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APRENDENDO COM O CHILE

ANO XIV - Nº 007/14 -

VIAGEM AO CHILE

Soube, pelo bom Jornal do Comércio de Porto Alegre, que uma comitiva de 40 gaúchos, sob a liderança do governador do Estado do RS e do presidente da Fiergs, viajou para o Chile com o propósito de buscar novas oportunidades de negócios e investimentos para o RS, especialmente a partir do Acordo Amplo de Livre Comércio (ALC) assinado com o Brasil em novembro do ano passado.

PROBLEMA FISCAL

Ainda que inciativas deste tipo devam ser festejadas, uma coisa é certa: o Estado do RS, considerando a gravidade fiscal a qual está submetida, principalmente por força das obrigações -pétreas- com a fantástica FOLHA DE PAGAMENTOS DO SETOR PÚBLICO, é pouco provável que consiga atrair investidores. 

SITUAÇÃO BEM MAIS VANTAJOSA

De novo: por mais importante que seja o interesse da Fiergs em abrir novos canais de relacionamento para as empresas gaúchas na América Latina, é inegável que caso algum empreendedor venha a se deixar seduzir pelo NOVO BRASIL, outros Estados, que sabidamente gozam de situação bem mais vantajosa, também serão analisados. 

DA EXTREMA POBREZA AO PAÍS MAIS RICO

Para quem não sabe, até 1975 o Chile era, reconhecidamente,  o país mais FECHADO, MAIS POBRE e, consequentemente, com a MENOR LIBERDADE ECONÔMICA da América Latina. A partir de então, graças às reformas BEM FEITAS, se transformou no PAÍS MAIS RICO, MAIS LIVRE E COM A DEMOCRACIA MAIS SÓLIDA. 

COPIAR

Ora, como é impossível negar que o Chile só conquistou a fantástica posição de MELHOR PAÍS da América Latina graças às drásticas mudanças econômicas, bom seria se os integrantes da comitiva de gaúchos que viajou para aquele país tratassem de copiar -ipsis literis- tudo que lá foi feito a partir de 1975. 

A partir das mesmas mudanças que lá foram feitas, com absoluta certeza, o Brasil é que passará a ser visitado, constantemente, por investidores chilenos.

POUSO EM BRASÍLIA

Mais: para fazer com que a viagem seja mais proveitosa, a comitiva deveria pedir que, ao voltar ao Brasil, o avião pousasse em Brasília. Afinal, o Relatório da Nova Previdência deverá ser votado pela Comissão Especial na semana seguinte.  

Se o movimento das ruas foi importante, e foi, daqui para frente a presença do povo na Praça dos Três Poderes é fundamental. Sem pressão o relatório acabará sendo votado com grandes mutilações. 

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o bom texto do administrador Stephen Kanitz - BOLSONARO ESTÁ CERTO: NÃO HÁ MEIA GRAVIDEZ. 

    Bolsonaro deixou bem claro que o Brasil não aguenta mais a política do toma lá dá cá, troca de votos por verbas bilionárias para os deputados e seus estados.

    Ou se vota um projeto presidencial pelo mérito, ou nada feito.

    A imprensa e até amigos meus acham que Bolsonaro deveria negociar benesses com os deputados, mas menos.

    No que respondo que não há meia gravidez, ou é o fim da mamata desses deputados parasitários, ou não é.

    Por isso nosso Congresso nem pensou em fazer uma Proposta Multipartidária da Previdência, que seria sua função.

    O Congresso Americano vive fazendo Bipartisan Proposals, aonde as Reformas já chegam bem negociadas entre Democratas e Republicanos, e a aprovação é rápida.

    Aí é o Congresso que precisaria puxar o saco do Bolsonaro, para ele não vetar, único poder que o Executivo deveria ter.

    “Lamento, essa reforma ou lei eu não vou executar.”

    Mas não, todos preguiçosos, nossos Deputados e Senadores nada propõem, esperam o Executivo propor.

    Mas a função do Executivo é executar e não legislar, e aí começam todos contra, com a intenção de barganhar.

    Agora todos acusam Bolsonaro de ser incompetente, insinuando que os competentes são esses Deputados?

    Me poupem.

    Estão criticando a pessoa errada.

    O povo que elegeu Bolsonaro exige o fim dessa mamata do toma lá dá cá.

    Ou a Reforma tem mérito ou não tem.

    Ou vocês começam a legislar ou acabamos com o Legislativo, e ficamos somente com o Executivo.

    Como percebeu logo Jânio Quadros, que queria acabar com o Legislativo, e como fez de forma indireta o Regime Militar, único momento que crescemos aceleradamente.

    Como nas empresas, nós administradores ditamos as regras, sempre na base do mérito, e avaliamos continuamente para saber se a regra continua a fazer sentido.

    Senão, corta.

    Ao contrário do que fazemos no Brasil, onde mantemos 90% das leis hoje desnecessárias porque o Legislativo não mede sua eficácia e seus resultados.

FRASE DO DIA

Se você considera a educação cara, experimente a ignorância.

H. Bock