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CLIMA DE FIM DE FESTA

ANO XIV - Nº 007/14 -

LUA DE MEL ENCERRADA

Ontem, depois que foram divulgadas: 1- a taxa de desemprego (PNAD); e, 2- o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), o sentimento de confiança e esperança ( que muitas vezes têm conotação de arrogância) que ainda reinava na cabeça, corpo e membros dos inveterados otimistas deu ares de que a LUA DE MEL, enfim, chegou ao fim.

NO NOSSO QUINTAL

Entretanto, mesmo que o ambiente deixasse bem claro que o clima era de FIM DE FESTA, não faltaram aqueles que jamais se convencem de que todos os males que simplesmente não deixam a economia brasileira decolar são criados e desenvolvidos no nosso imenso quintal.

 

DÓLAR/REAL

Infelizmente, os grandes meios de comunicação, que agem como -agentes influenciadores- junto aqueles que não gostam de pensar, dizem a todo o momento que o dólar está subindo, quando a realidade mostra, claramente, que o real é que está despencando. 

JUROS AMERICANOS

Como todos se preocupam em atacar as CONSEQUÊNCIAS, deixando intactas as CAUSAS dos nossos problemas, muitos saem sempre pela mesma tangente pra lá de enganadora, dizendo que o dólar está subindo porque os investidores estão querendo aproveitar a alta dos juros nos EUA. 

TRIPÉ

Conversa mole. Os investidores administram seus investimentos com base no mais antigo tripé, que reúne: RENTABILIDADE, SEGURANÇA E LIQUIDEZ. Neste momento não é a RENTABILIDADE que está falando mais alto. O que mais está pesando nas decisões é a SEGURANÇA e a LIQUIDEZ. 

RECADOS

Este é o grande e certeiro RECADO que os investidores em geral estão dando para os governantes dos países emergentes. O Brasil, infelizmente, devolve com outro recado ao mundo todo, dizendo que não está disposto a atacar o seu grande problema, que se concentra nas absurdas e impagáveis FOLHAS DE SALÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS (em todos os níveis e esferas). Pode? 

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título -NÃO DÁ PARA MANTER ISSO AÍ, VIU?-:

    Esclarecendo um pouco mais a expressão acima, utilizada anteontem no artigo que pode ser lido aqui: ninguém neste país, tanto quanto o Grupo Pensar+ e, especialmente, o amigo pensador Gilberto Simões Pires em seu pontocritico.com, advertiu para o que iria acontecer com a economia brasileira se a reforma da Previdência não acontecesse.

    Não foi por falta de evidências nem de reiterados avisos que o Congresso Nacional cometeu, por maioria, a imprudência de deixar como está para ver como fica aquilo que não pode ficar como está e já se vê como está ficando. A teimosa e insistente advertência do amigo Gilberto induz a uma nova aplicação das muitas paráfrases suscitadas pela famosa gravação de Michel Temer: não dá para manter isso aí, viu? Um país pobre, uma economia estagnada, instituições levadas às barras dos tribunais, não pode manter, para sua previdência social, padrões que sequer as economias ricas suportam.

    Esse modelo institucional está, ele mesmo, exigindo uma reforma que também não acontece. Já não falo nas patacoadas do STF. Refiro-me ao fato de que o Congresso Nacional iniciou o biênio do governo Temer apoiando as boas iniciativas apontadas pelo presidente e as deixou ao léu quando a imagem moral do presidente, como num mecanismo de vasos comunicantes, nivelou-se com o padrão do legislativo. Nesse momento, a base foi se afastando de Temer para não prejudicar sua “belíssima” imagem...

    Dá-me forças para viver! O roto se constrange com a companhia do descosido e a nação que se dane. Displicentemente empurram-se as reformas para o ano que vem, onde passarão a depender da composição do Congresso e de quem tenha sido eleito para ocupar a presidência. Diga-me o leitor: qual outro empreendimento humano se deixa conduzir mediante rituais tão desengonçados e desestabilizadores?

    Quando tantos consideram que a reforma da Previdência é uma perversidade; que a reforma trabalhista é uma supressão de direitos; que a responsabilidade fiscal é uma submissão aos padrões neoliberais; que a queda inflação, dos juros e o fim da recessão nada significam, somos obrigados a deduzir que bom, mesmo, deve ser a economia parada, os 13 milhões de desempregados, e o horizonte de incertezas em que nos deixou o governo petista. No fim do voo da galinha, aliás, pode faltar dinheiro para todo mundo.

  • IGP-M

    O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) ganhou força e subiu 1,20% na segunda leitura de maio, acelerando-se em relação à alta de 0,40% apurada em igual período do mesmo indicador em
    abril, segundo informações da FGV.

FRASE DO DIA

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

Einstein