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A SOBERANIA É DOS BANDALHOS

ANO XIV - Nº 007/14 -

ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS PROTEGIDAS

Por mais que a Operação LAVA-JATO já tenha trazido à luz as mais irrefutáveis provas do quanto o nosso empobrecido Brasil foi saqueado e dinamitado por  CORRUPTOS e INCOMPETENTES, o fato é que boa parte das FORÇAS DO MAL (Organizações Criminosas), segue protegida, tanto por legisladores quanto, principalmente, por ministros da Suprema Corte.

INGENUIDADE

A ingenuidade do nosso povo, que não é coisa recente, ficou ainda mais escancarada quando Sérgio Moro foi escolhido para presidir o Ministério da Justiça e Segurança. Naquele momento, milhões de brasileiros festejaram a escolha imaginando que a vitória do BEM e da JUSTIÇA sobre o TERRÍVEL MAL praticado pelos BANDALHOS que encabeçam as terríveis ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS estava garantida.

PELA VIA DEMOCRÁTICA SEREMOS SEMPRE DERROTADOS

Como as propostas para enfrentar os mais diversos CRIMES, que fazem do nosso país um território onde os bandidos se dão muito bem, não estão conseguindo aprovação por parte dos deputados, como se viu mais uma vez na semana passada, a conclusão é pra lá de simples: o BRASIL, pela -VIA DEMOCRÁTICA-, jamais sairá vitorioso na guerra contra a CORRUPÇÃO.

O POVO NADA TEM DE SOBERANO

Vale registrar que o forte sentimento de indignação e/ou revolta, fator determinante no resultado das eleições 2018, nasceu graças ao trabalho incansável do destemido juiz Sérgio Moro, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que resolveram encarar a bandidagem apontando o quanto o Brasil foi saqueado ao longo de muitos anos. Entretanto, pela vontade de muitos deputados, muito dos esforços do combate ao crime têm sido em vão. Uma prova clara do quanto o POVO NÃO É MINIMAMENTE SOBERANO.

OS VERDADEIROS SOBERANOS

Não bastasse as horripilantes decisões que, invariavelmente, são tomadas a todo momento pela maioria dos ministros do STF, verdadeiros SOBERANOS, no sentido de atender a vontade dos CRIMINOSOS, na semana passada esta MALDOSA TURMA se juntou com uma horda de MAUS LEGISLADORES com o propósito de fazer do povo brasileiro, que BRADA POR JUSTIÇA, uma pobre vítima de um chocante deboche.

NOVA CONSTITUIÇÃO

Volto a afirmar: esta luta contra o mal, se realmente é do interesse e vontade do sofrido povo brasileiro, só tem condições de ser vencida -DEMOCRATICAMENTE- desde que uma nova e correta CONSTITUIÇÃO onde os DIREITOS ESTEJAM EM LINHA COM OS DEVERES seja escrita.

Mais: a NOVA CARTA não pode ser escrita por envolvidos e/ou apontados em casos de CORRUPÇÃO ou defensores de PRIVILÉGIOS.

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MARKET PLACE

  • ENTREVISTA COM DARCY FRANCISCO DOS SANTOS

    Eis o conteúdo da entrevista concedida pelo pensador e economista Darcy F.C. dos Santos ao jornalista Políbio Braga:

    Pergunta: - Afinal de contas, o MEC cortou ou não cortou 30% das verbas destinadas às universidades federais ?

    Resposta: - O aludido corte de 30% dos recursos da educação é sobre a parcela não obrigatória da despesa que na União como um todo é menos de 10%, o que seria, então, em torno de 3%. Não disponho dos dados da Universidades, mas não deve estar muito longe disso.

    Pergunta: - Esta grita toda sobre 30% decorre do quê ?

    Resposta: - O fato de a mídia ser contra o governo e, em muitos casos, com razão, não lhe dá o direito de informar mal as pessoas, cuja maioria não entende de finanças públicas

    Pergunta: - Qual a razão do corte ?

    Resposta: - Para quem não sabe, o déficit primário de 2018 foi de R$ 112 bilhões ou 1,6% do PIB, indo para 6.20% quando se soma os juros, que são consequências dos déficits primários. Os déficits primários foram de R$ 160 bilhões em 2016 (2,6% do PIB).

