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A VOLTA DA VOZ ROUCA DAS RUAS!

ANO XIV - Nº 007/14 -

VOLTA ÀS RUAS

Por tudo que aconteceu nesses últimos dias no nosso empobrecido Brasil, o que mais impõe é a imediata e barulhenta VOLTA DO POVO ÀS RUAS, com o firme compromisso de exigir que impere um mínimo de justiça no nosso país.

MEGA MANIFESTAÇÃO

Pelo que vejo, e leio, nas redes sociais, uma MEGA MANIFESTAÇÃO já está programada para o dia 3 de abril, véspera do julgamento do Habeas Nojentous Corpus do maior bandido do universo. Tudo porque os suspeitos ministros do STF sinalizaram, na semana passada, uma clara vontade de livrar o grande safado da prisão.

SEM DAR MOLE

Se das vezes anteriores em que A VOZ ROUCA DAS RUAS foi ouvida, o efeito, ainda que positivo, foi menor do que o necessário. Desta vez o povo brasileiro não pode dar mole. Mesmo levando em conta que neste momento muita coisa esteja conspirando a favor, a presença maciça nas ruas de todo o Brasil é absolutamente necessária.

CONDENAÇÃO

Os ministros do STF precisam ser alertados de que as instâncias inferiores da Justiça, notadamente pelo TRF4 em 2ª Instância, fizeram o seu papel, que resultou na condenação, por unanimidade, do criminoso Lula, em pena de 12 anos e 1 mês de prisão.

AJUDA

Pois, no momento em que o TRF4, mais uma vez por unanimidade, rejeitou o recurso da defesa do larápio, a sociedade brasileira ainda foi brindada com a disponibilização, pela Netflix, da 1ª Temporada da Série -O MECANISMO-; e, ontem à noite, com a gloriosa e oportuna entrevista do brilhante juiz Sérgio Moro no programa RODA VIVA.

VOZ ROUCA DO POVO

Ora, diante de tanta coisa que está acontecendo para mostrar, escancarar e comprovar o quanto alguns poucos estão fazendo o possível para livrar o nosso Brasil desta imensa e corrosiva CORRUPÇÃO,  é chegado o momento do povo se MANIFESTAR COM FORÇA E DETERMINAÇÃO. PARA VALER! 

O Brasil não pode ficar dependendo apenas de alguns poucos heróis. É chegada a hora de todos os heróis saírem às ruas para que todos ouçam a VOZ ROUCA DO POVO.

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    A propósito do editorial acima, eis o conteúdo produzido pelo pensador Marcelo Aiquel, com o título: DEPOIS DOS OVOS: 

             Com a crescente demonstração pública contra o “verdadeiro deboche” do condenado Lula da Silva, que tenta posar de vestal – repetindo, em total desrespeito às decisões condenatórias que já sofreu, o surrado mantra “eu sou inocente e estão me perseguindo” – é chegada a hora do Brasil decente (que é enorme!) imitar os sulistas que saíram da sua “zona de conforto”.
             Neste próximo sábado 31 de março, faça sol ou chuva, todo o brasileiro que “não dança a música do PT” tem a obrigação de sair às ruas e juntar-se à multidão que defende o fim da roubalheira e da corrupção desenfreada.
                 Porque, de nada adianta ficar fuxicando atrás de um teclado, e covardemente, não mostrar a cara na rua.
             Ah, tem receio de violência? Então fique em casa até que a “violência” bata na porta. Ou invada pela janela!
             Os gaúchos de Bagé e outros municípios, assim como os catarinenses e paranaenses, já nos ensinaram qual o modo de enfrentar estes esquerdopatas fantasiados de civilizados e democratas.
             “Eles” ameaçam pegar em armas; usar o “exército do Stédile”; tudo para continuarem no poder, com a chave do cofre.
             Só que terão que enfrentar um povo decente. Povo que só quer estar ao lado da razão e da moralidade.
             E aí, nem fraudando urnas eletrônicas irão vencer.
             Vamos todos demonstrar a nossa indignação. Juntos, somos muito fortes.
             E a nossa bandeira? Jamais será vermelha!

  • ESPAÇO CRIPTOMOEDAS (MOEDAS DIGITAIS)

    Eis o texto produzido pelo especialista em criptomoedas, Rudá Pellini, com o título -LAVAR DINHEIRO COM BITCOIN NÃO FAZ SENTIDO.

    A grande mídia tem circulado matérias dizendo que bandidos têm usado Bitcoin para lavar dinheiro. Sejam de colarinho branco ou quadrilha de Hackers, a única informação que é amplamente divulgada é que “usaram” o tal do Bitcoin.
    Depois dessa enxurrada de matérias, muita gente deve estar pensando: “Viu, falei que esse negócio era criminoso… Blá, blá, blá”
    Conforme a própria Comissão das Nações Unidas para Lavagem de Dinheiro (Law Enforcement, Organized Crime and Anti-Money-Laundering Unit of UNODC) já elencou, dentre as formas mais usadas para Lavagem de Dinheiro, papel-moeda ainda é o método mais usado para lavagem de dinheiro no mundo. No Brasil não seria diferente, como já cansamos de ver na mídia (vide Geddel e o bunker com R$ 51 milhões), corruptos ainda usam o método tradicional e old school do “papel” para transportarem, fraudarem e evadirem imensas quantias de dinheiro.
    Dito isso, vou explicar um pouco sobre o conceito de lavagem de dinheiro e porque não faz o menor sentido fazer isso com Bitcoin.
    Ninguém sabe ao certo a origem da expressão Money laundering, ou lavagem de dinheiro. Uma possível origem foi atrelada ao mafioso Al Capone que teria sido proprietário de uma rede de lavanderias. Sabe-se, porém, que o registro e popularização do termo deu-se através do escândalo Watergate, um esquema de corrupção envolvendo os fundos de campanha à presidência dos EUA e culminando na renúncia do então presidente Nixon. Corrupção e Caixa Dois em campanhas políticas? Isso a gente sabe bem como funciona.
    Basicamente, lavar dinheiro é uma prática financeira que tenta dissimular ou esconder a origem ilícita de capital. Ou seja, forjar a origem de um capital para dar entrada em valores obtidos ilegalmente ou não declarados.
    Como vimos na Lava-Jato, bandidos usam de empresas de fachada, consultorias, institutos, superfaturam bens, usam de obras de arte, pecuária de alta genética e até joias para operacionalizar esses crimes.

