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DIÁLOGO FAMILIAR

ANO XIV - Nº 007/14 -

DECISÃO LAMENTÁVEL

A decisão pra lá de lamentável que a Polícia Militar e mais 40 categorias de funcionalismo do Estado do RS tomaram ontem, de parar completamente os (péssimos) serviços públicos que deveriam prestar à sociedade gaúcha, me fez lembrar do seguinte diálogo familiar envolvendo um pai e seus dois filhos:

DIÁLOGO

- O pai chega em casa à noite e comunica aos filhos que acabara de ser despedido de seu emprego. Como pagava uma -mesada- de 500 reais para a sua filha, que além de estudar também ajudava nos afazeres domésticos, se dirigiu a ela e disse que enquanto não voltasse a trabalhar, por óbvio, a mesada estava suspensa.
 

GREVE

A filha, mostrando não ter noção de que o dinheiro da mesada vinha do salário do pai, simpesmente não aceitou a decisão paterna. Como tal reagiu dizendo que a partir daquele momento estavam suspensas as tarefas domésticas que lhe estavam conferidas. Ou seja, a menina decretou GREVE. 

REAÇÃO DIFERENTE

Já o filho, que também estudava e estava prestando estágio numa empresa privada, e para tanto recebia alguns trocados, ao receber a notícia mostrou uma reação diferente: olhou para o pai e disse que estava pronto para ajudá-lo a enfrentar o momento difícil que a família toda certamente iria passar.
 

SEMELHANÇA

Pois, fazendo um paralelo entre a situação do falido Estado do RS, cujas finanças se encontram arrasadas por absoluta incompetência governamental, vê-se uma enorme semelhança entre a história daquela família e o drama que vive a pobre sociedade gaúcha.

NADA SOLIDÁRIOS

Enquanto os servidores (que, literalmente, não fazem produtos, mas se apropriam deles) se negam a entender que a altíssima arrecadação de impostos, por excesso de despesas se mostra insuficiente para pagar as -mesadas-,  ao invés de manifestar solidariedade e mostrar vontade de ajudar, reagem com uma GREVE GERAL. Pode?

QUEM DECIDE

É importante lembrar que Estado do RS tem 11 milhões de habitantes que se submetem, pacificamente, à vontade de 311 mil servidores públicos (2,8%), que simplesmente se negam a trabalhar. E, para piorar, o tamanho da despesa com os servidores (ativos e inativos) equivale a praticamente tudo que é arrecadado com impostos.  Isto tem cura?

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MARKET PLACE

  • IBC-Br

    O IBC-Br, indicador de atividade econômica do Banco Central, considerado proxy do PIB em base mensal, recuou 0,6% em junho, na comparação mensal dessazonalizada. Vale notar que os principais indicadores de atividade de junho apresentaram desempenho negativo. A produção industrial recuou 0,3% na margem, o varejo ampliado contraiu 0,8% na mesma base de comparação, enquanto a receita real do setor de serviços diminuiu 6,2% em relação a junho de 2014 (cálculo próprio).

    Assim, o IBC-Br encerrou o 2T15 com queda de 1,9% em relação ao 1T15 (já com ajuste sazonal), o que marcou o terceiro trimestre consecutivo de desempenho negativo. 
     

  • LEILÃO

    Em meio às incertezas sobre o compromisso do governo em cumprir a meta do superávit primário, a equipe econômica impôs sua vontade e decidiu cobrar outorga no leilão das usinas antigas, cujas concessões vencem neste ano. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a expectativa é que a venda de 29 hidrelétricas renda R$ 17 bilhões aos cofres da União. A licitação foi marcada para 30 de outubro. (Estadão)

  • DIAS DESCONTADOS?

    Ontem, o governador José Ivo Sartori (RS) afirmou que respeita as manifestações democráticas dos servidores públicos e de toda a sociedade. Porém, anunciou a determinação passada aos secretários, de registrar o ponto de quem efetivamente trabalhar. "Presença será presença, falta será falta. Significa que o ponto será controlado e os dias serão descontados", afirmou. Alguém acredita nisso? Eu não.

  • SINDILOJAS

    O Sindilojas Porto Alegre é contrário a medida anunciada pela Polícia Militar e mais 40 categorias de funcionalismo do Estado. Os órgãos de segurança pública são vitais para a sociedade, iniciar uma manifestação chamada de "operação padrão", ou seja, trabalhar somente com equipamentos e viaturas com documentações em dia, fará com que o número de policiais nas ruas diminua de forma significativa. A Entidade manifesta o seu repúdio à decisão, que como consequência terá o aumento do clima de insegurança dos cidadãos e do comércio de rua. O Sindicato orienta os lojistas a abrirem seus estabelecimentos e trabalharem normalmente nos próximos três dias desta semana. 

FRASE DO DIA

A ignorância é um direito de todos, e a maioria faz questão de exercer.