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É MELHOR FECHAR O CAPITAL DA PETROBRÁS

ANO XIV - Nº 007/14 -

SALVAR A PETROBRÁS

Dentre as importantes e necessárias iniciativas que o atual governo tomou para colocar a Petrobrás a salvo, uma delas, talvez a mais importante, foi dar liberdade total para que a estatal pudesse, enfim, praticar os preços de derivados do petróleo, como a gasolina e o óleo diesel, de acordo com a cotação internacional da commodity.

MAIOR DO QUE OS SAQUES

É importante que fique bem claro que esta absurda falta de liberdade, marca registrada dos governos populistas, foi responsável por prejuízos muito maiores do que a soma dos saques que a estatal sofreu, de forma pra lá de criminosa, ao longo dos corruptos governos anteriores, chefiados por Lula e Dilma Petistas. 

VOLTA DO POPULISMO

Pois, na medida em que a Petrobrás começa a sair da UTI, eis que um orquestrado movimento promovido por caminhoneiros resolve bloquear as estradas do Brasil todo para exigir que o governo, e não o mercado, volte a definir o preço do diesel. Ou seja, os caminhoneiros exigem, simplesmente, a volta do POPULISMO. Pode?

CARGA TRIBUTÁRIA

O mais curioso, ainda que não produza perplexidade, é que poucos conseguem entender que aquilo que mais engrossa os preços de todos os produtos e serviços vendidos aos consumidores, é a carga tributária. Principalmente os combustíveis, que carregam mais de 50% em termos de impostos federais, estaduais e municipais.

IMPOSTOS CONGELADOS

Mais: os governos, em todos os níveis, se beneficiam a cada aumento do preço internacional do petróleo, pois os impostos incidem de forma proporcional.  Melhor seria, ainda que a indecência tributária não deixasse de existir, que no caso de forte elevação do preço do petróleo no mercado internacional, os impostos fossem congelados.

FECHAR O CAPITAL DA PETROBRÁS

Volto a afirmar: a pretensão de querer transferir o risco da alta de preços para a Petrobrás soa como um retorno à prática do CRIME que mais prejuízo deu à estatal desde a sua existência. Caso seja esta a vontade da maioria, a medida correta e decente que o governo precisaria tomar seria o imediato FECHAMENTO DE CAPITAL DA PETROBRÁS.

Tal medida, se implementada, produziria a necessária justiça aos acionistas minoritários, que não podem ser prejudicados por medidas populistas.

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Roberto Rachewsky, com o título: NOVO, UM PARTIDO DE ELITE:

      “Novo combina com povo”, me disse o jovem candidato a deputado federal pelo Partido Novo, Marcel van Hattem, no que ele tem inteira razão.

    Por outro lado, há os que dizem que o Novo é um partido de elite, um partido de gente diferenciada, no que eles também têm inteira razão.

    Vale lembrar que é do povo que nasce a elite.

    Para entendermos isso, precisamos entender o sentido da palavra elite, conceito que muitos relacionam ao Novo, uns de forma adequada. Porém, outros, muitas vezes, com abjeta perversão.

    Sim, o Novo é uma organização de elite. É uma organização de elite porque ser de elite significa pertencer ao que há de melhor que se pode reunir quando selecionamos aqueles que se destacam virtuosamente no seio do povo, no seio da sociedade.

    Elite sempre foi sinônimo de escolha do que é melhor por sua qualidade superior e diferenciada.

    Elite, originalmente, vem da palavra do latim clássico “eligere” que significa escolher.

    Inicialmente, isso no século XVIII, elite se aplicava aos melhores produtos oferecidos no mercado e escolhidos por essa característica.

    Posteriormente, passou a significar também o grupo de pessoas que pela suas virtudes eram escolhidas para se destacarem das demais.

    Foi Karl Marx e depois Antônio Gramsci, que deram à palavra elite outra conotação, respectivamente, classe dominante e classe dirigente.

    Ocorre que essa revisão semântica, promovida para confundir e manipular as massas, perverteu o significado do termo.

    Quem se aproveitou e elevou essa perversão linguística tornando-a ainda mais disfuncional e anti-cognitiva foram os pós-modernistas Derrida e Foucault que ao criarem o politicamente correto quiseram hierarquizar a sociedade não com base na capacidade e na habilidade individual de transformar liberdade em oportunidades e estas em resultados diferenciados para o progresso social e econômico da população.

    Para os filósofos franceses pós-modernistas, principalmente, a hierarquização, a construção da classe dominante, ou dirigente, equivocadamente denominado pelos marxistas que os antecederam por elite, só poderia ocorrer através do uso do poder coercitivo, exercido através do estado totalitário, com o propósito e a serviço da destruição do processo civilizatório.

    Processo esse, somente possível quando a linguagem é cognitiva e funcional, permitindo ao ser humano perceber, identificar, classificar, integrar os conceitos, a fim de representar os concretos existentes na natureza para formular abstrações e ideias que produzirão os bens necessários para a criação de valor.

