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CARDÁPIO BRASIL 2018

ANO XIV - Nº 007/14 -

CARDÁPIO

Enquanto inúmeros brasileiros, ao longo do período de festas natalinas, mudam o cardápio deixando de lado os hábitos saudáveis de alimentação, o Estado Brasil e a maioria das Unidades da Federação, tradicionalmente,  seguem sempre muito fiéis ao velho cardápio que abusa da gordura e não admite exercícios.

DISPOSTOS A MUDAR O BRASIL

No entanto, face ao enorme entusiasmo que reinou nesta passagem de ano em diversas cidades do nosso país, uma forte dose de ingenuidade produziu espasmos na minha imaginação. A ponto de, por vários minutos, ficar convencido de que os brasileiros, enfim, estão dispostos a mudar o Brasil.

RECEITAS INFALÍVEIS

Pois, antes que se apague esta luz de esperança verificada, de forma muito clara na virada 2017/2018, aproveito para sugerir um CARDÁPIO BRASIL, com receitas infalíveis e comprovadamente capazes de fazer com que as esperanças e a maioria dos desejos se tornem uma decisiva realidade.

REGIME DE DESPESAS

1- o Brasil se transformar num país realmente saudável e com forte disposição para o crescimento e desenvolvimento de longo prazo precisa, antes de tudo passar por um forte REGIME NAS DESPESAS. Sem um correto equilíbrio corporal (fiscal), a etapa seguinte fica totalmente prejudicada. 

PERSONAL TRAINER

2- Com a mesma disposição que precisa mostrar para enfrentar o EMAGRECIMENTO, o Brasil também não pode prescindir dos EXERCÍCIOS que produzam o ganho de MASSA MUSCULAR. Para tanto, o requisito primordial é que o-personal trainer- não tenha a mínima vocação para o POPULISMO. Isto, nunca esqueçam, é fundamental.

PRIVATIZAÇÕES E CORPORAÇÕES DE SERVIDORES

Para que tudo aquilo que os esperançosos escancararam, nas inúmeras mensagens que ouvi e li, notadamente nas redes sociais,  proponho que lutem pra valer a favor das PRIVATIZAÇÕES. Aí mora a exata possibilidade de fazer do Brasil um grande atleta, com peso adequado para enfrentar a corrida do crescimento sustentável. 

Mais: o corpo só será saudável mesmo depois que conseguir vencer a guerra contra as CORPORAÇÕES DOS SERVIDORES PÚBLICOS que, sem a menor dúvida, são as maiores inimigas da Nação Brasileira como um todo. 

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MARKET PLACE

  • FOCUS DE HOJE

    O mercado financeiro, segundo o Boletim Focus de hoje, elevou mais uma vez a projeção para o crescimento da economia em 2017 e 2018. A expectativa de alta para o PIB 2017 passou de 0,98% para 1%. Há um mês, a perspectiva estava em 0,89%. Essa foi a quinta semana consecutiva de melhora da previsão para o indicador que será conhecido nos próximos meses. Para 2018, o mercado elevou a previsão de alta do PIB pela sétima vez seguida, de 2,68% para 2,70%. Quatro semanas atrás, a expectativa era de 2,60%.

  • GERDAU

    O Conselho de Administração da Gerdau aprovou a venda de unidades produtoras de vergalhão e plantas de corte e dobra de aço, nos Estados Unidos, para a Commercial Metals Company (CMC) por US$ 600 milhões, sujeito a ajustes, nos termos do contrato. A conclusão do negócio estará sujeita à autorização por parte das competentes autoridades regulatórias e de condições de fechamento previstas no contrato.

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título - CAVEIRA DE BURRO?

    Você já deu uma olhada nos nomes listados nas pesquisas de intenção de voto para as futuras eleições presidenciais? Pois é. Integram-nas alguns personagens da nossa cena política que jamais convidaríamos para um jantar em família. Outros há aos quais ninguém de bom senso confiaria a condução de uma microempresa familiar. Tudo indica, porém, que a nação entregará a um deles seu destino quando chamada - mais uma vez! - a escolher com base no inevitável e desesperado critério do mal menor. Caveira de burro, fatalidade?


              Qual o perfil do presidente que desejaríamos ter? Honesto, competente, bem instruído nos negócios de Estado. Ademais, animado por um talento de estadista que lhe permitisse formular e sustentar soluções eficazes para nossas dificuldades sociais e econômicas. Sem ser demagogo, teria que estar dotado de excepcional capacidade de comunicação, pois lhe caberia arregimentar a opinião pública num nível capaz de alcançar dezenas de milhões de votos. Para viabilizar sua campanha em âmbito nacional, esse varão de Plutarco precisaria arrecadar uma fortuna entre doadores interessados no bom desempenho da frondosa árvore do poder e totalmente desapegados de sua acolhedora sombra e saborosos frutos.

              Chegado ao Planalto nos braços do povo lhe caberia a indispensável tarefa política de compor sua sustentação parlamentar, posto que com nosso pluripartidarismo ela nunca lhe adviria da própria legenda. E mais uma vez, seu envolvente talento e bom programa produziriam o sortilégio de implantar suas ideias em cabeças onde elas não ocupavam qualquer espaço.

              Há mais de um século, renunciamos à superior racionalidade do parlamentarismo e começamos a procurar por esse sujeito. E a fé em que o encontraremos resiste a golpes e rupturas institucionais, suicídios e revoluções, num cortejo de débeis honestos, poderosos safados, ditadores, demagogos, oportunistas, corretores da nação, idealistas repetidores de péssimos chavões. Caveira de burro ou burrice do sistema?

              Se a concentração de poder no governante e se a possibilidade de partidarizar o Estado e a administração pública são causa relevantíssima de incompetência e corrupção, por que não separar essas funções? Se é tão difícil conseguir apoio parlamentar para medidas inerentes a um determinado plano de governo, por que não fazer dele o tema das campanhas eleitorais, centrando na eleição parlamentar o maior interesse político? Se seria tão apropriado dar a quem concede mandatos, ao eleitor, o poder de cancelá-los em caso de mau desempenho, corrupção ou infidelidade aos compromissos de campanha, por que não instituir o voto distrital com recall (que só é exequível nesse tipo de eleição)?

              O presidencialismo brasileiro, com tão longa história de fracassos, se tornou um caso de fetiche. Nenhuma ideia na cabeça de um presidente se concretiza se não estiver antes na cabeça da maioria parlamentar. A importância da eleição do Congresso é uma obviedade que grita nas páginas da História!

     

FRASE DO DIA

Não faças da tua vida um rascunho. Poderás não ter tempo de passá-la a limpo.

Mario Quintana