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A FANTÁSTICA FÁBRICA DE ROMBOS

ANO XIV - Nº 007/14 -

MAIOR PROBLEMA

Pela enésima vez volto ao assunto PREVIDÊNCIA que, inequivocamente  é o MAIOR PROBLEMA do nosso empobrecido Brasil, incluindo aí a União, Estados e Municípios. Esta enorme encrenca, como tenho referido inúmeras vezes, se transformou numa FANTÁSTICA FÁBRICA DE ROMBOS NAS CONTAS PÚBLICAS E EXAGERADA INJUSTIÇA SOCIAL.

QUADRO DANTESCO

Diante deste QUADRO DANTESCO, pintado com tintas que revelam a soma dos mais injustos e excessivos privilégios concedidos ao setor público com o equivocado REGIME DE REPARTIÇÃO, cujas contribuições dos trabalhadores são absolutamente insuficientes para atender à despesa da folha dos aposentados, só vou descansar depois da aprovação das medidas que levem ao FECHAMENTO DA FÁBRICA.

ESPECULAÇÃO

Pois, neste momento em que se especula, de todas as formas e cálculos, qual projeto de REFORMA DA PREVIDÊNCIA deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional, o que mais vejo é uma costumeira confusão promovida por boa parte da mídia, carregada de enormes doses de bobagens que são ditas a toda hora sobre o GRANDE E MAIOR PROBLEMA.

EXPOSIÇÃO DO QUADRO PINTADO EM 2018

Como o assunto é muito sério, volto a expor o QUADRO DANTESCO da edição do ano de 2018, aproveitando o estudo feito pelo economista Ricardo Bergamini, 

- Em 2018 o INSS, ou Regime Geral de Previdência Social, destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas) com 97,5 milhões de participantes (65,1 milhões de contribuintes e 32,4 milhões de beneficiários) gerou um ROMBO PREVIDENCIÁRIO da ordem de R$ 192,5 bilhões (déficit per capita de R$ 1.974,35).

- Em 2018 o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) – da UNIÃO, 26 ESTADOS, DF e 2.123 MUNICÍPIOS mais ricos, com apenas 10,4 milhões de participantes (6,4 milhões de contribuintes e 4,0 milhões de beneficiários) gerou um ROMBO PREVIDENCIÁRIO da ordem de R$ 187,1 bilhões (déficit per capita de R$ 17.990,39).

ROMBO TOTAL

Somando os ROMBOS,  - Em 2018 a PREVIDÊNCIA SOCIAL total (RGPS + RPPS) gerou um ROMBO de R$ 379,6 bilhões, que foram cobertos com impostos pagos por todos os brasileiros, como os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente este composto de quase a metade da população economicamente ativa.

Detalhe: esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.

DETALHE

Este esclarecimento precisa ser dito e repetido centenas de milhares de vezes até que seja definitivamente compreendido. A mídia, quando se interessa pelo tema, só destaca o ROMBO do INSS, que em 2018 foi de R$ 192, 5 bilhões, deixando de fora o estúpido e catastrófico ROMBO promovido pela Previdência dos Servidores Públicos, que, em 2018, somou  R$ 187,1 bilhões. 

Detalhe: mesmo com uma boa e certeira REFORMA, a PREVIDÊNCIA seguirá, por muito tempo, sendo DEFICITÁRIA. Afinal, o estoque, que não é pequeno, precisará ser honrado.

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título - O LUXUOSO BERÇÁRIO DA MISÉRIA-:

     “Quanto mais te cavo, e em ti me aprofundo, mais descubro que em ti não há fundo”. Henrik Ibsen.

              O que pode ser muito pior do que a corrupção, esse câncer financeiro e moral que tanto dano causa ao país? Que obra nefasta sepulta mais oportunidades, desemprega mais, afasta maior número de investidores, e desqualifica a educação tanto quanto, ou ainda mais do que os desvios de finalidade a que é submetida?

              Refiro-me à irresponsabilidade fiscal. Ela é companheira de um setor público que se agigantou sobre os ombros da sociedade. Aliás, o Estado brasileiro não leu Esopo e sacrifica, todo dia, poedeiras de ovos de ouro. Nos altiplanos da pátria, os poderes de Estado se expandem incessantemente, acumulando uma casca sobre a outra, qual cebola, como talvez a descrevesse Ibsen com a analogia do verso em epígrafe.

              Os números da corrupção vão dos milhares de reais aos bilhões de reais. É dentro dos limites bem amplos dessa escala que eles podem ser contados. Já os números do gasto público financiado com endividamento se medem em trilhões de reais. Se amortizados, como deveriam ser, consumiriam metade do orçamento da União; se rolados, custam a cada virada de folhinha, centenas de bilhões de reais. Todo ano, fazem sumir valor muito superior ao da corrupção acumulada em muito tempo.

