Artigos Anteriores

ANALISANDO O PIB 2017

ANO XIV - Nº 007/14 -

PIB 2017

Hoje cedo o IBGE divulgou o resultado do PIB de 2017 do nosso empobrecido Brasil:  o ano econômico fechou com um crescimento -mísero-, de apenas 1% (abaixo das previsões do mercado), alcançando a marca de R$ 6,6 trilhões.

FESTEJADO

Pois, só pelo fato de ter mostrado desempenho positivo, o que proporcionou o encerramento do triste e longo período de recessão, que, diga-se de passagem, foi muito bem arquitetado e construído, com muito zelo e determinação, ao longo dos governos Lula/Dilma-neocomunistas-petistas, merece ser festejado.

MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA

É importante levar em conta que o menos importante é a taxa de crescimento do PIB, mas a importante guinada promovida pelo governo Temer, que iniciou com a substituição da estúpida -Matriz Econômica Bolivariana-, adotada com muito afinco pelos governos neocomunistas Lula/Dilma, que levaram a economia brasileira a conviver com o caos.

ATRASO

Considerando que o PIB brasileiro recuou mais de 7% entre 2015 e 2016, só por aí se tem uma clara ideia do quanto a economia brasileira precisa crescer para atingir o patamar alcançado em 2014. Como a previsão de crescimento para 2018 está na ordem de 3% a 3,5%, o atraso imposto pelo PT (apenas o atraso) ainda levará alguns anos para ser recuperado.

ÚLTIMO LUGAR

Vejam só o tamanho do estrago que o PT promoveu no Brasil, através da Matriz Bolivariana: mesmo mostrando um crescimento de 1% no PIB-2107, o nosso empobrecido país figura em ÚLTIMO LUGAR no ranking de 45 países que respondem por 84,9% do PIB Mundial, a Agência Classificadora de Risco -Austin Ratings-.  

TAXA DE INVESTIMENTO

O que mais preocupa é que sem a realização das REFORMAS é pouco provável que este atraso consiga ser recuperado. Ao contrário: vamos ampliar a encrenca para sabe-se lá quando. Ah, só para concluir, não deixem de levar em conta a nossa paupérrima TAXA DE INVESTIMENTO, que fechou 2017 em ridículos 15,6% do PIB, bem abaixo do observado em 2016 (16,1%). Pode?

Assine a Newsletter do Ponto Crítico

MARKET PLACE

  • PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

    Oportuna a exposição feita ontem pelo presidente da Petrobrás, sobre os preços dos combustíveis:  a resposta para o preço alto dos combustíveis no Brasil não está na estatal. A empresa apenas pratica uma política de preços semelhante à de outros países.  Mais: se estamos praticando um preço cuja referência é internacional, por definição, não é um preço injusto, argumentou Parente.

    "Se nas bombas a gente tem um preço que é um múltiplo do preço da Petrobrás, se na gasolina o preço é menos do que um terço do que em média acontece nas bombas, o problema não é a Petrobrás".

    A política de preços, na avaliação de Parente, é importante para que a Petrobrás possa "lidar com as importações" e garantir sua participação no mercado brasileiro.

  • 5 REFORMAS - OCDE

    Segundo a OCDE -Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico-, 5 reformas fariam o Brasil crescer mais. Eis a fórmula: 

    1- Diminuir as barreiras comerciais: IMPACTO DE 8%
    Esta reforma incluiria a redução de tarifas e normas de conteúdo nacional, por exemplo. O Brasil é considerado, por alguns critérios, a grande economia mais fechada do planeta.

    2- Reduzir barreiras ao empreendimento: IMPACTO DE 5%

    O Brasil está hoje em 123º lugar entre 190 países no ranking Doing Business do Banco Mundial, que mede a facilidade para fazer negócios.

    3- Desenvolvimento de mercados financeiros nacionais: IMPACTO DE 3% 

    Este item incluiria o fomento, por exemplo, da entrada de bancos privados nos mercados de crédito de longo prazo. O relatório destaca que não há evidência empírica de que o aumento no volume de empréstimos do BNDES desde 2008 tenha tido efeito positivo sobre o nível geral de investimento.

    4- Redução da corrupção: IMPACTO DE 3% 
    Esta medida inclui, por exemplo, o aperfeiçoamento de leis de contratos públicos e dos procedimentos de denúncia, incluindo uma lei específica para proteger denunciantes.
    O documento também recomenda a restrição de indicações políticas para cargos no governo e nota que benefícios econômicos direcionados aumentam as oportunidades para corrupção:
    "Isenções fiscais, empréstimos subsidiados, políticas de apoio a setores industriais específicos e irregularidades em contratos com órgãos públicos ou empresas estatais fizeram com que grandes vantagens econômicas fossem distribuídas ao setor corporativo, criando um solo fértil para o rentismo e subornos políticos", diz o texto.

    5- Aperfeiçoar a eficácia governamental: IMPACTO DE 2%
    Este item inclui a realização, por exemplo, de auditorias e avaliações sistemáticas nos programas do governo, uma prática pouco comum no país.
    "As transferências sociais incluem programas altamente eficientes e bem direcionados que coexistem com outros programas que transferem recursos significativos a famílias de classe média, com efeitos muito limitados sobre a desigualdade e quase nenhum impacto sobre a pobreza".

    CRISE FISCAL 
    Reformas à parte, a OCDE alerta para a necessidade de um "ajuste fiscal duro" para evitar uma trajetória insustentável da dívida pública.
    A OCDE estimou que a dívida bruta continuará a crescer até 2024 atingindo o pico de 90% do PIB, e declinará gradualmente a partir daí, uma conta que embute o cumprimento da regra do teto de gastos.
    Por seu papel central no Orçamento, a aprovação de mudanças na Previdência será "a prova dos nove" para a capacidade de aplicação das reformas estruturais no país, segundo o texto.
    Entre as medidas polêmicas sugeridas está que o piso para aposentadoria deve estar abaixo do salário mínimo, vinculado à inflação de baixa renda.
    Abono salarial e o salário família "poderiam ser reconsiderados", segundo o órgão, enquanto o Bolsa Família mereceria mais recursos por ser focado naqueles que mais precisam.

FRASE DO DIA

É necessário se espantar, se indignar e se contagiar, só assim é possível mudar a realidade.

Nise da Silveira