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CRISES MADE IN BRAZIL!

ANO XIV - Nº 007/14 -

MODO PATINANDO

No dia 16 de abril (exatamente um mês atrás), escrevi um editorial dando conta de que a economia brasileira, notadamente pelo (incrível) desinteresse mostrado pela maioria dos nossos deputados federais, que se recusaram a aprovar a urgente e imprescindível -REFORMA DA PREVIDÊNCIA-, foi colocada na função -MODO PATINANDO-.

IPEA

Pois, com enorme atraso, ontem (somente ontem) o importante IPEA -Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada-  reconheceu, publicamente, que o ritmo da economia brasileira está abaixo do esperado. Ora, ora seu IPEA....

MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA

Volto a insistir: a economia brasileira esboçou um sentimento de confiança e esperança porque o governo Temer afastou o cálice da Matriz Econômica Bolivariana, implantada pelo governo Dilma-Petista-Neocomunista. O entusiasmo foi de tal ordem que muita gente entendeu que a partir daí o crescimento da economia estava garantido. 

MOVIMENTO CÍCLICO

Na realidade, gostem ou não, o fato é que a economia brasileira, depois de atravessar um longo período de forte emagrecimento, provocado pela destruidora administração petista/venezuelana, tão logo se viu livre do regime bolivariano entrou num movimento considerado -cíclico- de crescimento econômico.

SISTEMA DE AQUECIMENTO

Ainda que o atual governo tenha conseguido aprovar matérias importantes e necessárias para colocar o Brasil de volta aos trilhos do desenvolvimento, o fato é que a não aprovação da REFORMA DA PREVIDÊNCIA fez com que o sistema de aquecimento entrasse em pane e parasse de funcionar.

CRISES -MADE IN BRAZIL-

Como se percebe, com absoluta clareza, todos os indicadores de atividade econômica, tão logo a PEC da Reforma da Previdência foi definitivamente colocada no colo do próximo governo (onde a incerteza é dominante), entraram em ritmo -queda constante-.

 O Brasil, mais do que sabido, desenvolveu uma enorme capacidade para produzir CRISES -MADE IN BRAZIL-. Entretanto, o que provoca maior prazer nos políticos que governam o nosso pobre país é dizer por todos os cantos que as CRISES  têm origem no exterior. Pode? 

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MARKET PLACE

  • IBC-Br

    O IBC-Br, indicador de atividade econômica do Banco Central considerado proxy do PIB em base mensal, recuou 0,7% em março na comparação mensal dessazonalizada, resultado mais fraco que o esperado pelo mercado (com projeções de 0,0% e -0,3%, respectivamente).

     

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Francisco Ferraz, com o título -ENQUANTO DORMIA GULLIVER FOI AMARRADO- :

    Depois do naufrágio, Gulliver com muito esforço consegue chegar à praia. Atira-se ao chão e adormece profundamente. Ao acordar não consegue se mover. Estava amarrado ao chão dos pés à cabeça, inclusive pelos cabelos. (Viagens de Gulliver - Jonathan Swift - 1726).

    Mais recentemente, quando penso no Brasil vejo a imagem de Gulliver amarrado ao chão. Somos neste 2018 um Gulliver atado. Enquanto dormíamos o tempo passou e com ele as oportunidades. Embora gigante, não conseguimos nos livrar das amarras com que os habitantes de Liliput - homenzinhos de uns 15 cm de altura - nos prenderam.

    Porque não conseguimos nos livrar das amarras? Porque nós mesmos, na inconsequência de quem acha que sempre haverá tempo nos entregamos aos que se beneficiam da nossa paralisia. Amarrados a uma crise de natureza social, política, econômica e cultural nós desativamos as defesas com as quais podíamos vencer a crise.
    Crises são desafios que devem convocar o melhor que temos para enfrenta-la. São oportunidades que fazem surgir líderes. Líderes que possuem lucidez, coragem, persistência e visão, virtudes que os elevam à altitudes de heróis.

    Infelizmente precisamos buscar esses líderes na história. São indivíduos que, como Lincoln, Gandhi, Churchill, De Gaulle, Roosevelt, estiveram à altura do momento em que lideravam seus povos. Crises fazem grandes líderes, alguns até mesmo construtores de suas nações... Mas não no Brasil.
    Como então poderemos usar a crise como uma alavanca para o avanço, se não podemos contar com as instituições?

    Senadores e deputados, o executivo e seus ministérios, não se interessam em resolver a crise. Preocupam-se com os processos em que estão envolvidos e na reeleição. Protelam decidir seriamente sobre matérias como a Previdência que há décadas são proteladas. E, como se não bastasse, o órgão de cúpula do sistema político o STF, pela cumplicidade entre o executivo e legislativo se autobloqueou pela partidarização. Os três poderes estão amarrados como Gulliver.