              Uma face visível desse monstro pode ser apreciada nas 12 mil obras paradas (metade das quais sob responsabilidade da União). Mas há outra, mais pérfida, que se expressa na indigência, no abandono e na miséria a que vivem submetidos dezenas de milhões de brasileiros que deveriam ocupar o foco da atenção desse mesmo Estado, desse mesmo setor público. Isso é injustiça que dói na pele da mais tosca sensibilidade.

              No entanto, em que pesem os números, chamou-me a atenção a falta de eco, por exemplo, às manifestações de uns poucos novos congressistas por austeridade, por redução das despesas autorizadas e de seus quadros de assessores. Os montantes assim obtidos fazem pouca cócega no fundo em que se cava, para dizer como o poeta norueguês, mas atitude – ah, a atitude! – elegeu Bolsonaro, mobilizou dezenas de milhões, e tem poderoso efeito multiplicador.

              Pense na força das poderosas corporações funcionais; pondere o modo leviano como medidas saneadoras dormem nas gavetas de alguns ministros do STF; reflita sobre como, em tantos níveis, o Poder Judiciário e seus órgãos auxiliares expedem determinações que envolvem gasto público sem qualquer cobertura; imagine a barragem que desaba quando 11 ministros majoram os próprios vencimentos; avalie a facilidade com que se criam conselhos nacionais, conselhos superiores, órgãos colegiados, agências nacionais, que logo terão seus palácios em Brasília e extravagantes folhas de pagamento; dê uma olhada no preço final das vinculações e isonomias; atente ao quanto tem custado comprar apoio parlamentar mediante favores prestados com recursos públicos; calcule os preços de deliberações parlamentares arrancadas por lotadas galerias cujo único interesse é enviar a todos os demais a conta de suas postulações.

              Vejo no governo e vi em alguns congressistas atitude avessa a isso. Mas falta testemunhá-la no recinto dos grandes privilégios, no âmbito das grandes decisões. Ou seja, no luxuoso berçário da miséria. Diante do Palácio da Alvorada, a escultura “As Iaras” (duas mulheres puxando os próprios cabelos), talvez representem, sem querer, uma antevisão do desespero que, por tanto tempo, se iria abateria sobre sucessivas gerações de brasileiros.

  • MÚSICA NA PRAÇA

    A rede Bourbon Shopping e o Moinhos Shopping irão garantir muita música de qualidade nesse início de 2019. Isso porque o Música na Praça, projeto musical iniciado em 2017, volta para mais uma temporada de apresentações valorizando a cena cultural gaúcha. A partir do dia sete de fevereiro, em todas as quintas-feiras até o mês de abril, shows musicais com cantores gaúchos serão realizados simultaneamente em cinco empreendimentos da AIRAZ Administradora. Para cada semana, os clientes poderão escolher qual artista gostariam de acompanhar, e se programarem para curtir as noites de quinta-feira ao embalo de seus estilos favoritos.
    O público poderá contar com diferentes estilos musicais, que percorrerão o samba, o pop, a MPB e o rock, interpretados por nomes conhecidos da cena musical gaúcha, como Bibiana Petek, Cleiton Amorin, Eduardo Pitta, Rafa Machado e Wagner Torre. Serão palco das apresentações as Praças de Alimentação do Bourbon Wallig, Bourbon Assis Brasil, Bourbon Novo Hamburgo, do Porto Alegre Center Lar e do Moinhos Shopping. Os shows terão início entre 18h e 19h, de acordo com horário definido em cada local.

  • VIPLET

    A já consagrada campanha de liquidação VIPLET da rede Bourbon Shopping e Moinhos Shopping, irá movimentar as lojas da rede em sua quarta edição. De seis a 10 de fevereiro, além de produtos com descontos de até 70%, a campanha traz uma novidade: 10 viagens com acompanhante para o Rio de Janeiro e entradas em camarote exclusivo em pleno Sambódromo da Marquês da Sapucaí para acompanhar o desfile das escolas de samba.
    Para concorrer, basta trocar R$ 200,00 em notas fiscais de compras realizadas no período da campanha por um cupom. A troca de notas e o depósito dos cupons poderão ser realizados nos balcões promocionais localizados nos shoppings. Os sorteios dos cupons distribuídos no Bourbon Wallig, Bourbon Country, Bourbon Ipiranga e Bourbon Assis Brasil acontecem no dia 11 de fevereiro, enquanto que os sorteios no Bourbon São Leopoldo, Bourbon Novo Hamburgo e Moinhos Shopping, no dia 12 de fevereiro.
     

FRASE DO DIA

Só uma crise, real ou percebida, produz mudança real.

Milton Friedman