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CRUELDADE SEM LIMITE

ANO XIV - Nº 007/14 -

CRUELDADE

Assim como o governador José Ivo Sartori, do RS, entendeu que o caminho para a solução dos graves problemas financeiros do seu Estado passa pelo lamentável e equivocado AUMENTO DE IMPOSTOS, outros governadores, igualmente cruéis já estão propondo a mesma SAÍDA (???) para SALVAR AS FINANÇAS de seus Estados.

RS

No RS, como já expus em diversos editoriais, ainda que a maioria dos gaúchos tenha se manifestado (em casa) fortemente contrária a esta monstruosidade, os nada valorosos deputados estaduais não deram a mínima para seus eleitores e trataram de aprovar o aumento do ICMS. 

CONFISCO PURO

O mais lamentável é que objetivo que levou a maioria dos deputados a aprovar a monstruosidade foi APENAS UM: produzir recursos para pagar a folha dos servidores. Vejam que para proporcionar alguma melhora nos maus serviços públicos que são prestados (quando acontece), NADA FOI PROPOSTO. Isto, por si só, caracteriza um escandaloso CONFISCO.
 

ACIMA DO TETO

Pois, para piorar ainda mais o que já era péssimo, o governador Sartori também não mexeu uma palha para tornar o RS um ESTADO MINIMAMENTE JUSTO E DECENTE. Não levou em consideração, por exemplo, o levantamento feito pelo TCE - Tribunal de Contas do Estado-, que informa que o governo paga R$ 1,5 milhão POR MÊS, em salários ACIMA DO TETO, para centenas de funcionários dos Três Poderes. Pode?

ESCÂNDALO E ASSALTO

Ora, além da estúpida ESTABILIDADE, o que já é um verdadeiro escândalo, e da INTEGRALIDADE SALARIAL que os servidores aposentados têm direito, o que não passa de um assalto aos cofres públicos, ainda por cima inúmeros funcionários ganham ACIMA DO TETO CONSTITUCIONAL. Pode?
 

GASOLINA

É importante observar, por exemplo, que graças ao aumento do ICMS, aprovado pelos maus deputados, que passa de 25% para 30% (aumento de 20%) a partir de 01 de janeiro de 2016 (dentro de 90 dias), a gasolina no RS será 10% mais cara do que em Santa Catarina. 


 

ÚNICO OBJETIVO

Pois, o único objetivo do aumento do ICMS é pagar as mordomias, vantagens e privilégios que os seres mortais, que trabalham no setor privado, não têm direito. Pior: parte do dinheiro arrecadado com o imposto é para pagar privilegiados que ganham ACIMA DO TETO. Que tal?  

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MARKET PLACE

  • PRODUÇÃO INDUSTRIAL

    O IBGE divulgou a produção industrial, que caiu 1,2% em agosto na comparação mensal. Na comparação com agosto de 2014, o declínio foi ainda maior, chegando a 9%. A produção da indústria nacional acumula queda de 6,9% no ano e de 5,7% em 12 meses.
     

  • IPC - FIPE

    Já o IPC-Fipe – medidor da inflação na cidade de São Paulo – teve alta de 0,66% em setembro ante avanço de 0,56% em agosto.
     

  • COMBATE AO MEDO

    Diminuir a sensação de insegurança da população para reverter a queda no consumo das famílias gaúchas é o mote principal do movimento #ReageRS. Lançado, ontem, por entidades representativas de diversos segmentos do Rio Grande do Sul, a coletiva lotou a sede da CDL Porto Alegre.


    Com o slogan "Não dê voz e vez ao medo" a campanha será desenvolvida em dois momentos. Na primeira fase, será feito o lançamento oficial das peças publicitárias no dia 05 de outubro (segunda-feira), nos principais veículos do RS, com quem os representantes das entidades já haviam conversado, pessoalmente, nos últimos dias. A ideia é salientar a necessidade de acabar com a sensação de insegurança.

    Em um segundo estágio, marcado para novembro, serão observados os resultados junto aos órgãos públicos e mensuradas as ações efetivas de Segurança Pública no RS. Este momento é importante para melhorar o clima que antecede os festejos de Natal, com estímulo ao consumo e crescimento no índice de confiança das famílias gaúchas.

    Índice de Consumo
    Segundo o Índice de Consumo das Famílias Gaúchas (IC-CDL POA), o acumulado em doze meses previsto para setembro de 2015 mostra queda de 8,69%. Por meio desta campanha, uma das intenções é a de reverter este quadro para que o consumo do RS se aproxime dos mesmos resultados obtidos no final de 2014.
     

