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A REPETIÇÃO DAS MENTIRAS...

ANO XIV - Nº 007/14 -

FRASE DE GOEBBELS

De todas as frases ditas e repetidas por Joseph Goebbels, quando ministro da Propaganda do governo Hitler, a mais famosa é aquela que diz: - DE TANTO SE REPETIR UMA MENTIRA, ELA ACABA SE TRANSFORMANDO EM VERDADE-.
 

MIL VEZES

Quando perguntado sobre o NÚMERO  ideal de repetições para fazer com que uma mentira se transforme numa verdade, Goebbels especificou dizendo: - UMA MENTIRA REPETIDA MIL VEZES TORNA-SE VERDADE. 

DEZ VEZES

Passadas algumas semanas, Goebbels percebeu que com um forte controle dos meios de comunicação não seria preciso repetir uma mentira MIL VEZES, mas apenas DEZ VEZES, como provavam as estatísticas e estudos a respeito. Pronto: a partir daí, mesmo sabendo que não convenceria todos, Goebbels ficou satisfeito, pois sabia que mais de 90% dos alemães acreditariam em tudo que os jornais nazistas publicavam.  

PRÁTICA GOEBBELIANA

Pois, passados mais de 70 anos, a prática Goebbeliana continua valendo, notadamente nos países onde os povos são menos esclarecidos. Nestes, infelizmente, qualquer mentira pronunciada ganha -status- de  verdade absoluta por grande parte do público, que não mostra o mínimo interesse em  verificar a procedência do anúncio ou informação. 

Mais: para quem já foi contaminado pelo processo da repetição das  MENTIRAS, aí não tem jeito: nem mesmo repetindo UM MILHÃO DE VEZES UMA VERDADE faz com que ela seja entendida como VERDADE VERDADEIRA. Pode?  

POPULISMO

Se por outro lado já está provado que -É POSSÍVEL ENGANAR MUITA GENTE POR MUITO TEMPO; POUCOS POR ALGUM TEMPO; E NINGUÉM POR TODO O TEMPO- , o fato é que dependendo do tempo em que o POPULISMO ganhou adeptos, o estrago é muito grande. 

ATROFIA MENTAL

Aí o estrago não atinge apenas a economia, que sofre demasiadamente com as mentiras aplicadas ao longo do tempo. O maior estrago se verifica de forma brutal nas mentes do povo mal educado e informado, onde as mentiras ditas e repetidas várias vezes provocam uma forte atrofia cerebral, impedindo o desenvolvimento do raciocínio lógico. 

O MUNDO DA VERDADE

Este foi o ponto mais crucial a ser enfrentado depois da queda do fim da segunda guerra mundial e da queda do Muro de Berlim: milhões de cérebros estavam destruídos pelo populismo, impossibilitando a visão do mundo real, sem as mentiras vendidas pelo socialismo. O mundo, portanto, da VERDADE.

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MARKET PLACE

  • DIA DOS PAIS

    Conforme o esperado pelo CDL Porto Alegre, o Dia dos Pais deste ano manteve a mesma média de vendas de 2015 na capital gaúcha. No total, a data movimentou R$ 56 milhões, de acordo com levantamento realizado pela CDL e o Sindilojas Porto Alegre.
    Impulsionados pelas temperaturas mais baixas, os artigos mais comprados foram roupas e calçados, seguidos por perfumaria e eletrônicos. A maior parte das vendas concentrou-se nos dias que antecederam a comemoração: quinta-feira, sexta-feira e sábado.
    Segundo o presidente do Sindilojas Porto Alegre, o resultado mostra como está o comportamento do consumidor: cauteloso para gastar. “Não tivemos nem aumento, nem queda na movimentação financeira e isso mostra que a instabilidade econômica que o País enfrenta e o aumento do desemprego está deixando, cada vez mais, a população receosa na hora de comprar”, apontou.
    De acordo com Alcides Debus, presidente da CDL Porto Alegre, a expectativa de vendas era mais favorável, levando-se em conta o aumento da confiança do consumidor. “Porém, o último parcelamento dos salários dos servidores públicos estaduais, contribuiu para que o consumidor não tivesse dinheiro para comprar à vista e nem se sentisse encorajado a comprar a prazo”, avaliou Debus.