    Como funcionam as operações mais comuns:

    1) É preciso haver uma entidade para fazer a “lavagem”. Nesse caso, uma empresa de fachada é aberta. Os preferidos são comércios que movimentam bastante dinheiro e restaurantes. Serviços acabam sendo mais comuns, pois fica difícil tangibilizar se a prestação de fato ocorreu. Nesse caso, entram motéis, consultorias, etc.

    2) O dinheiro é transferido para conta dessa empresa, que faz a documentação como se a prestação do serviço ou venda do produto tivesse ocorrido. Um restaurante que vende cem refeições por dia, por exemplo, faz sua contabilidade como se tivesse vendido cento e cinquenta, e “lava” o valor das refeições a mais.
    Como operações em valores altos são necessariamente informadas ao COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), os depósitos são divididos em pequenas quantias, para não chamarem a atenção

    3) Para desvincular ainda mais os criminosos do dinheiro, a empresa realiza diversas operações financeiras, desde bancos sediados em paraísos fiscais ou off-shores, até subcontratações de serviços em outras empresas da quadrilha. Essa fase é chamada de “ocultação”?—?o objetivo é que o dinheiro troque de “dono” várias vezes para dificultar o rastreamento.

    4) É hora de o dinheiro, que perdeu seu vínculo imediato com a atividade ilegal, retornar à organização criminosa. Um laranja (pessoa que serve como intermediário em negócios fraudulentos) pode receber um empréstimo de uma das instituições localizadas no paraíso fiscal, ou uma outra empresa, também de fachada, pode receber pagamentos vindos de bancos e empresas desses países. É a fase chamada de “integração”.

    5) Agora os bandidos têm dinheiro com aparência de legalidade, com origem controlada e em uma empresa que teoricamente não tem ligação com o crime. O dinheiro, então, é usado pela organização criminosa.
    Tudo bem, mas onde entram os Bitcoins?
    Pois é, não entram. Vou explicar: não há na Compra e na Venda de Bitcoins uma forma de mascarar ou dissimular a origem do dinheiro.

    Existem basicamente duas formas de comprar Bitcoins:

    1. Exchanges: envia Reais para uma Exchange (empresa que atua como uma Casa de Câmbio) e onde será possível comprar Bitcoins. O comprador terá de informar os dados pessoais e passará por uma prática chamada de KYC (Know Your Customer) que consiste em informar e comprovar dados pessoais. Para valores elevados, é exigido também o AML (Anti Money-Laundering), onde será preciso declarar a origem do dinheiro.

    2. Peer-to-peer (P2P): é quando você compra diretamente de outro usuário, sem a existência de intermediários (Exchanges). Não possuem estruturas de KYC e AML, mas geralmente usam suas contas pessoais para as transações, dificilmente negociando cifras milionárias ou valores em espécie.
    Nota: Em qualquer uma das formas, não será possível mascarar a origem do dinheiro.
    Vamos supor que, mesmo assim, um fraudador consiga comprar uma cifra milionária em Bitcoins sem se identificar. Como ele irá lavar esse dinheiro, considerando o processo descrito acima?
    No momento em que vender os Bitcoins, o dinheiro irá para a conta bancária tal como é feito no processo descrito no Item 2. Não faz sentido usar Bitcoin para lavar esse dinheiro.

    Não obstante, todas as transações com Bitcoin, desde a primeira, são registradas em um grande livro diário, chamado Blockchain. As transações são anônimas, mas 100% rastreáveis. O anonimato acaba quando há a vinculação de um endereço à um usuário. Mesmo sendo possível um usuário ter milhares de endereços, já existem empresas e órgãos especializados em rastrear esses endereços e usuários.

    Outra possibilidade seria o uso do Bitcoin para evasão de divisas. Transação que consistiria em comprar Bitcoins em um país e usá-lo como instrumento cambial para fazer uma remessa internacional. O problema é que ainda haverá a necessidade de encontrar o comprador no país de destino. Para valores pequenos isso talvez seja possível, mas para milhões seria improvável o êxito em mascarar ou dissimular a transação.

    Outro ponto de inflexão é a volatilidade. Se algum bem-aventurado tentou lavar dinheiro com Bitcoin em dezembro e dividiu a operação em transações pequenas para finalizar somente no final de janeiro, acabou vendo seu dinheiro sujo perder 49% do valor graças a queda na cotação.

    Em resumo: se você ouvir novamente a âncora do telejornal enchendo a boca para dizer que “Bitcoins foram usados para lavar dinheiro” pense que provavelmente o criminoso foi extremamente burro e lembre-se que além das malas de dinheiro, já tivemos até dinheiro na cueca.

FRASE DO DIA

Lugar de indignado que exige Justiça é na RUA!