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A INOFENSIVA ALA DOS INDIGNADOS

ANO XIV - Nº 007/14 -

GARANTIA

Os elevadíssimos índices de violência e de corrupção, que fizeram do nosso empobrecido Brasil um ambiente INSEGURO e/ou constantemente AMEAÇADOR para os brasileiros honestos e de boa formação, só chegaram aos níveis atuais, insuportáveis, por uma razão principal: a garantia dada pelos governantes de que todos aqueles que quisessem entrar para o mundo do crime não seriam importunados. 

 

PARA VALER

Tal garantia, que leva o nome de IMPUNIDADE, se revelou, como se vê com absoluta clareza por tudo que está acontecendo por todos os cantos do nosso país, como uma medida de extremo sucesso. No início, muita gente até mostrou certa desconfiança,  imaginando que se tratava de uma -pegadinha-. Entretanto, com o passar do tempo mais e mais brasileiros foram se convencendo de que o incentivo ao crime era mesmo PARA VALER. 

CONSCIÊNCIA SUFOCADA

O programa, como se vê, se revelou como extremamente exitoso. A criminalidade, depois que começou a andar de mãos dadas com a impunidade, fez com que muitos adeptos, para se livrar de eventuais sentimentos de culpa ou remorso, tratassem de sufocar a própria consciência. Bingo! Livres do incômodo que a consciência viva impõe,  as atitudes criminosas ficaram bem naturais.  

ALA DOS INDIGNADOS

Aqueles que ainda não enveredaram para o auspicioso e emocionante mundo do crime, sem saber o que fazer, além de se tornarem vítimas de todos os tipos de bandidos, constituíram uma inofensiva -ALA DOS INDIGNADOS-, que, amedrontada, só tem o direito de GRITAR e o dever de PAGAR. 

CALVÁRIO

Como o crime exige muito dos seus seguidores, ninguém mais pensa no Brasil. Aliás, faz muito tempo que ninguém pensa no nosso triste país, a não ser para levá-lo ao calvário. Pois, envolvido neste revolto mar de lama, que só faz o Brasil perder e/ou afundar, a conta só aumenta. Uns pagam com a própria vida; outros com impostos, cada vez mais elevados, para satisfazer os rombos cometidos pelos bandidos. 
 

A FAVOR DO CRIME

Quando a parcela da sociedade que se manifesta avessa ao crime tenta de alguma forma acabar com a IMPUNIDADE, no nascedouro já é imediatamente rechaçada.  Como se não tivesse entendido que o CRIME foi instituído por lei e como tal deve ser preservado. Não tem esta de eleger UMA, DUAS OU DEZ MEDIDAS CONTRA A CORRUPÇÃO. Ao contrário, qualquer medida deve ser imposta com o propósito de ser sempre a FAVOR DO CRIME. 

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MARKET PLACE

  • FOCUS

    Na pesquisa Focus divulgada hoje:

    1- a projeção para o IPCA ao final de 2017 caiu de 3,95% na semana anterior para 3,90%, já para o final de 2018 permaneceu em 4,40%. Para 2019 e 2020, as projeções seguiram em 4,25%.

    2- a expectativa para a taxa de câmbio se elevou de R$ 3,25/US$ para R$ 3,30/US$ ao final de 2017, e de R$ 3,37/US$ para R$ 3,40/US$ em 2018.

    3- a projeção para a taxa de crescimento do PIB de 2017 teve leve alta de 0,49% para 0,50%, enquanto para 2018 a projeção recuou de 2,48% para 2,40%.

    4- a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 8,50% ao final de 2017 e de 2018.
     

  • DIA DA LIBERDADE DE IMPOSTOS

    Amanhã, terça-feira, 6 de junho, acontece a 13ª edição do Dia da Liberdade de Impostos (DLI). A iniciativa é promovida pelo Instituto Liberdade, pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), pelo Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no RS (Sulpetro), e conta com a parceria da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL). A campanha consiste na tradicional venda de gasolina sem impostos para os consumidores.

    Este ano, com mais que o dobro de estabelecimentos aderindo, 63 mil litros de gasolina serão vendidos com valores reduzidos na ação, que ocorrerá em 21 postos de combustíveis em 12 cidades gaúchas: Porto Alegre, Gravataí, Caçapava do Sul, Cachoeirinha, Caxias do Sul, Pelotas, Passo Fundo, Portão, Rio Grande, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Santa Rosa . As ações também serão realizadas em outras capitais nacionais.

     

  • DESCONHECIMENTO ESTARRECEDOR

    Como bem esclarece Ricardo Bergamini, é estarrecedor o grau de desconhecimento do estudo da macroeconomia no debate sobre o fim da recessão no Brasil, para um país que em 2016 retornou aos indicadores de PIB CORRENTE E PIB PER CAPITA em dólares próximo ao ano de 2008.

    Bergamini alerta que uma tragédia dessa magnitude levará, no mínimo, dez anos para colocar o Brasil nos patamares do ano de 2011, com PIB CORRENTE de US$ 2.614,5 bilhões e PIB PER CAPITA de US$ 13.237,00, mesmo sabendo que foram obtidos com a supervalorização, em torno de 175% em dólares do mercado de commodities, no período de 2003 até 2011, com fartura de crédito, gerando uma ilusão monetária de crescimento que desabou quando esse mercado despencou a partir do ano 2012, mas será o que vai ficar registrado nas séries históricas do IBGE.

FRASE DO DIA

A verdadeira dificuldade não está em aceitar ideias novas, mas escapar das antigas.

Keynes