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DESCOBRINDO A ÁFRICA

ANO XIV - Nº 007/14 -

NOVOS INSTRUMENTOS

Finalmente, o governo federal descobriu a África. Já se deu conta de que existem mesmo outros instrumentos para tentar combater a inflação. Confesso que tal descoberta, quando feita por governantes brasileiros, passa a ser um grande avanço. Mas, a satisfação fica por aí. Principalmente se entre os instrumentos há o que mostra uma necessidade de redução das despesas públicas. Sim, porque o grande e melhor instrumento para enfrentar a inflação é um sério controle das contas públicas, o que nunca foi aplicado por aqui.

LENDAS

Chegamos, portanto, tão somente ao primeiro momento. Não é ainda o diagnóstico. Os governantes só se manifestaram dizendo que há outros instrumentos. Quando a Corte, com todos os seus participantes corporativos permitir, aí sim estaremos salvos. Bem, mas quando isto ocorrer o mundo será bem outro. Papai Noel e o Coelhinho terão deixado de ser coisas lendárias.

DISCUTINDO AS PRIVATIZAÇÕES

O mundo todo está questionando as privatizações. É um debate muito interessante, considerando que os mais apaixonados por empresas públicas residem aqui na América Latina. Uma prova de grande atraso, pois, inicialmente, já mostram que nunca testaram a inexistência de empresas mantidas pelo Estado. E também ainda não entenderam que a maioria das estatais só foram vendidas para salvar os serviços que já não estavam sendo prestados aos usuários. Os governos, sem capital e sem capacidade de gerenciamento, mesmo que a custos maiores do que os concorrentes, chegaram ao esgotamento.

NADA JUSTIFICA

O que o debate não pode confundir é se privatizar é necessário. Pode-se avaliar, e até condenar, os métodos e as formas eventualmente adotadas. O retorno às mãos do Estado é que não pode ser discutido. Não é pelo fato de que algumas privatizações possam ter sido mal feitas, ou que não resultaram em melhores serviços, que as empresas públicas justifiquem a existência. Gente, nada consegue ser pior para o usuário/contribuinte do que manter uma empresa nas mãos do governo. Até uma privatização mal feita vale, pois uma empresa privada sempre pode mudar de mãos. A pública não.

LIQUIDAÇÃO TOTAL

A corrida já começou. Empresários e representantes de governos estaduais, aqueles mais rápidos e muito atentos, passaram a visitar o RS com grande freqüência nos últimos dias. Preocupados em oferecer o máximo de ocupação para seus cidadãos, estão tratando de buscar empresas que o Estado do RS não quer mais. Vejam, não é guerra fiscal, é só aquilo que o RS está colocando no lixo. Trata-se, portanto, de um trabalho ético, correto e muito pelo social. Se o RS não quer mais, a ordem é que outros fiquem com as empresas e projetos.

LUZES ACESAS

O primeiro alvo tem sido visitar as empresas exportadoras quem têm mão de obra intensiva, como calçados, frango, suínos e fumo. E a sedução é pela única afirmação: nós restituímos o ICMS em caso de exportação. Pronto. Nada mais. Parece palavra mágica. Quem tem investimentos novos já está fazendo as malas. Quem não tem, está vendo o que pode conseguir de vantagem junto aos seus visitantes. Agora, o meu pedido, que faço ao último a dar o fora: por favor, não apague as luzes. Acesas, todos poderão enxergar melhor o estrago. Viva.

SÓ VANTAGENS

Além da vantagem aos exportadores, da restituição do ICMS, aqueles trabalhadores que conseguirem ser incluídos no pacote da transferência também ganham: passarão a ter menos tributação nos combustíveis, telefonia e energia, o que vai representar mais recursos para gastar com outros bens. E para os empresários que ainda não se dedicaram ao mercado externo, uma enorme satisfação: não precisarão antecipar os recolhimentos dos tributos para pagar a folha dos servidores, única preocupação maior do governo do RS. É preciso mais vantagens? Creio que não.

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MARKET PLACE

  • PROGRAMA DE VISITAS
    Há mais de seis anos a Florense instituiu um programa de visitas de arquitetos à sede da empresa, em Flores da Cunha (RS). Desde então, dezenas de representantes da área participaram desse programa de relacionamento, criado para que o contato dos profissionais não se resuma à rede de franquias Florense. Os objetivos são bem claros: conhecer a operação da empresa, o parque fabril e os lançamentos da marca. O programa também pretende fazer com que arquitetos de outros estados brasileiros conheçam um pouco da cultura da região em que a Florense nasceu - a região de colonização italiana do Rio Grande do Sul.
  • COLETIVA
    O presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, que acaba de ser reeleito para o cargo, estará à disposição da imprensa, em entrevista coletiva, na próxima 5ª feira, 12, às 10 horas, no Hotel Plaza São Rafael. Falará da preocupação sobre a falta de uma política portuária por parte do governo federal que priorize investimentos e dê maior segurança jurídica aos terminais.
  • NEGÓCIOS EM PAUTA
    A terceira edição de 2005 do projeto Negócios em Pauta, d ADVB/RS, recebe Dagoberto Lima Godoy, Presidente da CaixaRS, dia 12, às 19h30min, no Auditório do Swan Tower (Av. Maurício Cardoso, 303), em Novo Hamburgo. Dagoberto vai conversar com o público sobre a CaixaRS ? O que é e o que está fazendo para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. A entrada é gratuita mediante inscrição prévia. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: negociosempauta@advb.com.br.
  • TÁ NA MESA
    O diretor-presidente da Calçados Azaléia, Antônio Britto, é o convidado da reunião-almoço Tá na Mesa da próxima 4ª feira, 11, na Federasul. O executivo falará sobre os ?Desafios das empresas no Brasil de hoje?. O Tá na Mesa é realizado das 12h30min às 14h.
  • PALESTRA
    O EURO INSTITUT e o INSTITUTO VENTURI convidam para a palestra gratuita: \"As Micro e Pequenas Empresas e o Direito Ambiental - O Custo do Desconhecimento\", que dirige-se a interessados em atuar na área ambiental sob a ótica de seus aspectos científicos e legais. A palestra será realizada dia 13/5, às 19h30min, na sede do Euro Institut, Av. Berlim, 409 - Bairro São Geraldo, Porto Alegre. Inscrições: janemachado@euroinstitut.com.br.

FRASE DO DIA

OS HOMENS DIFICILMENTE ESQUECEM AS OFENSAS, MAS FACILMENTE ESQUECEM OS BENEFÍCIOS.

Cristina, da Suécia