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A EMPATIA AJUDA A ENTENDER A VONTADE DO POVO

ANO XIV - Nº 007/14 -

INTERVENÇÃO MILITAR

Primeiramente devo confessar que vejo com grande preocupação uma eventual, mas sempre possível, intervenção militar como forma de controlar os -podres- poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do nosso complicado e injusto país.

EMPATIA

Entretanto, quando me coloco, de forma objetiva e racional (empatia) no lugar (mente) do enorme contingente de brasileiros que exigem, o quanto antes, a intervenção das Forças Armadas como forma de dar um definitivo BASTA na corrupção, na incompetência e nos -garantidos e irremovíveis- privilégios, os meus argumentos cessam imediatamente.

SENTIMENTO ADQUIRIDO

A bem da verdade devo admitir que a cada editorial que escrevo, mostrando as atrocidades obtidas e mantidas de forma repugnante através dos imexíveis e perpétuos Direitos Adquiridos, não tenho como contestar o sentimento de revolta que acabo promovendo na mente dos leitores mais sensíveis.

ESTÍMULO

A propósito: quanto mais digo, e afirmo, objetivamente, que o fim dos privilégios impagáveis e injustos só se torna possível através do emprego da força, uma vez que a nossa Constituição não concede tal permissão, mais estou estimulando, ainda que não fosse essa a minha intenção, a necessidade de uma imediata -intervenção militar- como solução daquilo (verdadeiros crimes) que a nossa democracia simplesmente não permite.

MENTIROSA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Portanto, da mesma forma como quero, e prego, o fim dos privilégios, que considero como MÃE da corrupção e da má gestão, levo muitos leitores a pensar e reagir da mesma forma. E faço isto baseado na própria, porém mentirosa Constituição Federal, que assegura mas não cumpre, o que dispõe em seu Artigo 5º, onde se lê: "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade."

RESUMO DA ÓPERA

De novo: de nada adianta querer o fim dos privilégios pela via democrática quando se sabe que a maioria deles está fortemente protegido por LEIS PÉTREAS, do tipo que só podem ser revogadas (se esta for a vontade dos constituintes da hora) com uma nova Constituição.

Resumo da ópera: esta parcela do povo que está pedindo a intervenção das Forças Armadas age assim porque está convencido de que só esta instituição tem efetiva capacidade para acabar com a INJUSTIÇA SOCIAL que impera abertamente no nosso empobrecido Brasil.

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MARKET PLACE

  • VOCÊ SABIA....

    Se você ainda não sabia, agora vai saber que no STF tem:
    554 milhões de reais de custeio;
    11 deuses chamados Ministros;
    2450 funcionários;
    25 encanadores com salário de 11 mil reais;
    19 jornalistas com salário de 20 mil reais;
    223 vigilantes com salário de 8 mil reais;
    24 copeiros com salário de 6,5 mil reais;
    27 garçons com salário de 8 mil reais;
    58 motoristas com salário de 12 mil reais;
    12 auxiliares de desenvolvimento infantil, com salário de 25 mil reais;
    8 auxiliares de saúde bucal com salário de 22 mil reais;
    3 engraxates com salário de 3,8 mil reais;
    4 cabeleireiros com salário de 5 mil reais;
    1 decorador de interiores com salário de 17 mil reais;
    8 jardineiros com salário de 7 mil reais;
    11 auxiliares de cadeira (seguram a cadeira para o ministro sentar). Que tal?

  • ÍNDICES DE PREÇOS

    1- O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,32% em outubro, ganhando força em relação ao aumento marginal de 0,02% observado em setembro, conforme dados da Fipe. No ano, o índice acumula alta de 1,42% e de 2,30% em 12 meses.

    2- No Relatório de Mercado Focus, as estimativas para a inflação ao final deste ano subiram pela quarta semana seguida, ficando em 3,08%. Um mês atrás, as projeções para o IPCA eram de 2,95%.

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o conteúdo produzido pelo pensador Percival Puggina, com o título: O ENEM, PARA OS NÃO INGÊNUOS:

    A maioria dos brasileiros não sabe como funciona o Enem, o tal Exame Nacional do Ensino Médio. Nem imagina como um aluno possa prestar exame no Amazonas e ser qualificado para cursar Arte Dramática no Rio Grande do Sul. Menos ainda haverá de entender a lógica dessa perambulação acadêmica em meio à miscelânea das cotas, das linhas de corte e múltiplas escolhas (como se a opção por uma graduação universitária fosse questão de nota, da cor da pele e de onde se estudou antes, e não de vocação).

    Pois eu também não consigo penetrar nesse emaranhado. Mas sei, a esse respeito, algo que todos deveriam saber. O Enem é um dos mais importantes instrumentos de concentração do poder político nas mãos de quem já o detém e nele se incrustou de modo quase irreversível. É parte de um projeto de hegemonia que já conta quase quatro décadas de planejamento e execução. Tudo se faz de modo solerte e gradual, para que a sociedade não perceba estar transferindo soberania e sendo politicamente manipulada. De fato, se não somos agentes desse projeto, se não compomos quaisquer dos grupos ideológicos e de interesse que se articulam para esse fim, tornamo-nos inocentes inúteis, cidadãos descartados de uma democracia a caminho da extinção por perda de poder popular e inanição do poder local.

    É possível que o leitor destas linhas considere que estou delirando. Ou que não seja bem assim. Talvez diga que mudei de assunto e que o primeiro parágrafo acima nada tem a ver com o segundo, ou seja, que Enem nada tem a ver com poder. Pois saiba que tem, sim. Peço-lhe que observe a realidade do município onde vive. Qual o poder do seu prefeito, ou de sua Câmara Municipal? O que eles, efetivamente, podem realizar pela comunidade? Da ambulância ao asfaltamento da avenida, quais os sinais de progresso que acontecem aí sem que algo caia da mão dadivosa da União? Quais são as leis locais que você considera importante conhecer? E no Estado? Tanto o Legislativo quanto o Executivo constituem poderes cada vez mais vazios, que vivem de promessas e criação de expectativas, empurrando a letargia com a barriga e empanturrando a sociedade de palavras.

    Observe que todas as políticas de Estado que podem fazer algum sentido na vida das pessoas são anunciadas no plano federal (que venham a acontecer é outra conversa). Por quê? Porque é lá que estão concentrados os recursos. O poder político que comanda o país conta muito com seu elenco de prerrogativas exclusivas. Mas o poder que tudo pode, como temos testemunhado à exaustão, pode até o que não deve poder. Esse monstrengo chamado Enem não é apenas uma fonte de colossais trapalhadas. É um instrumento de poder. Impõe a homogeneização de currículos. Regula visão de mundo, de história e de sociedade. Controla posições sobre pautas políticas e violenta a liberdade de opinião dos estudantes. Age contra as diversidades regionais ideologizando as múltiplas escolhas e transmitindo a sensação de que a Educação, o exame e o ingresso no ensino de terceiro grau são dádivas de um onisciente guru brasiliense que tem o gabarito de todas as provas. Estou descrevendo a ação abusiva de um gigante das sombras: o poder dos burocratas instalados no Ministério da Educação.

    As cartilhas, os livros distribuídos às escolas, os muitos programas nacionais voltados ao famigerado "politicamente correto", a imposição da ideologia de gênero, tudo flui para o Enem e dele necessita. Ele serve aos oráculos de um projeto de poder, do único que de fato mobiliza energias políticas no país, de modo permanente, há quase quatro décadas.

FRASE DO DIA

Saber e não fazer, ainda é não saber.

Zen