    Podemos constatar isso claramente quando analisamos a política brasileira, principalmente nos últimos anos dos governos corruptos, liderados pelos petistas.

    Elite, no sentido daquilo que representa o que há de melhor em um grupo específico, e classe dominante, ou dirigente, se mostraram universos excludentes.

    A classe dominante e dirigente do Brasil tem sido formada por pessoas que não possuem virtude alguma para serem consideradas parte de uma elite, ou aquele grupo de pessoas escolhidas por suas qualidades superiores, se comparadas com o resto da sociedade do qual fazem parte.

    A classe dominante e dirigente no Brasil tem sido formada pela escória da sociedade, aquela que não pensa, não conceitua, não concatena ideias e abstrações, não investe, não produz, não comercia, não trabalha para criar valor, mas se apropria, indevidamente, através da coerção estatal, ou da violência, da corrupção, da fraude, daquilo que não lhe pertence.

    Todos somos parte do povo. É do seio do povo que a elite se forma e é daí também que a classe dominante, ou dirigente, e a escória surgem.

    Existe uma elite entre os jogadores de futebol, entre os atletas de esportes olímpicos, entre os músicos e dançarinos, entre os cientistas e professores, entre os engenheiros e arquitetos, entre os industriais e comerciantes, entre os médicos e pesquisadores, entre os advogados e juízes.

    Enfim, por todo contexto social há uma elite formada por aqueles indivíduos que se diferenciam por realizarem feitos que ninguém mais consegue igualar por serem motivo de satisfação daqueles que deles se beneficiam, seja como ofertantes ou consumidores.

    Esses virtuosos são escolhidos pelo elevado grau de qualidade daquilo que oferecem para a sociedade que os adquire e que deles desfrutam livremente. São pessoas que têm o que têm por merecimento, por terem criado valor para si e para os demais.

    Se é possível dividir a sociedade entre os que criam valor, a elite, e os que se apropriam indevidamente desses valores, a escória, podemos então dizer que na disputa político-partidária, fazem parte da elite, aqueles que defendem um sistema que permite às pessoas empreendedoras, sejam elas humildes trabalhadores ou destacados empresários, manterem e disporem dos valores que criarem. Esse sistema político-econômico se chama capitalismo, que se sustenta sobre os princípios e ideais do individualismo liberal.

    De maneira diversa, podemos dizer que fazem parte da escória, aqueles que defendem um sistema cleptocrata, intrinsecamente violento, onde a classe dominante, ou dirigente, dispõe como bem entende, através do poder coercitivo que detém, do que é produzido pelos outros. Esse sistema político-econômico se chama socialismo, que se sustenta sobre os princípios e ideais do coletivismo estatista.

    Nesse sentido, sabemos que só há um partido político que genuinamente defende o primeiro sistema, o capitalismo, baseado no individualismo liberal, o Partido Novo. Dessa forma, o Novo é realmente um partido de elite. Porém, não podemos esquecer, como disse o Marcel, que o Novo é o único partido que rima com povo.

    O Novo quer devolver ao povo o espaço e o poder que lhe foi tirado pela escória que vem dominando e dirigindo o governo há décadas.

    Quando Lula e seus companheiros populistas e demagogos chamavam os verdadeiros criadores e disseminadores de oportunidades e riqueza de “a zelite” do país, ele desmerecia não a classe dominante e dirigente da qual ele fazia parte, mas aquela que criava valor e era por eles explorada.

    O Novo é o único partido que combina com povo, não apenas na rima, mas também pelo que nos ensinam as coisas da vida, pela análise filosófica e a perspectiva ideológica envolvida.

    A história já demonstrou que foram as elites aristocráticas que promoveram as grandes revoluções liberais que devolveram ao povo o poder sobre seus desígnios.

    Foram os mais esclarecidos entre os membros do povo que produziram, com sua qualidade intelectual e sua natural e legítima liderança hierárquica, típica de quem é da elite, as instituições necessárias para que cada indivíduo do povo, independente de quem fosse, se transformasse no soberano do seu reino, onde exerceria a sua individualidade de forma privada soberanamente.

    Indivíduos guiados pela elite para poderem viver em sociedade, sob a égide do estado de direito e em conformidade com as relações estabelecidas pelo livre mercado, caracterizadas pelas trocas espontâneas e voluntárias daqueles valores criados para o mútuo benefício das partes interessadas.

    Esse é o propósito do Novo, dar ao povo o que é do povo, seu direito à vida, à liberdade, à propriedade e à busca da felicidade, como melhor aprouver a cada um.

    À elite o que é da elite, o reconhecimento pelo heroico e virtuoso ato de empreender em prol do autointeresse, do florescimento individual e da prosperidade da nação.

    À escória o que é da escória, a oportunidade de reencontrar-se com a justiça, na cela de uma prisão.

