Artigos Anteriores

DISCURSOS VIBRANTES E COM MUITO CRÉDITO

ANO XIV - Nº 007/14 -

FORTE EMOÇÃO

Ontem, na medida em que ouvia as -firmes palavras- ditas pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo seu vice, Hamilton Mourão, nos pronunciamentos de posse, me vi sacudido por uma forte emoção. Algo do tipo que me faz crer que muitas das boas promessas que ambos fizeram ao longo da vitoriosa campanha eleitoral e fora dela, estão perto de se transformar em realidade.

MISSÃO

A minha emoção cresceu de forma vibrante já no início do pronunciamento, quando, de forma humilde, Bolsonaro disse -alto e bom tom- que a partir de agora (ontem) o povo começou a se LIBERTAR DO SOCIALISMO, DA INVERSÃO DE VALORES, DO GIGANTISMO ESTATAL  E  DO POLITICAMENTE CORRETO . Show!

VIBRAÇÃO

Já bastante satisfeito com o que acabara de ouvir, Bolsonaro, como se tivesse o propósito aumentar a minha boa vibração, lascou, no mesmo tom firme de voz:  - que vai convocar os integrantes do Congresso a se unirem “na missão de RECONSTRUIR A PÁTRIA, LIBERTANDO-A DO CRIME, DA CORRUPÇÃO, DA SUBMISSÃO IDEOLÓGICA E DA IRRESPONSABILIDADE ECONÔMICA".

DEMOCRACIA

No item -DEMOCRACIA-, Jair Bolsonaro prometeu algo que os presidentes anteriores ignoraram. Afirmou que uma de suas prioridades é proteger e revigorar a democracia brasileira, trabalhando arduamente para que ela deixe de ser apenas uma promessa formal e distante e passe a ser um componente substancial e tangível da vida política brasileira, com o respeito ao Estado Democrático.

ECONOMIA

No que diz respeito a Economia, que não cresce por força do tamanho do Estado e dos pesados ROMBOS NAS CONTAS PÚBLICAS, Bolsonaro voltou a defender o LIVRE MERCADO, A EFICIÊNCIA E A CONFIANÇA NO COMPROMISSO DE QUE O GOVERNO NÃO GASTARÁ MAIS DO QUE ARRECADA. Mais: deu GARANTIA DE QUE AS REGRAS, OS CONTRATOS E AS PROPRIEDADES SERÃO RESPEITADAS.

REFORMAS ESTRUTURANTES

Para tanto, Bolsonaro PROMETE, com os pés e mãos juntos, levar em frente, com o máximo de rapidez, as atrasadas REFORMAS ESTRUTURANTES que os governantes SOCIALISTAS deixaram de lado. Todas elas, sem a menor dúvida, capazes de transformar o cenário econômico abrindo novas oportunidades.

Assine a Newsletter do Ponto Crítico

MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o bom artigo do pensador Márcio Coimbra, com o título -POLÍTICA EXTERNA E O POVO-:

    “A melhor tradição do Itamaraty é saber renovar-se”, disse o ex-chanceler Azeredo da Silveira em 1975. A frase virou um mantra repetido à exaustão tanto por diplomatas quanto por estudiosos da política externa. Por muito tempo, essa fórmula serviu para resguardar nossa diplomacia de interferências externas, sobretudo da sociedade, do parlamento e do cidadão comum. Uma diplomacia que se queria autônoma, integrada por profissionais treinados, aqueles capazes de formular e executar uma política externa eficaz.
    Essa insularidade está prestes a ser rompida. Ao contrário do que reza o senso comum dominante, a alta qualidade dos quadros do Itamaraty não justifica nem legitima seu isolamento. É preciso aproximar estes polos, uma vez que o governo da tecnocracia, afastado do povo, é a receita certa para decisões descoladas dos interesses reais da maioria e para grandes erros. É a senha para uma democracia debilitada, em que corporações dão as cartas, ideologias insidiosas proliferam e as aspirações populares tornam-se uma vaga lembrança.
    Ao abrir os caminhos em Washington para visita do Deputado Eduardo Bolsonaro aos EUA, pude observar a importância de levar uma nova mensagem a nossos principais interlocutores no exterior. A mensagem de um povo que resolveu tomar as rédeas do Estado para reformá-lo, acabar com corporativismos e promover os valores da maioria. A visita do Deputado, ao contrário do que foi noticiado, foi uma celebração da chegada do chanceler Ernesto Araújo ao Itamaraty e da ruptura com a ideia de tecnocracia, aproximando a vontade popular dos rumos de nossa diplomacia.
    Neste novo momento, a tendência é que o Itamaraty deixe de ser correia de transmissão da visão homogeneizante que caracteriza as elites cosmopolitas da qual fazem parte as burocracias diplomáticas autônomas. Em vez de importar acriticamente conceitos forjados alhures, o que se chama de globalismo, abre-se o caminho para uma política externa que cria espaços onde as aspirações de nosso povo prevaleçam. Isso vale para os valores ocidentais, para a promoção da democracia e a condenação de ditaduras brutais e a busca de uma inserção econômica competitiva, privilegiando parceiros que podem ajudar no nosso desenvolvimento.
    Apesar da coragem em defender posições importantes para nosso país, com um corpo técnico de qualidade reconhecida internacionalmente, no passado recente nossa política externa deixou de assumir valores que nos definem como nação. Não raro nossa diplomacia, a serviço de governos passados, acabou por negociar laços com tiranias em nome da solidariedade ideológica, em contradição com a índole do povo brasileiro, quando não foi conivente com transações duvidosas que hoje causam prejuízo ao contribuinte, no lugar de dedicar-se à abertura de mercados, atração de investimentos e negociação de acordos para inserir-nos nas cadeias globais de valor.
    Não é fácil confrontar o senso comum disseminado. Uma política externa democrática precisa de um Itamaraty que seja instrumento da vontade popular e não uma redoma de iluminados, descolados de um povo que neste momento se transforma em farol de nossa diplomacia. Política externa é buscar o interesse nacional livre de ideologias. Ao renovar-se, refletindo a vontade do povo, o Itamaraty se aproxima de seu maior propósito.

FRASE DO DIA

O contribuinte é o único cidadão que trabalha para o governo sem ter de prestar concurso.

Ronald Reagan