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ANÁLISE FRIA

ANO XIV - Nº 007/14 -

POVO DESCONFIADO

A alta incessante do dólar, nesses últimos dias, está deixando muita gente com pulgas atrás das orelhas. A preocupação fica evidente diante da forma com que a maioria está acompanhando a cotação da moeda, ou seja, como se jamais tivessem confiado muito na supervalorização do real.

ANALISTAS DESCONFIADOS

Até os analistas, que através de suas pretensamente infalíveis BOLAS DE CRISTAL em forma de relatórios, sequer imaginavam que a cotação da moeda norte-americana, tanto para este ano quanto para o próximo (2012), teria fôlego para ir além de R$ 1,60.

PREFERÊNCIA POR ABISMOS

Como se vê, uma coisa é o desejo, que as pessoas geralmente nutrem. Outra, bem diferente, é a realidade. Como politicamente incorreto, que prefere analisar em cima de fatos, sempre deixei claro o quanto não compactuei com a tese de que o dólar permaneceria com preço atrativo, a considerar a vontade inabalável dos nossos governantes em construir abismos.

INVESTIMENTOS E DESPESAS

Os brasileiros sensatos, que usam o discernimento, sabem muito bem do que estou falando (ou escrevendo). O Brasil carece, desesperadamente, de investimentos, em forma, principalmente, de infra-estrutura. A nossa opção, no entanto, tem sido pela construção de abismos, em forma de despesas. Em algum momento isto, obviamente, acabaria mal.

CRESCIMENTO ARTIFICIAL

Além do mais, o motivo que levou o país a ter crescimento do PIB nesses últimos anos é pra lá de conhecido. Chama-se CRÉDITO FÁCIL. Pois, esse mesmo crédito fácil, que acabou por produzir um crescimento artificial, já começa a dar sinais de esgotamento. O que também não era difícil de se imaginar.

LUCRO

Como o Brasil está carregado de dólares até o pescoço, caso o governo queira segurar um pouco a alta da moeda para evitar um forte surto inflacionário, ainda acabará lucrando bastante. Principalmente porque fez enorme posição a preços abaixo de R$ 1,60.

MONITOR FISCAL

O fato é que, junto com o início da elevação da cotação, no início da semana passada, entrou a velha desconfiança de que o dólar estava barato demais. Quem tem memória sabe que a qualquer momento tudo poderia mudar. Este receio faz com que muita gente entre comprando, pouco se importando com o que dizem os analistas. Ou seja, com o mercado não se brinca. Quando os compradores resolvem entrar para valer, não há vendedor capaz de conter o ímpeto. Ainda mais depois de tomar conhecimento do relatório do FMI de ontem (Monitor Fiscal), informando que o Brasil está entre os países emergentes mais vulneráveis a uma eventual deterioração fiscal, caso haja agravamento na crise econômica mundial.

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MARKET PLACE

  • PRIME RATE
    No Brasil, a taxa preferencial de juros entre janeiro de 2005 e abril de 2011 foi de 16,2% ao ano. Em comparação, essa taxa é de 11,4% na Rússia, de 11,8% na Índia, de 11,8% na China e de 6% na África do Sul.É a primeira vez que o BC divulga esse indicador, conhecido nos EUA como prime rate. Por lá, essa taxa foi de 5,5%, no mesmo período.O indicador foi elaborado considerando a taxa de juros praticada com clientes de baixo risco, ou seja, empresas de grande porte, com operações de crédito em várias instituições financeiras, sem atraso nos pagamentos e classificação de risco no mínimo AA reconhecida por agências.
  • 10 ANOS
    Hernán Binaghi, gerente geral do Sheraton Porto Alegre, vai receber convidados no dia 26 de setembro para festejar os 10 anos de operações da bandeira na capital gaúcha. Segundo Hernán, nesse período o perfil do hóspede mudou: 80% dos hóspedes do Hotel visitam Porto Alegre para tratar de negócios, 10% são destinados a congressos e 10%, a lazer. A maior parte (80%) ainda é formada por homens.
  • PGQP
    O Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP) e o Governo do Estado do RS renovam hoje, às 14 horas, na SEFAZ, o Convênio pela Modernização da Gestão Pública no RS, que atuará em três frentes de trabalho: gerenciamento matricial de despesas, gerenciamento matricial de receitas e na reestruturação organizacional e de processos nas Secretarias de Saúde e Segurança.
  • CONTRA A CORRUPÇÃO
    Com vassouras verdes e amarelas, milhares de pessoas se reuniram para o protesto -Todos contra a corrupção-, no começo da noite de ontem, na Candelária, Centro do Rio de Janeiro, é pouco. Precisa haver mais mobilização.

FRASE DO DIA

Se as coisas não acontecem como desejamos, deveríamos desejá-las do modo que elas acontecem.

Aristóteles