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BRASIL: PAÍS DOS ROMBOS

ANO XIV - Nº 007/14 -

NOVO ROMBO

Ontem, depois de muitas idas e vindas, o governo, finalmente, bateu o martelo: fixou a nova meta fiscal a ser cumprida até o final de 2017, que define em R$ 159 BILHÕES o DÉFICIT DAS CONTAS PÚBLICAS. Ou seja, o ROMBO (previsto) aumentou, por ora, em R$ 20 BILHÕES.

 

 

PÉSSIMO

Infelizmente, ainda que os OTIMISTAS continuem acreditando e fazendo votos de fé no Brasil, não foi desta vez que os brasileiros puderam contar com o Legislativo para tirar as contas públicas do vermelho. Ao contrário: a cada dia os nossos parlamentares tratam, de todas as formas e maneiras, de piorar aquilo que já está pra lá de péssimo e descontrolado.

 

FUNDO ELEITORAL

Vejam que no exato momento em que o governo jogava a toalha, admitindo como impossível cumprir a meta que definia um déficit de R$ 139 bilhões, como estava previsto no  Orçamento/2017, a Câmara dos Deputados, sem dar a mínima, acenava com forte determinação a destinação de R$ 3,6 bilhões para a criação de um absurdo FUNDO ELEITORAL.

 

FUNÇÃO PARLAMENTAR

Como se vê, o nosso Legislativo está sempre pronto para criar e/ou aumentar despesas. E, quando as contas não fecham, por força de gastos excessivos, a ordem é única: aprovar aumentos e/ou criação de novos impostos, para garantir que todos privilégios fiquem intocáveis para todo o sempre.

 

ANIMAL PLANET

Se levarmos em conta este comportamento nojento, ou -exótico-, que paira no ambiente Parlamentar do nosso pobre país, bem que as votações em plenário poderiam ser transmitidas pelo canal de televisão Animal Planet. Com todo o respeito, aliás, que tenho pelos animais.

INTOCÁVEIS

Os governantes, mesmo aqueles que se dispõem a propor mudanças para melhor, sabem muito bem dos limites impostos, constitucionalmente, por DIREITOS ADQUIRIDOS e, principlamente, pelas CLÁUSULAS PÉTREAS. Isto significa que as despesas maiores, que promovem grande e decisivo impacto nas contas públicas, devem permanecer, para todo o sempre, INTOCÁVEIS.  

MIGALHAS

Infelizmente, a maioria do povo (aqueles que pagam pelos privilégios que não conseguem para si) é formada e instruída para ficar momentâneamente indignada quando se vê prejudicada. Assim, quando algum político joga algumas migalhas no seu terreno, a sensação que demonstram é de que as coisas, enfim, vão melhorar. 

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MARKET PLACE

  • PREFEITO MENTIROSO E INJUSTO

    Aproveito o tema deste editorial para mostrar o que acontece, por exemplo, em Porto Alegre, cidade em que o prefeito, Nelson Marchezan, se elegeu gritando aos quatro ventos que no seu mandato não haveria AUMENTO DE IMPOSTOS. Pois, ontem, o mentiroso prefeito mudou de idéia, ao encaminhar um Projeto de Lei à Câmara de Vereadores que trata de AUMENTO do IPTU. 

    Para provar que além de mentiroso e injusto o prefeito resolveu não tratar todos os portoalegrenses como iguais. Ao contrário: propõe redução de imposto para 142 mil imóveis (19% do total de 750 mil imóveis cadastrados) e na isenção para 161 mil (22%). Pode?

    A propósito, proponho que leiam o texto escrito pelo pensador Roberto Rachewsky, sobre este tema. Clique aqui (https://m.facebook.com/roberto.rachewsky/posts/10203790290393500).


     

  • LEIS EXDRÚXULAS E INÚTEIS

    O deputado estadual do RS, Marcel van Hattem, participou da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), da última segunda-feira (14), quando falou sobre burocracia, redução do tamanho do Estado e defendeu a revogação de leis obsoletas, “esdrúxulas e inúteis”, que mais atrapalham do que ajudam as pessoas.

    Para Marcel, é impossível viver numa sociedade sem os elementos básicos da burocracia, imprescindível para regular a vida em sociedade e conferir impessoalidade na relação entre entes públicos e privados. Para o parlamentar, a burocracia é, sim, solução para muitos problemas de relacionamento com a sociedade. No entanto, ela pode virar um problema, sobretudo quando há inchaço da máquina pública, quando o Estado fica demasiadamente pesado e ineficiente, argumentou.

    Marcel van Hatten relatou que a Assembleia Legislativa aprovou recentemente a criação de uma comissão especial temporária, que por 120 dias se dedicará exclusivamente à revisão legal no Rio Grande do Sul. Segundo o deputado, tempo suficiente para fazer audiências públicas em todo o estado e colher ideias e sugestões da classe empreendedora sobre leis, normas e regulamentações já existentes e que mostram ineficientes ou atrasadas. A partir do resultado dessas audiências, o parlamentar pretende oferecer uma proposta de revogação de leis municipais, estaduais e federais, “para que a sociedade empreendedora veja que alguma coisa está sendo feita na Assembleia Legislativa para reduzir o tamanho do Estado e desinchar a máquina pública”, salientou Marcel.
     

FRASE DO DIA

Saber o que é correto e não o fazer é falta de coragem.

Confúcio