-que diz-que, não me iludo.

    É mais fácil mudar o Brasil do que transformar brasileiros como o Bolsonaro ou o Lula. Cada um com a sua idiossincrasia, eu com a minha e vocês com as suas.

    O importante é avançar em direção da proteção da livre iniciativa, da propriedade privada, do estado de direito, do livre mercado, de uma sociedade civilizada. O importante são as instituições que podem civilizar os homens e não os homens incivilizados.

    Bolsonaro é um mal necessário e quem colocou ele lá pode criticá-lo, mas não pode esperar dele o que ele nunca foi e nunca será.

    Assim, quem critica o homem está sendo hipócrita. A crítica deve ser às propostas, aos projetos, às estratégias. Se ele diz isso ou aquilo, problema dele.

    Contra a corja que domina todos os setores da sociedade, seja na política, na burocracia ou na mídia, não dá para ter papas na língua.

    Quando Bolsonaro foi eleito já sabíamos que estávamos elegendo alguém com inteligência emocional mais próxima da Dilma do que da Rainha Elizabeth.

  • VEREADORES MAIS ECONÔMICOS E LIBERAIS

    No primeiro semestre de 2019, os 36 vereadores de Porto Alegre gastaram um total de R$ 768,2 mil da verba de gabinete. 

    Detalhe importante: os vereadores que menos usaram a VERBA DE GABINETE, que não por acaso integram a Sociedade Pensar+, foram: Ricardo Gomes (R$ 2.395,30) e Felipe Camozzato (R$ 3.204,69). Ambos, além de gastar menos são os maiores (senão únicos) defensores da liberdade. Que tal? 

  • CONFIANÇA DE SERVIÇOS E IGP-M DE JULHO

    O índice de CONFIANÇA DE SERVIÇOS, elaborado pela FGV, apresentou aumento de 2,2 pontos entre junho e julho, para 93,4 pontos.

    O IGP-M de julho recuou 0,40%, depois de apresentar alta de 0,80% em junho, abaixo da expectativa de mercado (+0,53%). Com isso, o IGP-M acumulada alta de 4,79% no ano e de 6,39% em doze meses.

  • CLUBE DO PAPAI

    Celebrar o Dia dos Pais ficará ainda melhor com os cuidados especiais que a rede Bourbon Shopping oferecerá para eles. Realizada em parceria com a QOD Barber Shop, a campanha Clube do Papai vai garantir um tratamento especial com corte de cabelo ou alinhamento de barba. Entre os dias 29 de julho e 12 de agosto, será montada no mall dos shoppings da rede uma barbearia destinada especialmente a receber os clientes da promoção. Os atendimentos terão duração aproximada de 20 minutos e irão acontecer nas praças de eventos de cada shopping participante.
    A cada R$ 400,00 em notas fiscais de compras realizadas nas lojas dos shoppings participantes, o cliente tem direito a agendar um horário para receber um corte de cabelo ou alinhamento de barba. Participam da campanha as lojas dos shoppings Bourbon Wallig, Country, Ipiranga, Assis Brasil, São Leopoldo, Novo Hamburgo e San Pellegrino. O espaço promocional para os atendimentos será de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos das 14h às 20h.

    O regulamento está disponível no site: www.bourbonshopping.com.br.

FRASE DO DIA

Os socialistas não gostam que pessoas comuns escolham, porque elas podem não escolher o socialismo.

Margaret Thatcher