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A ECONOMIA É DINÂMICA

ANO XIV - Nº 007/14 -

ECONOMIA

Quando o assunto é ECONOMIA, por ser uma ciência dinâmica, que se move de acordo com o comportamento da produção, distribuição e consumo de bens e serviços, tudo que venha a ser dito e/ou repetido tem prazo de validade incerto. O que, por óbvio, torna o tema inesgotável. Mais ainda nos países onde há intromissão governamental, como é o caso, infelizmente, do nosso sofrido Brasil.

 

CURVAS SENOIDAIS

Ao natural, a quase totalidade dos gráficos que medem o comportamento de preços de qualquer produto ou serviço, graças à lei da oferta e da procura mostram curvas senoidais, com constantes picos e vales. Da mesma forma, aliás, como se comporta também o nosso coração, por força dos constantes batimentos. 

MERCADO PRISIONEIRO

Considerando que o CAPITALISMO não prospera onde o MERCADO é prisioneiro (caso do Brasil, repito), aí o que acontece é a ECONOMIA ficar à mercê das ações do GOVERNO. Isto ficou ainda mais claro quando o governo do PT, com Lula e Dilma, impôs a desastrosa MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA, que levou a ECONOMIA BRASILEIRA ao CAOS ABSOLUTO. 

ESCLARECIMENTO

Como o ESCLARECIMENTO requer uso constante da LÓGICA DO RACIOCÍNIO, e mesmo assim é preciso ser muito paciente e extremamente didático para ser melhor entendido, prefiro usar exemplos de países que adotaram MAIS LIBERDADE como instrumento de DESENVOLVIMENTO E CRESCIMENTO.

Da mesma forma mostro o que acontece com a ECONOMIA nos países onde a LIBERDADE foi encolhendo ou mesmo suprimida.   

LEIS ECONÔMICAS

É mais do que notório que as leis -econômicas- que vigoram no nosso país, por força de governos interventores, não permitem que o Brasil se direcione para o crescimento e desenvolvimento. É extremamente importante e necessário que todos entendam que só poderá haver mais emprego quando as leis trabalhistas assim o permitirem. Não se trata da minha vontade, mas apenas da lógica. 

 

GASTOS DE GOVERNO

Da mesma forma, os GASTOS DE GOVERNO. Hoje, todos pagam impostos e a maioria dos recursos arrecadados vão, basicamente, para os bolsos e contas bancárias de PRIVILEGIADOS. Ora, isto só pode ser resolvido quando todos forem iguais perante a lei, como, aliás, está escrito na Constituição (embora não esteja sendo cumprido).

Mais: se todos os brasileiros devem dar a quota de sacrifício, todos devem receber o mesmo tratamento.  De novo: não se trata da minha vontade, mas, apenas, da lógica e da justiça.   

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MARKET PLACE

  • IPC-FIPE

    De acordo com dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,32% em janeiro, mostrando expressiva desaceleração ante dezembro, quando apresentou aumento de 0,72%. O resultado veio abaixo das expectativas de alta entre 0,43% e 0,64%. Em 12 meses até janeiro, o índice acumulou alta de 5,44%.

  • TEXTO DO PUGGINA

    Eis o texto produzido pelo pensador Percival Puggina, com o título: AH, SE A ODEBRECHT CONSTRUÍSSE PRESÍDIOS!. Boa leitura!

     

            Como relatei noutro artigo, meu primeiro local de trabalho, aos 18 anos, foi o então modelar presídio Central de Porto Alegre, inaugurado havia pouco tempo. De lá para cá, por mais de meio século, acompanhei, no noticiário, sua degradação. Um conjunto de fatores a impulsionou: desenfreado aumento da criminalidade, superpopulação carcerária, decomposição física das instalações e escassez de recursos humanos e materiais.

    No final dos anos 90, conhecido militante de direitos humanos com foco nos direitos dos presos convidou-me para acompanhá-lo numa visita ao Central. Já então, antevendo o agravamento da insegurança que estava por vir, eu exigia, publicamente, maior rigor nas penas. E ele, pelo viés oposto, combatia o uso excessivo das sentenças de prisão. Para convencer-me a aceitar sua sugestão, meu interlocutor usou o seguinte argumento: "Puggina, não há como intuir o que seja uma semana naquele lugar. Só indo lá para compreender". Declinei do convite porque, segundo lhe disse, para imaginar o inferno bastavam-me as imagens periodicamente disponibilizadas pela imprensa nacional. Na sequência, vali-me da sua argumentação para dar mais vigor a meu ponto de vista. Disse-lhe: "Se aqueles que conhecem o inferno por dentro não se importam de assumir os riscos envolvidos nas atividades criminosas que os levam para lá, que motivo tenho eu, que já tive carros roubados e fui ameaçado por revólver, para me seduzir com qualquer compassivo projeto de esvaziamento das prisões?".

    Ainda que, sob todos os aspectos, nas duas décadas posteriores a esse diálogo, o inferno prisional tenha agravado suas aflições, mantenho a mesma opinião. Os zeladores dos direitos dos presos, por sua vez, seguem clamando por desencarceramento. E a esquerda continua manipulando fatos e dados para prestidigitar o óbvio: bandido preso não está na rua estuprando, matando, roubando, traficando.

    Recente editorial de O Estado de São Paulo revela que os governos petistas, ao longo de 14 anos, dispuseram de R$ 5 bilhões no orçamento da União como dotação para o Fundo Penitenciário. E, desse montante, os sensitivos protetores de bandidos não aplicaram senão 14%! Feitas as devidas exceções, não foi diferente a atitude dos nossos congressistas, desinteressados de cobrar a aplicação de tais verbas. Como se sabe, na maior parte, são esmerados zeladores das próprias moedas e da liberação de suas emendas parlamentares. E apenas delas.

    Em compensação - para tudo há uma compensação -, enquanto mandamos nossos condenados ao inferno do sistema carcerário, nossa lei nº 7210, que trata das execuções penais, é coisa de deixar constrangidos suíços e suecos. A lei atribui aos apenados brasileiros estupendas "garantias legais": atenção à saúde, assistência material, jurídica, educacional, social e religiosa, extensíveis aos egressos. E suas penas devem ser cumpridas em estabelecimentos dotados de instalações para trabalho, lazer, esportes, estudo e até mesmo estágio para apenados que sejam estudantes universitários. E por aí vai. Uma lei para o paraíso, concebida no mundo da lua. Uma realidade para o inferno, gerada na desídia, corrupção e vício. Ah, se a Odebrecht construísse presídios!

    "Nossa guerra não é contra a sociedade!", proclamou outro dia um encapuzado, em manifesto do PCC à nação, postado no YouTube. Pergunto: como não, bro? De que peculiar de conflito fazem parte os milhões que perdem suas vidas e seus bens para o crime organizado e desorganizado?

    Não nego os direitos dos presos, mas não hesito em afirmar que quando se fala em direitos há ordenamentos impostos pela moral e pelo senso comum. E o bem da sociedade que vive segundo a lei precede o bem daqueles que optam por viver fora dela.  

FRASE DO DIA

O fantasioso nega a verdade para si mesmo; o mentiroso apenas para os outros.

Friedrich Nietzsche