Artigos Anteriores

DECÁLOGO DO POPULISTA

ANO XIV - Nº 007/14 -

POPULISMO

Tudo que o povo brasileiro está assistindo, no que diz respeito aos protestos e resistências contra as reformas (mínimas) -Trabalhista e Previdenciária-, que o governo está propondo, é fruto do nefasto POPULISMO, que ganhou proporções jamais vistas desde que  a dupla Lula/Dilma-Petistas foram eleitos presidentes.

APOIO POPULAR

Por definição, o POPULISMO  é uma forma de governar em que o governante utiliza de vários recursos para obter apoio popular. Para tanto, o POPULISTA:

1- utiliza uma linguagem simples e popular;

2- usa e abusa da propaganda pessoal;

3- afirma não ser igual aos outros políticos;

4- toma medidas autoritárias;

5- não respeita os partidos políticos e instituições democráticas;

6- diz que é capaz de resolver todos os problemas; e,

7- possui um comportamento bem carismático. 

O fruto deste apoio ao POPULISMO, se verifica, clara e comprovadamente, através do inevitável aumento da pobreza e da miséria, decorrente do aumento de gastos públicos com queda de atividade econômica. (olha aí o Brasil, por exemplo)

 

DECÁLOGO DO POPULISTA

Com o propósito de melhor esclarecer este fenômeno altamente destruidor, eis aí o DECÁLOGO DO POPULISTA, produzido pela Fundacion para el Progresso, centro de estudo de inspiração liberal clássica, com sede em Santiago do Chile:
 

CARISMA E PALAVRA

1- O POPULISTA EXALTA AO LÍDER CARISMÁTICO. - Toda a possível virtude do projeto político está inspirada no seu líder. Com seu carisma mobiliza as massas e estas lhe dão autoridade para ditar, tanto o que é ou não correto quanto o que é verdade. 

2- O POPULISTA NÃO SÓ USA E ABUSA DA PALAVRA: SE APODERA DELA. - O Populista pretende demonstrar que a verdade é um só: a sua. Para tanto recorre a uma retórica demagógica. Isto exorta à população a entender o mundo de uma só forma e é funcional ao regime populista. Para tanto é importante o controle dos meios de comunicação. 

FÁBRICA DE VERDADE E USO DOS FUNDOS PÚBLICOS

3- O POPULISTA FABRICA A VERDADE. - O regime Populista, cujo poder se concentra no líder carismático, se apresenta como o único capaz de interpretar o pensamento e o sentimento do povo. Desta maneira seu discurso se transforma na verdade oficial. 

4- O POPULISTA UTILIZA DE MODO DISCRICIONAL OS FUNDOS PÚBLICOS. - Os gastos públicos estão à mercê da vontade do líder, o que, invariavelmente, causa sérios danos ao equilíbrio financeiro do país e, por consequência, a toda a população. 

RIQUEZA E ÓDIO

5- O POPULISTA DISTRIBUI  DIRETAMENTE A RIQUEZA. - É o populista quem decide quanto e como deve ser feita a repartição. Mais: geralmente é ele que realiza a distribuição.

6- O POPULISTA ALENTA O ÓDIO DE CLASSES. - O populista usa o discurso de ódio contra diversos setores. Todos são potenciais objetivos de sua política de rancor.

MOBILIZAÇÃO E INIMIGO EXTERNO

7- O POPULISTA MOBILIZA PERMANENTEMENTE OS GRUPOS SOCIAIS. - Mediante seu carisma, o líder mobiliza a população. A praça pública é o ambiente próprio para manipular a opinião pública, que sai convertida em rebanho dócil e submisso. Ali se produz o juízo público dos inimigos do povo e se anunciam as medidas arbitrárias do líder.

8- O POPULISMO RECORRE SISTEMATICAMENTE AO -INIMIGO EXTERIOR-. - Quando há problemas, para assegurar o apoio popular o Populista inventa inimigos. Usando uma retórica nacionalista, atribui os fracassos aos inimigos externos. 

INSTITUIÇÕES E DEMOCRACIA LIBERAL

9- O POPULISMO DEPRECIA AS INSTIUIÇÕES. - Baseado na -verdade oficial-, se instala uma ideia de -justiça direta-. Manipula o Congresso e estimula o povo a fazer justiça com próprias mãos.

10- O POPULISMO DOMESTICA E DESTRÓI A DEMOCRACIA LIBERAL. - Busca ampliar a todo custo o espaço para exercer o seu poder. Quem se opõe é contrário  a uma suposta -vontade popular-. Da mesma forma, o líder busca manter-se no poder para todo o sempre.