     

  • ÚNICA ALTERNATIVA

    Eis o artigo escrito pelo pensador  Carlos Rodolfo Schneider, com o título: A EFICIÊNCIA É A ÚNICA ALTERNATIVA . 

    A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) manteve inalterados os juros em 14,25%, os mais altos do planeta. Apesar da recessão e retroalimentando-a. A justificativa é a inflação ainda alta e resistente, alimentada por remanescentes de indexação, pelos altos custos de se produzir no Brasil e, especialmente, pela pressão do excesso de gastos públicos correntes no país.
     

    A equipe econômica sabe que esse jogo será ganho na área fiscal, e não obrigando o Banco Central a manter uma política monetária austera, com juros que reprimem o crescimento. O projeto que propõe um limitador para a expansão dos gastos e os ensaios para a imprescindível reforma da Previdência apontam nessa direção. O adequado encaminhamento dessas questões permitirá uma queda consistente da taxa de juros, com os consequentes reflexos positivos no crescimento da economia e na redução do preocupante desemprego.
     

    O excesso de gastos correntes criou uma armadilha que comprometeu a competitividade do país: aumento da taxa de juros, da dívida pública e da carga tributária e redução dos investimentos. Como bem adverte o ex-ministro Delfim Netto, apoiador do Movimento Brasil Eficiente (MBE), sobre o desequilíbrio das contas públicas: “E, o mais grave, não se fez déficit para fazer investimento. O déficit foi feito para pagar salários, para conceder subsídios, para fazer mais dívida. Fez-se mais dívida para fazer mais déficit. Então, é a cobra que está mordendo o rabo”.
     

    A Confederação Nacional da Indústria alerta para outro conhecido problema: a limitação dos investimentos federais em infraestrutura — em 2015, foram apenas 0,33% do PIB — em função do alto grau de engessamento do orçamento público. A entidade fez três propostas para melhorar esse cenário:
    1) Reduzir progressivamente o grau de vinculação e obrigatoriedade dos gastos públicos e assegurar que a criação de qualquer despesa passe pelo filtro da racionalidade econômica e do interesse público;
    2) rever, de forma criteriosa, incentivos e desonerações fiscais, por meio de rigorosa análise custo-benefício;
    3) melhorar a qualidade dos gastos públicos, reexaminando a racionalidade e os efeitos de todos os programas relevantes do Estado.

     

    Ficará muito mais fácil adotar essas medidas quando, finalmente, implantarmos o Conselho de Gestão Fiscal (CGF), que será a nossa instituição fiscal independente, inspirada em países como Alemanha, Estados Unidos e Grã-Bretanha. A proposta de criação do CGF, regulamentando o artigo 67 da Lei de Responsabilidade Fiscal, é de iniciativa do MBE, através do Projeto de Lei (PLS) 141/14, do senador Paulo Bauer, aprovado por unanimidade no Senado Federal, em dezembro de 2015. Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados, sob nº PLP 210/2015. A instituição do CGF poderá ser um divisor de águas na qualidade do gasto público no país.
     

    O cientista político Francis Fukuyama analisa, em seu livro “Ordem política e decadência política”, o desenvolvimento das instituições políticas desde a Revolução Industrial e alerta para a necessidade de os governos melhorarem a gestão: “A maior ameaça à democracia são governos que não conseguem entregar serviços públicos de qualidade”. Ele diz que melhoria da qualidade do setor público e desenvolvimento econômico caminham juntos.
     

    Os governos devem aprender a fazer superávits primários relevantes durante períodos de alto crescimento para terem fôlego nos períodos mais difíceis. Nós desperdiçamos o período de vacas gordas do boom de commodities. Isso certamente tornará o ajuste atual mais caro e difícil. Mas a alternativa que temos é essa ou essa.
     

FRASE DO DIA

Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida.

Mahatma Gandhi