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COMEÇA A NOVA DÉCADA -2020/2030-

ANO XIV - Nº 007/14 -

APOSTANDO NA DÉCADA

O ano de 2019, depois de muitos anos de comprovada AMARGURA ECONÔMICA, pelo grau de confiança e esperança que habita os ambientes daqueles com os quais mais me relaciono, está chegando ao fim em clima de elevado ALTO ASTRAL. Este sentimento dá a dimensão correta do quanto boa parte do povo brasileiro está apostando, não apenas em 2020, mas na década 2020/2030 que começa dentro de dois dias.

REFLEXÕES E PROJEÇÕES

Aproveitando o momento, que se presta, tanto para as devidas reflexões daquilo que foi possível colher ao longo do ano que se encerra quanto para fazer projeções responsáveis e/ou cabíveis no espectro da ilimitada e eterna ESPERANÇA, eis aí a análise feita pelo pensador e economista Paulo Rabello de Castro - 2020: O QUE NÃO ESTÁ GARANTIDO - : 

ESPERANÇAS RENOVADAS

Há esperanças renovadas em torno de 2020. Recente levantamento do LIDE - Grupo de Líderes Empresariais - indica que as expectativas do setor privado voltaram a encostar no nível de 2010, último ano realmente muito bom nos últimos dez anos.

As vendas e o emprego têm condição de surpreender acima do que hoje preveem os principais analistas. A razão é bem simples: não há nada de errado com a ECONOMIA PRODUTIVA. A inflação é baixa, o câmbio é muito competitivo e, pela primeira vez, o Banco Central se permitiu ajustar os juros para seu nível normal. O ano de 2020 espelhará todos esses aspectos favoráveis - alguns inéditos - conjugados para permitir um salto no crédito. 

PRÓXIMO DE ZERO

A economia brasileira poderia crescer mais de 5% em 2020. Em parte, seria mera reação estatística aos níveis deprimidos de produção e emprego, na década que agora se encerra. Se o PIB de 2020 crescer na faixa esperada de 2,5%, ainda assim o crescimento médio do período de 2014 até 2020 será um número próximo a zero.

O País perdeu mais uma década e nenhuma investigação a fundo questionou isso. Portanto, se a economia surpreender com até 5%, será mais por reação de um corpo saudável brigando contra uma doença do que por mérito especial da terapia. Esta continua onde sempre esteve.

INVESTIMENTO BAIXO

O governo governa os outros mas se governa bastante mal. O rigor que aplica ao setor privado com impostos e burocracia não encontra paralelo na complacência que aplica a seu próprio déficit fiscal primário, fonte da incapacidade do governo de investir e de repactuar as dívidas da Federação. O baixíssimo investimento federal e a inapetência do governo de chamar os Estados para um acerto definitivo do seu endividamento são os fatores impeditivos de uma retomada produtiva em grande escala do Brasil.

DÉFICIT PÚBLICO

O apelo às privatizações tampouco funcionou este ano para tapar o buraco das contas públicas. A venda da riqueza do pré-sal apenas amenizou o rombo federal em 2019. Mas não houve ataque frontal a nenhum problema público de maior gravidade, nem mesmo o da Previdência, cujo déficit continuará agravado em 2020, apesar de toda promessa de uma economia multibilionária em anos futuros.
 

A RAIZ

Na raiz de tudo está uma coisa só: o governo continua sendo o extrator de recursos dos segmentos produtivos, seja empresas ou famílias, que pagam o preço amargo de sustentar a máquina mortífera em que se transformou o Estado brasileiro. O remédio, portanto, não é privatizar esta ou aquela estatal, mas questionar toda e qualquer despesa mal feita ou fora do lugar. O Estado não tem mecanismos para isso. O governo, embora de orientação liberal, ainda não soube lidar com essa questão de como combater a máquina pública que trabalha para si mesma e não para benefício da expansão dos empregos e oportunidades produtivas.

