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ALTERNATIVA RESTANTE

ANO XIV - Nº 007/14 -

RECESSO

Como 2017 está terminando, e antes disto o Congresso Nacional vai entrar em recesso prometendo retornar aos trabalhos somente em fevereiro de 2018, o governo corre para tentar votar, em primeiro turno, na Câmara Federal, o REMENDO PREVIDENCIÁRIO.

 

PREOCUPAÇÃO

Insisto neste tema porque estou convencido, como nunca, de que o contingente de brasileiros que ainda não entendeu as dramáticas razões da necessidade de reformar o nosso sistema previdenciário é enorme, o que provoca grande PREOCUPAÇÃO. 

ALTERNATIVA QUE RESTA

A PREOCUPACÃO, para que todos entendam, está diretamente relacionada à alternativa que restará ao governo, caso este REMENDO PREVIDENCIÁRIO não seja aprovado neste ano, qual seja a de aumentar ainda mais a elevadíssima CARGA TRIBUTÁRIA.

IPSIS LITERIS

Isto significa, ipsis literis, que em caso de não aprovação do REMENDO PREVIDENCIÁRIO, a estupenda MAIORIA dos brasileiros que integram a SEGUNDA CLASSE, além de continuar pagando pelos INJUSTOS PRIVILÉGIOS concedidos à elite (MINORIA) que integra a PRIMEIRA CLASSE, ainda serão brindados com um AUMENTO DE IMPOSTOS, destinado para cobrir parte do crescente ROMBO das CONTAS PÚBLICAS. 

RELATÓRIO - ASPECTOS FISCAIS DA SEGURIDADE SOCIAL

Antes que alguém diga que não foi devidamente informado, eis o que diz o Relatório -Aspectos Fiscais da Seguridade Social no Brasil-: Sem uma reforma no sistema previdenciário, o governo SERÁ OBRIGADO a aumentar a carga tributária em 8,5% do PIB nos próximos 40 anos. Ou reduzir, na mesma proporção, outras despesas, inclusive da própria Seguridade Social, para financiar o sistema. Que tal?


 

 

ENVELHECIMENTO POPULACIONAL E PRIVILÉGIOS

Este resultado, como informa e confirma o Relatório, é condicionado pelo envelhecimento populacional e pela manutenção de regras generosas de acesso a aposentadorias (privilégios), que já não são consistentes com a evolução demográfica brasileira.

Atenção: as aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais pagos apenas pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ou INSS, já consomem quase metade do orçamento federal. Custaram R$ 499 bilhões nos dez primeiros meses deste ano, o equivalente a 48,3% das despesas primárias (não relacionadas à dívida) da União. No mesmo período de 2014, apenas três anos atrás, essa fatia era de 40,8%, segundo dados extraídos de relatórios do Tesouro Nacional.

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MARKET PLACE

  • PNAD CONTÍNUA

    De acordo com a Pnad Contínua (IBGE), a taxa de desemprego trimestral recuou de 12,4% em setembro para 12,2% em outubro. Esse foi o sétimo mês consecutivo em que houve redução da taxa na margem.  A redução da taxa de desemprego entre setembro e outubro novamente refletiu o aumento do número de ocupados (+0,2% em setembro, na comparação mensal dessazonalizada), enquanto a taxa de participação ficou praticamente estável, ao passar de 61,80% para 61,78%. A respeito dessa última, vale notar que a pequena redução observada interrompeu uma sequência de cinco meses consecutivos de crescimento, mas ainda assim a taxa de participação encontra-se nos níveis mais elevados da série iniciada em 2012

  • PARIS INESQUECÍVEL

    A partir do dia primeiro de dezembro, inicia a campanha “Paris Inesquecível”, promovida pelos Cartões Zaffari Card e Bourbon Card. A ação irá sortear três viagens de uma semana para a capital francesa, com direito a um acompanhante, a cada R$ 350,00 em compras efetuadas exclusivamente com os cartões. Como novidade em sua dinâmica, a promoção traz a participação automática dos clientes na campanha, não sendo necessário realizar a troca de cupons fiscais ou cadastros especiais.

