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A ORIGEM DAS DESPESAS

ANO XIV - Nº 007/14 -

SÓ PENSA NAQUILO

Ontem à tarde, o governo voltou a sacudir o mercado e os nervos dos brasileiros ao noticiar que estava analisando a possibilidade de (mais uma vez) aumentar a arrecadação via aumento da carga tributária. No final do dia, ao perceber que a sociedade estava muito revoltada, o governo voltou atrás desistindo (temporariamente) da má ideia.

ROMBO E MAIS ROMBO

O problema, no entanto, é que o ROMBO NAS CONTAS PÚBLICAS, segue crescendo de forma incontrolável e como tal precisa ser atacado. Vejam que o pesado ROMBO de R$ 139 bilhões, previsto no Orçamento Geral da União e devidamente aprovado pelo Legislativo Federal, já não tem como ser cumprido. Como o governo depende das reformas que precisam ser aprovadas pelo Legislativo, o mesmo se vê obrigado a admitir que até o final de 2016 o DÉFICIT pode ficar bem acima de R$150 bilhões.

ORIGEM DAS DESPESAS

Pois, após ouvir as manifestações de líderes de vários setores de atividades, todos  se colocando visceralmente contrários ao aumento da carga tributária, confesso que aquela que mais me impressionou (sem surpreender) saiu da boca de Rodrigo Maia, que preside a Câmara dos Deputados, ambiente onde são aprovados todos os  AUMENTOS DE DESPESAS PÚBLICAS, notadamente privilégios nojentos e impagáveis. Pode?

CAUSA/CONSEQUÊNCIA

Rodrigo Maia, rodeado por dezenas de microfones, disse, alto e bom tom: -Aumento de imposto não passa na Câmara!  Fantástico. O mais interessante é que quanto ao AUMENTO DE DESPESAS, Maia nunca agiu desta forma. O fato, que precisa ser bem entendido, é que IMPOSTO é mera CONSEQUÊNCIA. Mais ainda: que uma das grandes CAUSAS (senão a maior) do ROMBO DAS CONTAS PÚBLICAS, é a falida PREVIDÊNCIA SOCIAL. 

PROPOSTAS NECESSÁRIAS

Portanto, antes de dizer que não aceita aumento de impostos, o que o nosso Legislativo, liderado por Rodrigo Maia, deveria defender, com unhas e dentes, por exemplo: 

1- a diminuição de DESPESAS PÚBLICAS;

2- a aprovação de medidas que produzam a necessária  EFICIÊNCIA DO SETOR PÚBLICO.

3- a não aprovação  dos absurdos REFIS;

4- o fim de  todos os privilégios assim como os malignos DIREITOS ADQUIRIDOS. 

513 SECRETÁRIOS DA DESPESA

Não esqueçam: é no Legislativo que as DESPESAS PÚBLICAS são discutidas e/ou aprovadas. Dou, portanto, total e irrestrita razão ao ex-secretário da  Receita Federal, Everardo Maciel, quando disse que a Câmara abriga 513 SECRETÁRIOS DA DESPESA FEDERAL.  

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MARKET PLACE

  • VAN HATTEM NA CIC

    O deputado estadual Marcel van Hattem (PP/RS) será o palestrante da próxima reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), que acontece na segunda-feira (14). Sua palestra terá como tema “Burocracia: a solução que virou problema”.

  • ACABOU A HISTÓRIA DE AMIGOS DO REI

    O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, afirmou que a Taxa de Longo Prazo (TLP) representará juros mais baixos para todos os brasileiros, e não apenas para algumas empresas que hoje têm acesso ao crédito do BNDES.

    "Não faz sentido discriminar empresas por porte, nem por localização", afirmou. "Acabou a história de 'amigos do rei'. A TLP são juros mais baixos para todos os brasileiros", disse.
     

  • BOURBON GAME

    O Bourbon Game Show teve seus ingressos esgotados, atraindo mais de seis mil pessoas ao Bourbon Shopping Wallig durante os dias 29 e 30 de julho. O evento de games obteve um crescimento de 50% no número de troca de ingressos em relação à primeira edição, realizada em 2016. Mais de três mil pessoas foram atendidas no “Meet and greet”, espaço no qual os fãs tiveram a oportunidade de conhecer pessoalmente os youtubers que marcaram presença na programação do evento: PAC e Mike, do canal Tazer Craft; Ronaldo de Azevedo, do canal especializado em animação 2D Gato Galáctico; o músico Tauz, e o ex-jogador de futebol Wendell Lira. Ainda dentro da agenda do Bourbon Game Show, mais de 500 crianças frequentaram a Escola de Youtubers, no local. 

  • IPCA

    A inflação no Brasil, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 0,24% em julho. A taxa subiu em relação a junho, quando ficou em -0,23%, a primeira deflação em 11 anos no país, mas é menos da metade dos 0,52% de julho de 2016. O acumulado da inflação em 12 meses ficou em 2,71%, a mais baixa desde fevereiro de 1999 (2,24%) e abaixo do piso da meta.

FRASE DO DIA

Quando a história se repete, preste atenção. Há uma lição que você precisa aprender, que talvez você tenha ignorado na primeira vez.