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CRISES NÃO SÃO CAUSAS, APENAS EFEITOS

ANO XIV - Nº 007/14 -

SOCIEDADE PENSAR+

Em 2009, quando me ofereci para redigir a ata da reunião que resultou na criação da SOCIEDADE PENSAR+, tratei de dar destaque  aos PROPÓSITOS que deveriam ser seguidos por todos aqueles que a partir de então viessem a se associar.   

ESCLARECIMENTOS

A tarefa primordial, ou PROPÓSITO-MATER é a necessidade de PRODUZIR e/ou COMPARTILHAR ao máximo os necessários ESCLARECIMENTOS quanto à relação -CAUSA/EFEITO- sobre tudo aquilo que cada integrante entender como RELEVANTE para todos. 

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

Pois, fiel aos PROPÓSITOS da SOCIEDADE PENSAR+, desde então venho esclarecendo, à exaustão, o quanto os brasileiros em geral atacam, de forma equivocada, as CONSEQUÊNCIAS como responsáveis pelos nossos problemas.  Com isto as CAUSAS permanecem intactas e contribuem para mais problemas.

CRISE NÃO É CAUSA

Vejam, por exemplo, que não são poucos aqueles que apontam a CRISE como CAUSA  dos infinitos problemas que resultaram na destruição da economia brasileira produzindo enorme quantidade de desempregados.  

É CONSEQUÊNCIA

Ora, a bem da verdade é preciso esclarecer que CRISES nada têm de CAUSAS de eventuais problemas. São, isto sim, CONSEQUÊNCIAS das atitudes e decisões -equivocadas- tomadas por governantes -ingênuos, incompetentes e/ou ideologicamente comprometidos. 

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Vejam, por exemplo, a CRISE FISCAL que o Brasil enfrenta. A CAUSA desta CRISE está na pouca ou nenhuma disposição dos governantes quanto à eliminação do DÉFICIT das contas públicas. Bastaria aprovar a decantada Reforma da Previdência Social, e acabar de vez com as absurdas vantagens concedidas aos funcionários públicos. 

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o texto produzido pelo economista Ricardo Bergamini, com o título - A FARSA DA TAXA DE JURO SELIC NO BRASIL- : 

    O Brasil já está operando em “Grau de Especulação” desde 2016 (operação motel, alta rotatividade), assim sendo para esse tipo de investidores de alto risco, pouco importa o risco politico. O único indicador que interessa é a alta remuneração. Diferentemente dos investidores em países com “Grau de Investimentos” (longo prazo).
    Em vista do acima exposto é incompatível um ganho real da ordem de 2,02% ao ano (base julho de 2018), enquanto a média de 2011 até 2017 foi de 5,59% ao ano.
    Em junho de 2016 a taxa SELIC era de 14,15% ao ano e a inflação anualizada, na mesma data, era de 8,84% (ganho real dos investidores de 5,31% ao ano). Em julho de 2018 a taxa SELIC estava em 6,50% ao ano e a inflação do IPCA anualizada, na mesma data, em 4,48% (ganho real dos investidores de 2,02% ao ano). Com redução do ganho real dos investidores de 62,00% no período.

    Cabe lembrar que de 2011 até 2017 a média do ganho real dos investidores foi de 5,59% ao ano, e o ganho real apurado em julho de 2018 foi de 2,02% ao ano, ou seja: 63,86% menor. Com a inflação em ascendência e o estoque de dívida aumentando de forma desordenada somente restará ao Banco Central retornar o caminho de volta, aumentado à taxa de juros SELIC. Não creio que para um país que opera em “grau de especulação” seja a atual, uma taxa de retorno atrativa. Já estamos observando uma fuga de capitais desvalorizando o real em relação ao dólar. Cabe lembrar que o IPP (Índice de Preços ao Produtor) que nada mais é do que o IPCA futuro teve aumento de 13,45% em doze meses até junho de 2018.
     

FRASE DO DIA

Capital de empréstimo é sempre dinheiro alugado e não poupança incorporada.

Roberto Campos