    Como então poderemos sair da crise se, nesta democracia que se amarrou a si mesma, entregamos a solução da crise aos que a causaram?

    Como superar uma crise sistêmica se, como resultado de uma batalha surda pela consciência e valores políticos, nossa população está sendo ensinada pelo mau exemplo e pela impunidade que:
    " Toda disciplina é odiosa;
    " Toda autoridade legal é ilegítima;
    " Toda diferença social é uma exploração;
    " O mérito é um critério pernicioso, provoca a discriminação e a desigualdade;
    " Dependendo de quem é acusado a culpa é absolvida pela intenção;
    " Toda minoria organizada carrega consigo uma presunção de superioridade moral e um "cheque em branco" contra a sociedade...
    " Legalidade, quando politicamente inconveniente é golpe;
    " Todo delinquente é vítima;
    " Mentira pode ser verdade;
    " Obedecer a lei pode prejudicar o país;
    " Todo aliado é virtuoso e bem intencionado e todo adversário é mal intencionado e criminoso;
    " Responsabilidade é um conceito perigoso; individualiza situações que na sua essência deveriam ser coletivas, portanto um conceito típico de sociedades individualistas, egoístas e doentiamente competitivas;
    " O inimigo com liberdade é um absurdo;
    " A liberdade verdadeira só existe quando há igualdade absoluta;
    " Se eu fiz, mas tu também fizeste estamos iguais, nenhum pode acusar o outro e eu estou inocentado;
    " As opções políticas (ideologias) penetram todas as esferas da vida como uma nova ética. Nada é superior à ideologia;
    " As relações pessoais e familiares são inferiores em importância às relações fundadas na ideologia;
    " Não há princípios absolutos nem na moral nem na religião. O objetivo buscado legitima qualquer ato que contribua para atingi-lo (o fim justifica os meios);
    " A religião pode ser aceita se defender uma posição política correta (de acordo com a ideologia correta);
    " A mentira é uma arma legítima na disputa contra o adversário;
    " A verdade e todas as demais virtudes são relativas;
    " A lei vigente pode ser respeitada sempre que for politicamente conveniente; caso contrário ela deverá ser assediada e contestada continuadamente para desgasta-la e derroga-la na prática;
    " Vive-se uma 'situação constituinte' por meio da qual normas são derrogadas e caem em desuso pelas manifestações de ruas e pela ousadia dos atrevidos, perante as quais os poderes se submetem pelo silêncio;
    " Despesa pública não se reduz, se aumenta e é compensada tirando a gordura dos que têm mais;
    " Todos os valores entram em questionamento: família, sexo, propriedade privada, crime, liberdade de imprensa, democracia representativa, livre iniciativa, mercado, competição; educação ou doutrinação, responsabilidade;
    " Nada é mais importante que a política, a ideologia e o partido.

    Esta listagem, embora reduzida, dá uma ideia do quanto nós avançamos na destruição dos fundamentos de uma sociedade democrática, próspera e civilizada. Ela nos alerta para o quanto já foi perdido e que será necessário recuperar.

    O fato é que muitas de nossas escolhas foram erradas e, quando não erradas, fracas; nossas decisões sempre evitam o custo político das ações; nossa percepção do tempo é singular: vivemos um presente fugaz mas sem sacrifícios; para trás está o território das heranças malditas e para a frente o futuro que certamente será glorioso, ainda que nada façamos para realiza-lo; no tempo presente nossa convicção mais profunda é de que o Estado sempre terá recursos, o problema pois é distribuir e não produzir.
    O que então sobreviveu até agora nesta batalha pelos corações e mentes do povo brasileiro?

    As Forças Armadas, única dentre as principais instituições que soube zelar, defender e preservar seus valores e missão; o Futebol por que é o mundo da espontaneidade, da substância sobre o formalismo, do mérito sobre o compadrio. Futebol não admite aparelhamento; Vida social -na medida em que é não política; a imprensa livre, apesar de todo o aparelhamento; A liberdade política. Havendo liberdade ainda que assediada pelo populismo autoritário a verdade vai se tornar conhecida.

  • EVENTO CULTURAL

    O Moinhos Shopping recebe, em maio e junho, a Escola de Música Tio Zequinha para duas apresentações culturais especiais. No dia 19 de maio, às 17h, um grupo de alunos com faixa etária entre nove e 14 anos realiza uma apresentação de piano e flauta transversa. A segunda mostra, que acontece no dia nove de junho, também às 17h, traz alunos de oito anos em um espetáculo de violino, violoncelo e piano. As apresentações, que terão duração aproximada de uma hora, são abertas ao público e acontecem próximo à praça de alimentação, no terceiro andar do empreendimento.

FRASE DO DIA

A primeira coisa a fazer no Brasil é abandonarmos a chupeta das utopias em favor da bigorna do realismo.

Roberto Campos