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DILEMA EXISTENCIAL

ANO XIV - Nº 007/14 -

DILEMA

O povo brasileiro vive, indiscutivelmente, um complicado DILEMA EXISTENCIAL. Primeiro, porque não nega que  prefere viver sob as trevas do DESCONHECIMENTO; segundo, porque demonstra, na maioria das vezes em que se manifesta, que prefere que o Brasil jamais deixe de ser um país SUBDESENVOLVIDO e/ou  ECONÔMICA E SOCIALMENTE INVIÁVEL.

TRISTEZA

Vejo, com enorme tristeza e preocupação, que a maioria do povo brasileiro, conduzido pelos representantes que escolhe, se manifesta, sempre com muito ardor, contra medidas que tem por objetivo conter GASTOS PÚBLICOS e, com a mesma intensidade, aplaude medidas que produzem ROMBOS impagáveis.

CHAVE DO INSUCESSO

A impressão que passa, lamentavelmente, é que a maioria dos eleitores brasileiros, independente da cidade onde vivem, a cada quatro anos entregam, solenemente, aos governantes (Executivo e Legislativo) a CHAVE DO INSUCESSO. Estes, como fiéis depositários, por força das medidas que aprovam e/ou deixam de aprovar, fazem do Brasil um PAÍS COMPLICADO E INVIÁVEL. 

EXEMPLO DE INSUCESSO

Observem, por exemplo, o que acontece neste momento no nosso cada vez mais empobrecido Brasil:

1- o projeto que poderia estancar, em boa parte, o brutal déficit das contas públicas, como é o caso da REFORMA DA PREVIDÊNCIA, não tem votos suficientes para aprovação.

2- já as medidas que contribuem para um significativo ROMBO nas contas públicas, nem precisa passar por  votação para serem aprovadas e colocadas em prática.

CURIOSO

O mais curioso é que muita gente, mergulhada no absoluto desconhecimento, se mantém animada e confiante com a perspectiva de boa recuperação da economia. Pois, enquanto o Brasil segue com suas DUAS PREVIDÊNCIAS totalmente DEFICITÁRIAS, o privilegiado Rio de Janeiro, depois de ter recebido somas incríveis de recursos para custear obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas, será beneficiado com mais de 3 bilhões de reais para a segurança pública (1 bilhão de reais já foi decidido ontem).

CALOTE DA VENEZUELA

Mais: para mostrar que a CHAVE DO INSUCESSO existe para abrir portas de criatórios de rombos de todos os pesos e tamanhos, ontem a porta dos criminosos empréstimos que o BNDES fez à Venezuela, por decisão e vontade da dupla Lula/Dilma, foi escancarada, mostrando um calote (inicial) de 1 bilhão de reais.

O calote total, já garantido, será de mais de 4 bilhões. Que tal?

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MARKET PLACE

  • PREVIDÊNCIA SOCIAL - AULA DE MATEMÁTICA BÁSICA

    A propósito do tema PREVIDÊNCIA SOCIAL, eis este oportuno esclarecimento produzido pelo economista Ricardo Bergamini:

    No Brasil um assunto de nível primário da matemática se transformou num verdadeiro manicômio onde a estupidez coletiva reina absoluta, sem nenhum pudor e vergonha, dando piruadas e palpites.

    A previdência não tem nenhuma relação com valores de salários, nem com a forma de gestão: quer seja de capitalização ou caixa.

    O problema da PREVIDÊNCIA no Brasil está no desequilíbrio entre a produção de inativos terem sido muito maiores do que a de ativos, conforme provado no estudo abaixo:

    Se todos os 2.350.194 participantes do RPPS federal (ativos e inativos) recebessem R$ 1,00 de salário haveria um déficit previdenciário da ordem R$ 592.227,92, assim sendo fica provado que a previdência não tem nenhuma relação com os valores dos salários dos participantes, mas sim com o equilíbrio entre o quantitativo de ativos e inativos.