Assine a Newsletter do Ponto Crítico

MARKET PLACE

  • IPCA

    Segundo informa o IBGE, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) de abril foi de 0,14%, a menor para o mês desde 1994, quando começou a série histórica pós Plano Real. Com o resultado, a taxa dos últimos 12 meses caiu para 4,08%, ante 4,57% registrado em março.
     

     

  • CORRIDA POR PRIVILÉGIOS

    O economista e pensador Paulo Rabello de Castro, doutor em Chicago e atual presidente do IBGE, concedeu uma entrevista ao Estadão em que acusa a reforma atual da Previdência de ser uma “corrida por privilégios”, lembrando que nosso modelo não passa de um assistencialismo disfarçado. 

    A tendência, revela Castro, é termos, daqui para a frente, uma proporção bem mais relevante de idosos sobre crianças. O que as pessoas não sabem é que o tipo de Previdência que o Brasil optou por ter, tanto no setor público quanto no setor privado, enseja a necessidade de termos mais crianças vindo para pagar a conta dos que se aposentam, e isso é exatamente o que não acontecerá.

    Há três tipos de Previdência. Uma, ou primeiro, com lastro em ativos, em que o indivíduo vai contar com o conjunto das próprias contribuições. Essa é a ideal, mas infelizmente não temos nenhum caso de Previdência lastreada, a não ser o Funpresp, que é o fundo complementar de Previdência do setor público. O segundo tipo, que é majoritário, é sem lastro, mas com suporte populacional. E o terceiro é justamente a Previdência tradicional do setor público, que não tem lastro em nada e não tem suporte populacional, porque ela não foi feita para você ir empregando mais funcionários públicos para pagar no futuro.

     

    Na realidade, instituiu-se no Brasil uma mentalidade que ainda não foi afastada, de caráter assistencialista, em relação a qualquer regra previdenciária. Se confunde Previdência com algum tipo de assistência ou até de compensação por desvantagens diversas.

    Num País onde os privilégios começam no próprio setor público, a partir do momento em que um tipo de privilégio abusivo do ponto de vista de possibilidade de pagamento que o País tem é instituído, a régua passa a ser essa. Todos passam a postular uma compensação por alguém que tem um privilégio maior. Nós estamos no Brasil diante de uma corrida por privilégios.

    Muito proximamente, teremos de debater a Previdência do futuro, que vai ter de passar a ser uma Previdência dotada de lastro, aquela que hoje é praticamente inexistente no Brasil. Essa vai ser a verdadeira resposta para as próximas gerações. Portanto, esta é uma reforma mínima. Quem acha que esta é uma reforma muito séria, muito dura, não tem noção dos dados demográficos brasileiros e da situação fiscal.

    Concordo totalmente. Já cansei de alertar para essa realidade de que nosso sistema previdenciário não passa de um esquema de pirâmide Ponzi, sem qualquer elo entre aposentadoria o que foi efetivamente poupado por cada um. Essa estatização da poupança é, sem dúvida, um dos maiores problemas que temos a enfrentar. Foi a adoção de contas individuais de capitalização que permitiu ao Chile prosperar em termos relativos.

    Mas as mudanças foram feitas pela ditadura de Pinochet, lembrando como é difícil efetuar uma reforma dessa magnitude em ambiente democrático. Não é uma defesa do regime ditatorial, por óbvio, e sim a constatação de que, na democracia, grupos organizados vão se unir em prol da manutenção dos privilégios.

    Por isso a batalha das narrativas é tão crucial: o eleitor precisa se dar conta do que está em jogo aqui. Não só um modelo mais justo, em que cada um recebe de acordo com o que foi poupado, como também o futuro das próximas gerações, a economia brasileira. Um pool maior de poupança privada, lastrada em ativos reais, é o único caminho para investimentos produtivos que levam ao crescimento sustentável.

     

  • LULA

    Eis o que diz o pensador Roberto Rachewsky quanto ao comportamento de Lula:

    O problema do fenômeno Lula é que a maioria dos seus seguidores não acredita em caráter, acredita apenas em carisma.

    Podemos julgar, condenar e até prender o homem que não tem caráter.

    Homens com o carisma do Lula viram mártires e contra isso não há nada que se possa fazer.

    É preciso um processo de auto-libertação, um exercício particular, introspectivo, de elevação da autoestima e esclarecimento da própria mente, na busca da objetividade.

    Para deixar de acreditar no carisma de uma pessoa, para passar a reconhecer seu caráter, é preciso usar a razão para entender o que é ética, o que é valor e o que é mérito.

    É quase como se tornar um ateu.

FRASE DO DIA

Assim como o solo brasileiro foi sendo fertilizado para o desenvolvimento da agricultura, o cérebro do brasileiro foi fertilizado para o desenvolvimento do populismo.

Lúcia Pedroso