O impasse dentro do governo esteve estampado na sua dificuldade de definir e empurrar para frente a reforma das reformas, ou seja, a reforma dos impostos. Isso não é por acaso. Dentro do ventre do governo há uma resistência poderosa contra qualquer suposta ameaça às receitas públicas que sustentam a máquina. O governo invisível não ajuda o ministro Guedes a definir qual reforma tributária se quer aprovar, afinal. Nisso, o Congresso e os governos estaduais parecem mais dispostos a enfrentar os riscos naturais de uma mudança fiscal para valer. O governo invisível em Brasília não topa arriscar nada. Por isso se fala de novo numa reforma tributária fatiada em quatro etapas, a perder de vista. É o mesmo papo da era Dilma e Temer repetido - por incrível que pareça - pelo grupo político que se diz a encarnação de seu oposto total. Mas não há surpresa nisso. É a máquina funcionando por trás do governo Bolsonaro da mesma forma que decidia por Dilma ou Temer, e seus ministros. É o mesmo Brasil, ano após ano, a nos recordar que somos um país dominado pelos grupos que dominam o Estado para garantir seus próprios soldos e vantagens. Idem, em maior ou menor grau, nos Estados da Federação. Este é o problema nacional intocado. O resto é consequência.

Embora improvável, esperamos ser surpreendidos por um 2020 em que, por primeira vez, não sejamos governados pelas consequências. Essa surpresa é a única parte do cenário 2020 que pode, de fato, representar novidade. É a única parte, aliás, que não está garantida.
 

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MARKET PLACE

  • REVEILLON NA ORLA DO GUAÍBA

    Uma força-tarefa está sendo preparada para garantir a segurança de todos no espetáculo da virada do ano na Orla do Guaíba, em Porto Alegre.

    Shows Musicais - O Réveillon 2020 terá shows musicais e a expectativa público supera140 mil pessoas.

    Segurança - “Temos trabalhado de forma integrada desde julho, e na maior festa da cidade não será diferente. Diversos agentes de vários órgãos atuarão juntos para o bem-estar dos porto-alegrenses. Serão mais de 500 servidores do Município e do Estado envolvidos nessa operação”, destaca o secretário municipal da Segurança, Rafael Oliveira. Segundo ele, a Guarda Municipal contará com uma base móvel integrada para auxiliar na segurança do evento, inclusive para encaminhar crianças perdidas.

    Limpeza - Já a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb) reforçou a equipe do DMLU para garantir a limpeza do espaço. Durante a festa, serão disponibilizados 50 tonéis em todo o espaço do evento, sendo 25 a mais que no ano passado, e, pela primeira vez, 30 contêineres da coleta automatizada (aqueles cinzas) serão dispostos no canteiro central da avenida Presidente João Goulart.

    No dia 1º de janeiro, pelo menos 40 garis  realizarão a limpeza da Orla a partir das 6h30. Para a limpeza de outros bairros, como a Cidade Baixa, 20 garis atuarão a partir das 8h.

     

  • VENDA DA FOLHA DOS SERVIDORES MUNICIPAIS

    A Prefeitura de Porto Alegre concluiu a negociação de venda da folha de pagamento dos 38 mil servidores municipais ativos, inativos e pensionistas para a Caixa. O contrato será por um período de cinco anos e renderá R$ 89 milhões ao Executivo. Os recursos ingressam no início de 2020 e servirão para financiar investimentos e prestação de serviços públicos. 

    “Agora, pela primeira vez, os recursos serão alocados em investimentos para beneficiar diretamente os cidadãos, sem a utilização no caixa único da prefeitura para despesas correntes”, afirma o prefeito Nelson Marchezan Júnior. A venda da folha é uma medida que foi tomada em governos anteriores, em três oportunidades (2007, 2011 e 2014) e os valores foram usados para cobrir despesas de pessoal e custeio da máquina.

    Entre as áreas beneficiadas, destaque para as melhorias de infraestrutura de 78 escolas da rede pública municipal, que receberá R$ 7,7 milhões; para a criação do Fundo Municipal de Inovação e Tecnologia de Porto Alegre (FIT/POA), que vai estimular e apoiar projetos para geração de um ambiente propício à aceleração de startups que desenvolvam soluções inovadoras para cidade, que terá o aporte de R$ 20 milhões; e a compra de equipamentos e uniformes para a Guarda Municipal, com a aplicação de R$ 3,1 milhões. Outros investimentos serão anunciados nos próximos dias.

    O secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, informa que as folhas do Município a serem processadas pela Caixa, compreendendo a Administração Centralizada, Autarquias, Fundação e Empresas, alcançam o montante bruto de R$ 240 milhões por mês. “O contrato amplia a parceria da prefeitura com a Caixa, que já tem operações superiores a R$ 1 bilhão em empréstimos liberados ou em fase final de negociação com o Município, a maior parte referente a projetos como obras de mobilidade e saneamento”, destaca.

    O acordo com a Caixa garante isenções temporárias e reduções de tarifas bancárias em diferentes serviços para a prefeitura e para servidores, além de linhas de financiamento mais acessíveis. 

FRASE DO DIA

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