    Os clientes poderão conferir seus de números da sorte no Aplicativo Cartões Zaffari, onde saberão também o saldo acumulado de suas compras para geração dos próximos números da sorte, no setor de crediário da rede Zaffari e Bourbon e através do SAC, pelo número 4004.1224. As compras são cumulativas e, para a geração dos números da sorte, serão somadas as compras do cliente titular e também a dos clientes adicionais vinculados à mesma conta. A ação acontece até o dia 31 de dezembro, e a divulgação dos ganhadores ocorrerá no dia 05 de janeiro de 2018. O regulamento completo pode ser acessado no site www.zaffaricard.com.br

     

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título -"PROGRESSISTAS" SE REVIGORAM NA TRAGÉDIA MORAL DO PAÍS-:

    No dia 27 de novembro, zapeando na TV a cabo, passei pela Globo News exatamente quando a apresentadora do Estúdio I, Maria Beltrão, perguntou aos universitários que completam a mesa do programa: "Qual o estreito limite entre o conservadorismo e a extrema-direita?". De saída, Maria já entendia tratar-se de um limite "estreito". E não o conseguia definir. Foi o mais parecido que ela encontrou para evitar o vocábulo "inexistente", que era, este sim, seu estreito entendimento.
     Maria está satisfeita com o Brasil que vê. Está convencida de que pessoas conservadoras, com princípios e valores, cumpridoras de suas obrigações, respeitadoras dos demais e da lei, são a parte pior da tragédia nacional. Ela acha que nosso país precisa derrubar mais e mais valores morais, tornar-se mais e mais permissivo, debilitar mais e mais os laços familiares, extinguir mais e mais interditos e proibições. Maria está convencida da relatividade do bem e do verdadeiro. Maria não conhece o "estreito limite" entre liberdade e libertinagem. Maria queria o Queermuseu cheio de crianças. Maria sorria deslumbrada para aquele casal que dava nome neutro ao bebê que iria nascer para não intervir na escolha de sua identidade sexual. Maria acha aquilo lindo. Maria incorporou a intelligentzia de algum Centro Acadêmico e ficou assim, "progressista" para o resto da vida.
     No dia 28, o time de "progressistas" do programa Timeline da Rádio Gaúcha ensaiou o linchamento público de um vereador de Bento Gonçalves que foi salvo pela firmeza de sua posição em defesa do projeto que cria lugar especial na biblioteca pública municipal para obras impróprias a menores. A impropriedade ou não do catálogo do Queermuseu foi mote da entrevista. A fumaça de uma censura (ainda que meramente etária e legal, em conformidade com o ECA) pairava sobre os microfones. Os "progressistas" pareciam querer um catálogo daqueles na mão de cada criança do Brasil. Davi Coimbra chegou ao cúmulo de indagar se as conhecidas referências bíblicas a relações incestuosas dariam causa a interdição do Livro Sagrado de judeus e cristãos.
     Na percepção dos "progressistas", à medida em que avança sua luta "politicamente correta", libertadora dos instintos, e à medida em que tombam os limites, em que são obtidas vitórias no combate à autoridade, à repressão policial, à posse de armas, à religiosidade, à moral cristã (mas nem uma tênue palavra sobre a sharia), o país vai tomando o jeito que eles gostariam que tivesse. Só pode ser isso. Talvez digam que a insegurança, a violência, a criminalidade, a degradação cultural, professor apanhando de aluno, sejam consequência do "fenômeno das drogas". E novamente se enganam porque transformam em causa aquilo que é consequência.
     As drogas, senhores e senhoras "progressistas", são efeito da sistemática desconstrução dos valores morais; da libertinagem e da procriação irresponsável, com a decorrente ruptura dos laços familiares e sumiço da missão educadora dos pais. As drogas são consequência de se estar mais preocupado com quem põe um livro aqui ou ali do que com a necessidade de proteger a inocência infantil. As drogas são decorrência da repulsa a toda autoridade, do império dos sentidos, da perda da noção de limites e da omissão de quem os deve estabelecer. Tanto assim é que os dependentes químicos, quando se percebem no ápice de seu holocausto pessoal, procuram uma dessas benditas fazenda de recuperação onde vão encontrar o que perderam: valores, autoridade, disciplina, trabalho, ordem e espiritualidade com os que redescobrem o bem e fortalecem sua vontade para enfrentar as tentações do vício. E só assim dele se libertam.
    Mas de que adianta falar dessas coisas a "progressistas" comprometidos com tudo que leve à gandaia geral?
     

FRASE DO DIA

A solução do governo para um problema é usualmente tão ruim quanto o problema.

Milton Friedman