  • ARTIGO DO JORNALISTA J. R. GUZZO

    Eis o texto produzido pelo jornalista J. R. Guzzo, publicado na revista Exame desta semana, com o título - ATÉ TU, BNDES? 

    Durante os 13 anos e meio dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social funcionou como uma sociedade de ladrões. Ah, não diga — e daí? Alguma coisa localizada a menos de 5.000 quilômetros do Palácio do Planalto, da Esplanada dos Ministérios e de seus puxadinhos deixou de ser roubada por gente do governo durante esse período? Uma ou outra, é verdade, pois não dá para roubar tudo, de todos, em todos os lugares e ao mesmo tempo. É fato provado e contraprovado, em todo caso, que muito pouco escapou do arrastão — e, assim sendo, qual a novidade de que o BNDES tenha sido um dos “pontos” do crime em escala nacional nos governos petistas? (Assim como traficantes de droga têm “pontos”, ladrões do erário público também contam com os seus; é um fato sabido.)
     

    A rigor, não há novidade nenhuma. Mas o BNDES, pelo menos, tinha pose de coisa séria, com seu “corpo técnico”, suas regras de compliance, suas obras de arte nas paredes da sede etc.; deveria ter disfarçado melhor a ladroagem desvairada que rolou ali durante mais de dez anos seguidos. Só que, no fim das contas, o que se vê é que o banco de desenvolvimento social sagrado para os economistas de esquerda foi tão grosseiro nas atividades gerais da corrupção quanto a maioria de seus pares.
     

    Até tu, BNDES? Sim, até tu. No embalo Lula-Dilma, o pessoal se esqueceu de prestar atenção nas exigências mínimas de decoro na roubalheira — algo a prever, francamente, numa repartição pública de 2.000 funcionários, cheia de gente com mestrado em universidade, elogiada por um prêmio Nobel de Economia (foi só Joseph Stiglitz, é verdade, mas o homem é prêmio Nobel assim mesmo) e produtora regular de monografias incompreensíveis em qualquer língua.

    Em resumo: o banco a serviço da pátria era apenas a corrupção do PT vestida de gravata, com cartaz na Unicamp e conhecedora de menus em restaurantes de Nova York. Seu alto comando não era diferente de um Antônio Palocci, um Sérgio Cabral, um Geddel Vieira de Lima e tantas outras estrelas inesquecíveis que o Brasil deve ao gênio político do ex-presidente Lula.

    É certo que existe, do ponto de vista legal, uma diferença fundamental entre essa turma e o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho: ele até agora não foi condenado na Justiça. Está indiciado em diversos inquéritos criminais na Polícia Federal, foi proibido de exercer qualquer cargo público por seis anos e sofre um bloqueio em seus bens pessoais superior a 600 milhões de reais, mas continua livre da cadeia. Fora isso, Coutinho não parece ter nada em seu favor.

    Basicamente, o problema de Coutinho é o seguinte: ele emprestou dinheiro público a gente que jamais teve a intenção de pagar um único centavo da dívida assumida, como qualquer criança com 10 anos de idade poderia prever. Só de Cuba, Venezuela e Moçambique tomou um calote superior a 2,3 bilhões de reais. Deu dinheiro brasileiro, que o BNDES tem obrigação de utilizar em desenvolvimento no Brasil, a governos estrangeiros que estão entre os mais vigaristas do planeta, como os citados acima. Gostava de emprestar, com juros mínimos e prazos máximos, a países com grau 7 de risco, o extremo do extremo. (Pior do que isso não fica; não existe grau 8.)

    Deu empréstimo a quem Lula mandou que desse — segundo o ministro Paulo Guedes, financiou 300.000 caminhões para motoristas sem fretes, sem clientes e sem dinheiro para recauchutar um pneu. Deu dinheiro a Marcelo Odebrecht — sim, Marcelo Odebrecht. Precisa dizer mais alguma coisa? Sua coleção também inclui Eike Batista, a JBS e uma tentativa de emprestar 10 bilhões de reais à incomparável Sete Brasil. Tudo com “aval do Jurídico”, é claro. Seu desempenho na CPI que apura a “caixa preta” do BNDES foi uma coisa triste. Em pânico diante das perguntas, repetia, automaticamente, “não lembro”, “não sei”, “não posso dizer”.
    Pois é. CPIs, no Brasil, não costumam dar em nada. Caixas pretas, ao contrário, têm o dom divino de continuar pretas para sempre. Homem de sorte, esse Coutinho.