  • ANÁLISE DO CENÁRIO POLÍTICO

    Eis a análise do cenário político e econômico e seus possíveis reflexos sobre o eleitor, produzida pela pensadora (Pensar+) Fernanda Barth:

    Ao analisar as pesquisas nacionais tanto do Datafolha quanto do Instituto Ibope, na comparação dos nove primeiros meses, no que diz respeito ao governo, percebemos que a queda na popularidade da presidente e na aprovação do governo se deu de forma homogênea no país, alcançando todas as regiões, independente de renda ou tamanho do município. Hoje podemos afirmar que temos três principais crises no país, a ética, a econômica e a política. A ética e a econômica como causadoras da crise política, o que reflete na governabilidade, ou falta dela, favorecendo a redistribuição das forças no tabuleiro do poder. Mas quais são as principais razões para a desaprovação recorde do governo? Vou elencar aqui algumas delas.
     a) Promessas não cumpridas de campanha - Verbalizam que a presidente prometeu uma coisa durante a campanha, mas fez outra após eleita e por isto se sentem traídos como eleitores.
    b) Corrupção, agora institucionalizada - Em geral a população está mais crítica e informada após a última eleição. Hoje a principal indignação é em relação à corrupção. Acham que todos os partidos estão de alguma forma envolvidos com a corrupção. Citam o Mensalão do governo Lula como a prova de que a prática é contínua e que o “Petrolão” seria uma continuação do “Mensalão”.
    c) Impunidade e relativização das leis - Reclamam da impunidade e das penas brandas para os crimes cometidos pelos políticos e empresários e das leis que não se aplicam a todos da mesma forma. Que os pobres vão para cadeia por coisas muito menores e os ricos e poderosos cumprem prisão domiciliar ou usufruem de mordomias em celas diferenciadas nos presídios.
    d) Volta da inflação - Especificamente sobre inflação, a percepção é de que o governo do PT é diretamente responsável pela volta dela, cujo mecanismo complexo a maioria não compreende e que havia sido derrotada pelo Plano Real, do governo FHC. Principalmente na faixa etária abaixo de 35 anos, que não viveu a inflação em idade adulta, e que desconhecia seus efeitos corrosivos.
    e) Aumento do desemprego, aumento de impostos e do custo de vida;
    f) Sensação de Desgoverno - Citam que o governo parece ter perdido a capacidade de reagir, de negociar e de dar respostas à população, e que não soube planejar o orçamento, controlar gastos e impedir o roubo, “como qualquer dona de casa ou administrador fariam”. Reclamam que “a conta está sendo repassada mais uma vez para quem ganha menos, enquanto a classe política continua com seus altos salários e benefícios e parece não sofrer as consequências da crise”.
    g) Má prestação de serviços básicos de saúde, educação e segurança - Sentem que pagam muito e que não recebem nada em troca. Que a corrupção é a grande responsável por retirar dinheiro das áreas da saúde, educação, segurança e infraestrutura, vistas como totalmente deficitárias.

    Quais os possíveis reflexos deste cenário em 2016 – Comportamento do eleitor:
    a) Eleitores mais críticos e exigentes – Parte dos eleitores afirmam que exercerão o voto de forma mais crítica, buscando e comparando informações sobre os candidatos nas redes sociais, meio que consideram mais isento e imparcial;
    b) Aumento da renovação, com busca por novos nomes ainda não contaminados pelo sistema;
    c) Aumento dos votos nulos, brancos e abstenções ;
    d) Votar em político ficha suja – isto é uma causa do Fenômeno da Normalização da Corrupção, ou seja a crença de que praticar atos ilegais - de desvio e apropriação de recursos públicos - são características inerentes ao fazer político e que todos os políticos estão propensos a se corromperem, em maior ou menor grau. Parte dos eleitores recorrem ao discurso que “o poder é o corruptor” e que cair nas garras da corrupção é praticamente inevitável por melhor que sejam as intenções de quem entra na política. Isto faz com que eles possam dar seu voto a um candidato que “rouba, mas faz”, já que para eles “todos roubam, mas poucos fazem”;
    e) Escolha de candidatos mais a esquerda do PT, que mantiveram as bases discursivas e tem discurso neocomunista.

FRASE DO DIA

Uma cabeça má arruína o corpo inteiro.

Marquês de Maricá