  • CONVERGIR PARA AVANÇAR

    A lei proposta pelo Instituto Cultural Floresta (ICF) aumentaria a capacidade de investimento em segurança pública no RS. É o que demonstrou o presidente do ICF, Leonardo Fração, ao palestrar no Brasil de Ideias na última sexta-feira, 18,  edição do ciclo de debates promovido pela revista VOTO.

    Fração lembrou que nos últimos cinco anos a média anual de investimento do governo estadual em segurança pública foi de R$ 50 milhões. "Caso seja aprovada a lei, conseguimos até dezembro ampliar o investimento para R$ 300 milhões", comparou o presidente do ICF.

    Uma das razões para esse salto projetado é a agilidade no mecanismo proposto com a lei. As polícias Civil e Militar, ou qualquer instituição de segurança, criam um projeto, que é levado a uma câmara técnica nomeada pelo governador, com metade dos seus membros vinculada à Secretaria de Segurança, a outra metade à sociedade civil, os pagadores de impostos. Essa câmara aprecia o projeto. Uma vez aprovado, é captado o dinheiro junto a empresários. "Com a lei aprovada, você consegue diminuir o tempo de alocação dos recursos em segurança, de um ano, para menos de 60 dias", compara.
    Fração está confiante no apoio da sociedade à proposta de lei porque a forma de atuação do Instituto Cultural Floresta deu uma mostra de credibilidade ao obter uma doação de R$ 14 milhões, convertidos em veículos, armas e equipamentos para a polícia sem que os doadores tenham se beneficiado de qualquer isenção fiscal. "Temos de parar de pedir para depois fazer", alertou Fração. "Temos de fazer e depois pedir. Com as doações do Instituto Cultural Floresta, a gente deu o exemplo antes. A gente fez."

    Agora chegou a hora de pedir. É o momento em que o ICF solicita o apoio da sociedade e do Legislativo para a proposta de lei que já está nas mãos do governo do Estado. "Hoje temos uma relação de desconfiança geral: o empresário não confia no político, o político não confia no empresário, e o povo não confia em nenhum dos dois", observou. "Gostaríamos que fosse aprovada uma lei de incentivo à segurança, que inverta a lógica de alocação de impostos. Vamos primeiro resolver o problema de segurança pública no Rio Grande do Sul, e depois vamos para o próximo."

    No painel, o presidente do ICF, deixou a sugestão para que a prefeitura faça o mesmo com o IPTU: que haja alteração no sistema, e parte do imposto vá para a Guarda Municipal, sem passar pelos cofres públicos.
    Fração apontou a inversão da alocação dos impostos como a maior injustiça que existe no Brasil. "As pessoas que acordam de manhã, trabalham e pagam os impostos não estão recebendo serviços equivalentes pelos seus impostos , porque esses impostos estão indo antes pagar a irresponsabilidade de governos anteriores, principalmente com folha de pagamento, principalmente com aposentados", lamentou. "Primeiro tem de prestar os serviços básicos às pessoas que estão pagando os impostos, ou seja, segurança, educação, saúde, infraestrutura, para depois pagar as irresponsabilidades dos governos anteriores."
    Segurança e oportunidades
    No Brasil de Ideias, o presidente do Instituto Cultural Floresta, Leonardo Fração, fez um paralelo entre a segurança e as oportunidades econômicas que ela gera. Confira a análise:
    "O que gera desenvolvimento para uma alta concentração de pessoas de uma cidade, um Estado, ou um país, são os negócios competitivos. É a fábrica de calçados que sai de Novo Hamburgo para fabricar na China e que gera desemprego aqui porque aqui deixou de ser competitivo. Quando a gente fala em negócios competitivos, estamos falando em três coisas que atraem para uma cidade: a primeira delas é questão da ordem, e nela incluídas segurança e ordem jurídica, a segunda a mão de obra qualificada e por preço bom e a terceira fatores específicos de cada segmento como por exemplo a celulose, em que o Brasil é o melhor país, tem uma competitividade natural."

    "Na questão da ordem, há dois pilares: se você não investe em educação e em emprego, você vai gerar uma fábrica de potencial mão-de-obra para a criminalidade. O segundo pilar da segurança pública é a questão da ostensividade policial e da valorização do policial. Onde há policial, não há crime. O terceiro pilar em segurança é a punição. Você tem de tirar da sociedade a pessoa que cometeu o crime, punir e tentar ressocializar. Hoje não educamos adequadamente, não estamos gerando progresso econômico para as pessoas terem oportunidade, o policial não é valorizado, ele é mal equipado, a prisão é um lixo e o sistema Judiciário é questionável. Você tem o caos completo da segurança pública."
    "Só mudar a educação e o sistema de punição é extremamente complexo. Existe um caminho mais fácil de passar uma mensagem: a ostensividade policial. Não é a falta de dinheiro do Estado que está gerando a falta de ostensividade. É a má alocação dos recursos que o Estado arrecada."

FRASE DO DIA

Fracassar é a arte de querer agradar a todos.