    Nesse tema somente me resta rogar a Deus que dê luz a elite desse país para entender essa bobagem de nível primário. Estaria pedindo muito a Deus?

    Quanto aos jornalistas com espaço na grande imprensa poderiam ajudar no entendimento desse assunto primário e nada fazem, ficam perdendo tempo com masturbação mental ideológica.

    Nota: Para os que sempre justificam que não entendem de economia devo lembrar que o estudo não é de economia, mas sim da matemática que aprendemos no curso primário.

    AULA DE MATEMÁTICA DO CURSO PRIMÁRIO

    A previdência é uma distorção de longa data no Brasil, mas 80% das aberrações ocorrem no RPPS (servidores públicos) haja vista a constatação abaixo:

    - Em 2017 o Regime Geral de Previdência Social (INSS) destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas) com 101,3 milhões de participantes (66,8 milhões de contribuintes e 34,55 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 182,4 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 1.800,59).

    - Em 2017 o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) – União, 26 estados, DF e 2073 municípios mais ricos, com apenas 10,4 milhões de participantes (6,4 milhões de contribuintes e 4,0 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 163,2 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 15.692,30).

    Um aluno de primeiro grau, com certeza, não terá dúvida que o RPPS é 8,72 vezes mais grave do que RGPS.

    A nossa análise será sobre o RPPS sem utilizar valores, visto que o problema da previdência social está no desequilíbrio do quantitativo entre ativos e inativos, e não nos salários dos participantes.

    Premissas básicas para análise do RPPS dos servidores públicos federais:

    - Em dezembro 2017 existiam 1.321.779 servidores federais ativos (civis, militares e intergovernamentais*).

    - Em dezembro 2017 existiam 1.028.415 servidores federais inativos (civis, militares e intergovenamentais*).

    - Em função dos direitos adquiridos, cláusula pétrea da Constituição, jamais poderá ser reduzido o seu quantitativo, da forma como ocorre nos ajustes da inciativa privada.

    - Os salários dos inativos são sempre iguais aos dos ativos.

    - Há uma contribuição para o RPPS de 11% da parte dos empregados e de 22% da parte patronal (União).

    Para facilitar o raciocínio matemático da análise vamos hipoteticamente atribuir uma remuneração de R$ 1,00 para todos.

    Em vista do acima exposto o custo com ativos seria de R$ 1.321.779,00 e com inativos de R$ 1.028.415,00. Sendo a contribuição dos servidores ativos de 11,00% o fundo receberia R$ 145.395,69 da parte contributiva dos empregados ativos e sendo a parte patronal de 22% o fundo receberia R$ 290.791,39, totalizando R$ 436.187,08, sendo o custo com inativos da ordem de R$ 1.028.415,00 gerou um déficit previdenciário da ordem R$ 592.227,92 cobertos com as fontes de financiamentos (COFINS e CSSL) que são uma das maiores aberrações e excrescências econômicas e desumanas já conhecidas, visto que essas contribuições atingem todos os brasileiros de forma generalizada, mesmos os que não fazem parte do grupo coberto pela previdência, tais como: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de quase a metade da população economicamente ativa. Esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.

    Conclusão: Se todos os 2.350.194 participantes do RPPS federal (ativos e inativos) recebessem R$ 1,00 de salário haveria um déficit previdenciário da ordem R$ 592.227,92, assim sendo fica provado que a previdência não tem nenhuma relação com os valores dos salários dos participantes, mas sim com o equilíbrio entre o quantitativo de ativos e inativos.

    Notas:

    1 - Não foram considerados nos cálculos uma pequena parcela de inativos que também contribuem em função dos altos salários, mas que o efeito seria pequeno no resultado.

    2 - Em relação ao RPPS dos estados e municípios o raciocínio é o mesmo somente mudando o índice entre ativos/inativos que no federal é de 1,28 ativos para 1,00 inativo e nos estados e municípios é de 1,73 ativos para 1,00 inativo.

FRASE DO DIA

Aqueles que não aprendem com o passado vivem presos a ele.