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DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS...

ANO XIV - Nº 007/14 -

INÉDITO

Como é do conhecimento de todos, a OAB/RS e o PROCON/RS protagonizaram, recentemente, algo que até então era considerado muito improvável: proibiram as operadoras de telefonia de vender novos chips, até que as mesmas apresentassem seus planos efetivos de investimentos.

DISCRIMINAÇÃO ODIOSA

Pois, independente do puxão de orelhas que essas entidades deram na Agência Reguladora, a quem caberia tomar todas as providências para evitar o problema, o que assistimos nada mais é do que uma odiosa DISCRIMINAÇÃO contra as concessionárias de telefonia celular.

SERVIÇOS PÚBLICOS

Sim, porque TODOS os serviços públicos concedidos, como eletricidade, água, esgoto, saúde, educação, segurança e rodovias, deveriam ser atingidos pelo mesmo tipo de proibição. As empresas e o governo só poderiam aceitar novos clientes/usuários desde que mostrassem capacidade de atendimento e, principalmente, fornecimento dos serviços.

ESCURIDÃO

Ontem, por exemplo, pela enésima vez, a CEEE, empresa estatal gaúcha de fornecimento de energia deixou, por várias horas, em vários bairros de Porto Alegre, os já cansados consumidores na escuridão. Simples assim...

O SILÊNCIO DA OAB E DO PROCON

Ora, se a Agência Reguladora que deveria cuidar do setor de energia nada faz e tampouco comenta, só tenho uma pergunta: - por que a OAB e o PROCON também não agem no sentido de proibir a CEEE de aceitar novas ligações de luz até que provem capacidade de fornecimento?

SAÚDE PÚBLICA

Mais: como a saúde pública é, reconhecidamente, de péssima qualidade, e tão ou mais importante do que telefonia, o que leva a OAB e o PROCON a fazer vistas grossas ao mau atendimento (ou a falta dele)? Pelas mesmas razões que levaram a proibir as operadoras de telefonia de vender novos chips, também deveriam proibir novos atendimentos. Até que o governo fizesse os investimentos necessários, não?

MESMO TRATAMENTO...

O mesmo raciocínio serve para todos os serviços concedidos. Mas, como se vê, ou se viu, o que houve mesmo foi uma pura discriminação contra as operadoras de telefonia. Todos os serviços públicos mereceriam o mesmo tratamento, não? Ou seja, Dois Pesos ...

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MARKET PLACE

  • BRASIL PÚBLICO
    Recebo do Pensador, Prof. Bergamini, dados de arrepiar: em 2011, o BRASIL PÚBLICO, como define, gastou R$ 1,103,7 trilhão (26,63% do PIB) apenas com as seguintes rubricas: - Servidores Públicos (Ativos, Aposentados e Pensionistas, Civis e Militares): R$ 546,8 bilhões (13,19% do PIB);- Juros e Encargos R$ 153,9 bilhões (3,71% do PIB);- Amortizações R$ 121,8 bilhões (2,94% do PIB);- Previdência Geral do INSS de R$ 281,2 bilhões (6,79% do PIB). Estas despesas geraram um déficit fiscal nominal, consolidado, de R$ 63,7 bilhões (1,53% do PIB). Que tal?
  • MISSÃO IMPOSSÍVEL?
    Dilma Rousseff, numa missão quase impossível, quer convencer os governadores a aderir à redução da tributação do ICMS sobre energia elétrica - tal como o governo federal fará com o PIS/Cofins. Em troca proporá a renegociação da dívida dos Estados através da diminuição do pagamento dos serviços das dívidas estaduais e da substituição do indexador. Vamos ver...
  • DÉFICIT ETERNO
    A Previdência Social registrou déficit de R$ 2,757 bilhões em junho, resultado acima do registrado no mesmo período do ano passado, quando o resultado negativo foi de R$ 1,903 bilhão. Mesmo assim, o governo se recusa a falar em reforma da Previdência. Pode?
  • FISL
    Inicia hoje e vai até sábado, 28, no Centro de Eventos da PUCRS, o 13° Fórum Internacional Software Livre (fisl13), considerado como o evento mais consolidado do segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da América Latina. Para os interessados que não compraram ingressos há uma boa notícia: as inscrições podem ser feitas no local do evento.

FRASE DO DIA

O DINHEIRO É SEMPRE O MESMO. O QUE MUDA SÃO OS BOLSOS.

Gertrudes Stein