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AGUARDANDO O REMÉDIO

ANO XIV - Nº 007/14 -

AGUARDANDO O REMÉDIO

Neste final de semana estamos dando adeus ao primeiro semestre de 2019. E, por incrível que possa parecer, o Brasil segue profundamente DEBILITADO, na UTI, com a sua economia entrevada, aguardando que o Congresso Nacional se digne aprovar o poderoso REMÉDIO popularmente conhecido como REFORMA DA PREVIDÊNCIA.

ANDAR SEM AJUDA DE APARELHOS

É sempre importante esclarecer que este importante REMÉDIO, independente da composição, concentração e posologia, não tem capacidade de cura das múltiplas doenças que se espalham pelo corpo todo do nosso empobrecido Brasil.  O que o medicamento proporciona, de forma garantida, é a real possibilidade do paciente andar sem a ajuda de aparelhos.

SEGUNDO SEMESTRE

Pois, lamentavelmente, mesmo sabendo que a saúde do DOENTE BRASIL está pra lá de debilitada, nem mesmo os primeiros 180 dias do ano foram suficientes para fazer com que os congressistas aprovassem o necessário e poderoso REMÉDIO. Mais: vamos entrar no SEGUNDO SEMESTRE sem saber se os falidos Estados e Municípios vão entrar no texto da REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Pode?

DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA 2019

Enquanto aguardamos a chegada do padre que está incumbido da EXTREMA-UNÇÃO do terminal paciente Brasil, o Ministério da Economia informou, nesta semana, que o DÉFICIT TOTAL DA PREVIDÊNCIA DE 2019 (somando os trabalhadores da iniciativa privada, que se aposentam pelo INSS, e os servidores públicos -APENAS OS FEDERAIS- civis e militares) será de R$ 314,9 BILHÕES. Ou, 4,4% do PIB. Que tal?

DÍVIDA BRUTA DO GOVERNO GERAL

Como o DÉFICIT (ROMBO) é financiado por emissões de títulos de dívida federal, as projeções para a evolução da DÍVIDA BRUTA DO GOVERNO GERAL (DBGG), cuja trajetória de crescimento começou em 2014 (51,5% DO PIB), deve alcançar o pico no atual governo, chegando a 82,2% do PIB em 2022. EM 2018 a dívida ficou em 77,8% e deve encerrar 2019 na casa dos 80%.

Atenção: caso a REFORMA SEJA APROVADA, a trajetória de alta só começará a ser revertida a partir de 2023, ficando em patamares próximos de 71% em 2028.

CONTINUAR INSISTINDO

Pois é, da mesma forma como comecei o ano de 2019 estou encerrando hoje este PRIMEIRO SEMESTRE dando, quase que diariamente, ênfase total na REFORMA DA PREVIDÊNCIA, sempre mostrando -ipisis literis- tudo aquilo que o Ministério da Economia revelou nesta semana. E, pelo visto, vou continuar insistindo na mesma tecla SEGUNDO SEMESTRE afora. Haja paciência...

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o texto do pensador Percival Puggina - O BRASIL SOB ATAQUE- :

    Vários meios de comunicação evidenciam engajamento num trabalho que visa a alterar a percepção e afetar o discernimento do leitor. No Estadão do dia 24/06, um artigo bem típico, indaga: “Há uma luz promissora no horizonte? Claro que não. Sejamos realistas porque o contexto atual é kafkiano. Não se trata de uma fábrica de crises, mas de uma usina de desvarios”... E, mais adiante conclui que nada de bom pode acontecer, restando-nos a longa espera pelo “fim da atual administração”. Mas como? Aos seis meses de mandato? “Usina de desvarios” ante um governo consciente de suas responsabilidades, após sucessivas gestões de Lula e Dilma?

              Claro que há um estresse muito grande e incômodo na política nacional. Não esqueçamos, porém, que ele entrou na cena pelas mãos, pés e voz do Partido dos Trabalhadores, seguido de seus anexos e movimentos sociais, numa prática política centrada na desqualificação moral dos adversários. Sou testemunha viva e atenta disso. Durante décadas, em mais de uma centena de debates, denunciei tal conduta, justificada como parte da “luta política”. Em nome dela, aliás, a agressividade não ficava apenas na retórica. Incluía invasão de propriedades, destruição de lavouras e de estações experimentais, bloqueio de transporte, queima de pneus, leniência e justificação ideológica da criminalidade e, ainda, esse gravíssimo subproduto do aparelhamento da Educação brasileira: professores militantes levando alunos a rejeitar a atividade empresarial de seus pais, criando terríveis animosidades nas relações familiares. Isso é violência, que o digam as vítimas.

              Pois há, então, quem sinta saudade disso, da corrupção, das “articulações” de Lula e das “habilidades” de Dilma. Há gosto para tudo, mas querer nunca mais conviver com isso é justa e meritória aspiração de uma sociedade que busca recuperar os valores perdidos, e que, quando se mobiliza, o faz de modo ordenado e civilizado. É a autodefesa de uma parcela majoritária da nação que passou a se posicionar politicamente, venceu a eleição de 2018 e sabe o que rejeitar porque convive com as consequências daquilo que rejeita.

              Parte da imprensa brasileira ainda não percebeu: quanto mais atacar a Lava Jato e o juiz Sérgio Moro, quanto maior relevo der à atividade criminosa dos hackers a serviço dos corruptos (bandidos sob ordens de bandidos), quanto mais ansiar pelo silêncio das redes sociais, quanto mais desestimular e minimizar as manifestações de rua, mais estará reforçando, aos olhos de muitos, a obrigação cívica de proteger aqueles por quem se mobiliza. É tiro no pé. Principalmente quando salta aos olhos que, na perspectiva de tais veículos, membros do STF podem criticar o Legislativo e o Executivo; membros do Legislativo podem criticar o Executivo e o STF; o Chefe do Executivo a ninguém pode criticar; e os cidadãos têm que cuidar de suas vidas e deixar de incomodar as instituições.

              Não há fundamento para o rigor com que o Presidente e o governo vêm sendo tratados. Não há um só ato que tenha causado prejuízo ao país. Bem ao contrário, todos os movimentos e iniciativas visam a diminuir o prejuízo herdado e a fazer as necessárias reformas. Bolsonaro já deixou evidenciado a todos que, se não é o príncipe perfeito com que pretendem aferi-lo alguns formadores de opinião, também não é o ogro que a fantasia destes, de modo maldoso, quis criar e exibir ao mundo.

                        Por fim, a sociedade entendeu que condutas voltadas a derrotar o governo, desacreditar o governo, derrubar o governo, são funestas ao país e àqueles que mais precisam que tudo dê certo. Não há parto sem dor. Ou as instituições fazem o que devem e o Brasil nasce diferente e melhor em 2020, ou será um lugar muito ruim de viver! A aposta no quanto pior melhor beira à delinquência. Ou à sociopatia.

FRASE DO DIA

Se você espera por condições ideais você nunca fará nada.

Eclesiastes