  • ESPAÇO PENSAR+

    Ainda sobre o mesmo tema, eis o texto do pensador Roberto Rachewsky, com o título - O BNDES E O EXEMPLO JAPONÊS- : 

    Paulo Guedes foi claro quando ergueu o dedo e, olhando nos olhos de cada um, apontou para a turminha do BNDES e disse, vocês são um bando de burocratas engomadinhos, com contracheques gordinhos e privilégios de vexar político populista demagogo, que nada fizeram quando os brasileiros eram roubados aos bilhões.

    Acordavam, tomavam o café com croissants na avenida Rio Branco, ou na Starbucks mais próxima da Vieira Souto, subiam pelos elevadores, percorriam corredores, preenchiam planilhas nos seus notes e enchiam xícaras de cafezinho da Nespresso, enquanto justificavam seus carguinhos fechando os olhos para a caravana de escroques que passavam a mão no dinheiro quentinho saído do forno da Casa da Moeda a mando de quem pilotava o Tesouro.

    É suficiente dar uma mijada colossal em gente com PhD, mestrado e coisa e tal, que assistiu como cúmplice o Brasil ser depenado e ficou calado fingindo que nada viu?

    É suficiente, é justo que esse pessoal, depois do fim de semana de praia, lá no Leblon, em São Conrado, ou na Barra, se sinta aliviado porque na sexta foi xingado mas na segunda-feira pode voltar para o seu cargo preservado para cumprir com seu encargo de drenar dinheiro da chinelagem da Zona Norte, para transferi-lo via caixa-preta à granfinagem da Zona Sul?

    Não é não.

    Só há um jeito de proteger o Brasil dessa gente, fechando de uma vez por todas aquele covil.

    Roberto Campos, considerado um dos pais-fundadores dessa casa de tolerância, arrependido, dizia que os problemas do Brasil se resolveriam numa canetada.

    Por que em Brasília, para se fazer o certo, quando não falta caneta, falta tinta; quando não falta tinta, falta papel; quando não falta caneta, tinta ou papel, falta coragem para se fazer o que deveria ser feito?

    Paulo Guedes prometeu dar a esse pessoal a incumbência de colocar em prática o programa de privatização das empresas estatais.

    Quem aceita a incumbência de vender estatais para o capital privado, acredita que privatização é um bem e que deve ser implementada.

    Ora bolas, como prova de honestidade, integridade e caráter, para se redimir do que, por ação ou omissão, essa gente causou ao Brasil, eles próprios deveriam encerrar o processo de privatização dando o exemplo, fechando ou transferindo para o mercado, esse antro conhecido como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

    Seria como japonês envergonhado que não vê outra alternativa para recuperar a honra que não seja praticar o harakiri.

  • BATE-PAPO

    Hoje, 14, das 19h às 21h, o Bourbon Country recebe um bate-papo promovido pela Beta Imagens, no qual profissionais ligados à maternidade compartilharão seus conhecimentos sobre obstetrícia, psicologia do sono, doula, entre outros assuntos. A conversa acontece em um ambiente de troca e suporte às mães, que poderão tirar as suas dúvidas. Todas as mães que visitarem o espaço ganharão uma foto digital de lembrança do evento.

    O encontro tem relação com a exposição fotográfica Mulher, o ser que abriga a mãe, produzida pela Beta Imagens, e que traz 40 retratos artísticos e jornalísticos que representam as diversas fases da gestação, além de abordar os desafios da gravidez quando à questão emocional da mulher. A exposição permanece no Bourbon Country até o dia 17 de maio, com horário de funcionamento, de segunda à sábado, das 10h às 22h, e, nos domingos, das 14h às 20h. A mostra está localizada no segundo andar do empreendimento e tem entrada gratuita.

FRASE DO DIA

A ausência da evidência não significa evidência da ausência.

Carl Sagan