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A DIFERENÇA É A TRIBUTAÇÃO

ANO XIV - Nº 007/14 -

CONHECENDO A DIFICULDADE

Conversando longamente, ontem, na Expointer, com o presidente da B&MF, Manoel Cintra Neto, perguntei a ele quais as razões para o Brasil estar numa fantástica posição de maior produtor mundial de várias commodities agrícolas, mas sem conseguir promover uma comercialização das mesmas nos mercados à vista e futuro. A resposta veio cheia de simplicidade: o problema é tributário. Os nossos contratos de negociação, os instrumentos de derivativos, o sistema de liquidação e as câmaras de compensações, utilizadas e desenvolvidas pela BM&F estão entre os mais modernos do mundo. Obedecem aos padrões internacionais e poderiam produzir um grande centro de liquidez aqui no Brasil para as nossas commodities.

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Mas o tratamento fiscal que o governo nos impõe, impede o desenvolvimento dos mercados. É exatamente por isso que empresas e grandes produtores brasileiros fazem operações de hedge nas bolsas de Chicago, onde só a inteligência impera. Alguns avanços até já estão sendo obtidos nas conversações com o governo, mas bem longe de poderem ser comemoradas. O ministro Palocci, confirmou Cintra Neto, está bem informado sobre o assunto, pois até fez um périplo pelas bolsas e corretoras de N.York e Chicago, a convite da BM&F. Espera-se que esta constatação ? in loco ? tenha contribuído para um devido conhecimento sobre o assunto. E que prospere o entendimento e que as decisões apareçam o mais rápido possível.

VOTA BUSH!

Não me atrevo a dizer quem vai ganhar as eleições americanas. Pelas últimas pesquisas, Bush está um pouco a frente de Kerry, mas nada que possa esclarecer uma preferência nítida. Uma coisa, no entanto, Bush está conseguindo mexer com a cabeça dos eleitores: quer manter a todo o custo os terroristas longe dos EUA. Antes de enfrentá-los dentro, prefere atacá-los na origem, embora já não tenham um único endereço. Estão em todo o mundo e em todos os lugares. A Convenção dos Republicanos, em Nova York, bem traduzida, informa que os pró-Kerry tentaram demonstrar ao mundo que eram muitos. Contaram aí com as redes de televisão que detestam Bush, como foi o caso da Rede Globo, no Brasil. Mas, tão logo se iniciaram os trabalhos e a festa, as coisas mudaram. E Bush foi muito festejado. Vota Bush!

FEIRA MÚLTIPLA

A EXPOINTER não é mais uma feira de animais há muito tempo. São várias feiras num mesmo ambiente, que se complementam com muita harmonia. O setor de máquinas agrícolas, por exemplo, que já ostenta a posição de maior expositor por vendas realizadas, deve atingir R$ 200 milhões de faturamento nesta edição. Ainda um valor muito tímido, no entanto, se comparado com a Agrishow, de Ribeirão Preto, que movimenta R$ 1,3 bilhão. O artesanato também já tem presença forte no Parque assim como a agricultura familiar. Mas o charme ainda pertence ao setor pecuário, pelas premiações e desfiles constantes dos belíssimos animas que são selecionados para participarem do show das passarelas. Aí se vê o resultado da genética aplicada que nada deve aos países mas desenvolvidos.

ATRAÇÃO DE INVESTIDORES

Diante deste quadro já se percebe as razões para os estrangeiros de todo o mundo estarem embarcando na rápida expansão da agricultura brasileira e, sem alardes, comprando terras no país para investir no setor. Alta produtividade, fazendas ainda a baixo custo e a possibilidade de até duas safras no mesmo ano são alguns dos atrativos do agronegócio brasileiro. Principalmente na Bahia. O país ainda não tem dados oficiais disponíveis que atestem o tamanho da participação externa, mas operadores do mercado dizem já sentir a presença dos estrangeiros, principalmente americanos.

CHINESES

Mas não são só os americanos. Os atrativos também despertam interesse do outro lado do mundo, do governo e de empresários chineses. No início do mês, a Câmara de Comércio China-Brasil anunciou o interesse chinês na compra de terras para o plantio de soja. Segundo o presidente a Câmara de Comércio China-Brasil, Charles Tang, a China investirá nos setores que possam assegurar-lhe um fornecimento confiável e regular dos produtos estratégicos de que o país necessita para seu crescimento econômico e para alimentação do seu povo. Além da soja, interessa a produção de cana e de matéria-prima para a gigantesca indústria têxtil chinesa. Como se observa, os brasileiros não estão a China com o mesmo interesse que os chineses estão vinda para cá.

BOM, NÉ?

A China será em breve o maior importador de álcool do mundo e é um grande importador de algodão\", ressalta Tang, que diz mais: - Para manter e até mesmo aumentar seu grau de atratividade ao investimento estrangeiro, o Brasil deve seguir uma receita reivindicada há anos pelo empresariado. Ele pede que o governo mantenha o câmbio relativamente desvalorizado para facilitar as exportações, flexibilize as leis trabalhistas, reduza os juros, bem como a carga e a variedade tributária, que, de acordo com o presidente da câmara de comércio, dificulta os negócios para os estrangeiros -. Bom, né? Pra nós também.

TERRORISMO RUSSO

Os apaixonados pelos direitos humanos ainda não se manifestaram contra os terroristas que invadiram as escola russa. Mais preocupados em detornar Bush, que com uns poucos aliados se dispõe a enfrentar os malucos assassinos, parecem não estar acompanhando os acontecimentos. Não tenho qualquer dúvida de que a pena de morte é a saída para os crimes hediondos. Sem emoções, gente. A pena máxima serve para fazer justiça e tentar inibir quem entenda que o terrorismo é vantajoso. Vota Bush!

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FRASE DO DIA

AS PESSOAS TIRAM DA VIDA EXATAMENTE O QUE INVESTIRAM NELA.