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A DRAMÁTICA FALTA DO DISCERNIMENTO

ANO XIV - Nº 007/14 -

PAÍS ANALFABETO EM ECONOMIA

No artigo que escreveu fazendo referência à excelente entrevista concedida pelo economista Gustavo Franco no programa Roda Viva (TV Cultura) desta segunda-feira, o pensador Rodrigo Constantino foi cirúrgico ao dizer:  - o Brasil é, de fato, analfabeto quando o assunto é economia. Heterodoxias esquerdistas ainda seduzem muitos, ocupam espaços na mídia e chegam ao poder por meio dos “especialistas” que se recusam a abandonar o fracasso.  ( http://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/gustavo-franco-no-roda-viva-uma-sinfonia-de-beethoven-em-meio-um-pancadao-funk/?utm_medium=feed&utm_source=feedpress.me&utm_campaign=Feed%3A+rconstantino)

POUCOS ESTÃO PREPARADOS PARA APRENDER

Constantino fez esta correta afirmação convencido de que muito do que Gustavo Franco disse, ao responder as perguntas dos jornalistas convidados, não tem a menor chance de ser compreendido por parte da imensa maioria da população. O que é uma pena, pois Franco tem muito a ensinar, mas nem todos estão preparados para aprender, como arremata Rodrigo Constantino no seu bom texto.

BAIXA ESCOLARIDADE

Esta triste, porém verdadeira constatação, nada mais é do que o puro reflexo da baixa escolaridade que impera no nosso empobrecido país. E para piorar ainda mais, quase todos os brasileiros, por vontade própria, como revelam em todas as rodas e pesquisas, desconhecem por completo não apenas a economia e/ou a matemática, matérias determinantes para o desenvolvimento do raciocínio lógico e/ou discernimento assim como do uso do bom senso. 

NEM PREVENTIVO NEM CURATIVO

Aliás, o já crônico e quase que incurável -DÉFICIT PÚBLICO- explica com todas as letras e números o quanto o brasileiro não é minimamente PREVENTIVO. Como se isto não bastasse, quando o Brasil se vê diante da necessidade urgente de atacar os graves problemas dos GASTOS PÚBLICOS, que, repito, poderiam (todos) ser evitados se houvesse alguma preocupação com a PREVENÇÃO, o que mais preocupa ainda é a falta de  interesse em ser CURATIVO.

ARREMEDO

Esta afirmação está total e absolutamente respaldada na inacreditável falta de disposição que o povo, através de seus representantes na Câmara dos Deputados, mostra para aprovar a REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Nem mesmo este arremedo pobre extremamente insuficiente que resultou do projeto (já tímido) inicialmente enviado pelo governo. 

NATURAL

Volto a afirmar: é pra lá de natural que todos aqueles que recebem algum tipo de privilégios resistam com todas as suas forças para não perder coisa alguma. Mesmo os convencidos de que as vantagens que recebem são pagas pela sociedade que não tem tais direitos. O que não tem coisa alguma de natural é aceitar que os pagadores desta pesada, cruel e injusta conta se manifestem contra a REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Pode? Isto só pode ser explicado pela psicanálise profunda.

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MARKET PLACE

  • IGP-M

    O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) ganhou força e subiu 0,52% em novembro, acelerando-se em relação à alta de 0,20% em outubro, informou hoje a FGV. O resultado ficou acima da mediana projetada pelo Termômetro CMA, de +0,44%. Com isso, o IGP-M acumula quedas de 1,40% no ano e de 0,86% em 12 meses, até este mês.

  • SEM PRIVILÉGIOS

    É grande a expectativa de que STF, ao homologar o acordo firmado entre a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e a Frente Brasileira dos Poupadores (Febrapo) para encerrar disputas judiciais relativas às perdas de poupadores durante os Planos Bresser, de 197, o Verão, de 1989, o Collor 1 de 1990 e o Collor 2 de 1991 estenda o pagamento a todos os poupadores que têm  direito a este caso. 

    De acordo com uma fonte, o STF tem preferido não privilegiar apenas as ações vigentes e abrir espaço para todos os possíveis lesados para evitar a abertura de novos processos. Segundo o analista da Austin Ratings, Luis
    Santacreu, faria sentido a expansão para todos os possíveis lesados receberem o dinheiro.

    "Acho justo, precisa universalizar o direito. É uma medida justa. A questão que fica é que, caso isso aconteça,  os bancos terão que dar o devido esclarecimento aos seus clientes em um prazo hábil", comentou  Santacreu, ,
    ligando ao que aconteceu no pagamento das contas inativas do FGTS. "Com a diferença que não serão apenas
    concentrados em um banco".

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o bom artigo escrito pelo pensador Darcy Francisco dos Santos com o título -A CONTA CHEGOU...:

    A lei de responsabilidade fiscal (LRF) fixou a despesa com pessoal estadual em 60% da receita corrente líquida (RCL), relacionando em seu artigo 18 os vários itens que a compõem. A RCL é parte da receita corrente que fica com o Estado.
    Ao fixar a despesa com pessoal em 60%, deixou uma margem de 40% para cobrir as demais despesas do governo, inclusive pagar a dívida, e fazer investimentos. Em suma, buscou o necessário equilíbrio orçamentário.
    O cumprimento adequado da LRF depende do conselho de gestão fiscal, cujo projeto de lei de criação foi encaminhado ao Congresso Nacional em 2000 e está até hoje pendente aprovação. Com isso, ficou um vazio, que foi ocupado pelos tribunais de contas estaduais.
    No RS, em 2001, nosso Tribunal de Contas retirou uma série de itens que, pela LRF, seriam despesa com pessoal, como: assistência médica, auxílio funeral, creche, refeições, pensão por morte etc. Em seu entendimento, esses itens não são despesa com pessoal, porque o art. 169 da Constituição Federal só se refere a pessoal ativo e inativo, como se as despesas citadas fossem soltas e não se destinassem aos servidores estaduais. São despesas indiretas, mas com pessoal, sim!
    Ao excluir despesas correspondentes a 15% da RCL, mas que continuarão sendo pagas, retirou a eficácia da lei . Assim, quando a despesa atingir os 60%, estará, de fato, em 75%, impossibilitando o equilíbrio orçamentário, porque os 25% restantes não pagam nem o custeio integralmente, muitos menos a dívida e os investimentos.
    Mas isso possibilitou aos demais Poderes e órgãos especiais ficarem dentro dos limites da lei. E o Poder Executivo deixou de ter as sansões que advém de seu não cumprimento. Enfim, estabeleceu-se uma cumplicidade conveniente.
    No entanto, ninguém ia imaginar que mais tarde, para aderir a um regime de recuperação fiscal, fosse necessário comprovar um percentual maior em pessoal. Na realidade o Estado aplica bem mais, só que pelos demonstrativos citados (maquilados) isso não aparece.
    Como diz o ditado popular: a “mentira tem perna curta” e a verdade se fez presente, cobrando sua conta.
     

FRASE DO DIA

Há momentos em que você precisa escolher entre virar a página ou fechar o livro.