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A CULPA NÃO É DOS CAVALOS

ANO XIV - Nº 007/14 -

RETORNO A RECESSÃO

Pelo andar da carruagem econômica (o termo -carruagem- cai como uma luva), o nosso empobrecido Brasil, que entrou, tecnicamente, em RECESSÃO no segundo trimestre de 2015 e lá permaneceu por oito trimestres seguidos, dá a impressão de que, por vontade e/ou interesse de grande parte dos nossos congressistas, os cavalos estão sendo alimentados para a viagem de RETORNO AO INFERNO.

ULTRAPASSOU O LIMITE

Tudo leva a crer, infelizmente, que ainda levará muito tempo para que a sociedade entenda e, enfim, se convença, de que o ESTADO BRASILEIRO, definitivamente, já ultrapassou o limite da possibilidade de ser sustentado pelo povo.

DESPESAS PÚBLICAS

Este problema -gravíssimo-, é bom que todos entendam, não nasceu neste governo. As DESPESAS PÚBLICAS passaram a crescer, de forma absurda e irresponsável a partir da proclamação da Constituição de 1988. Desde então, a maioria dos deputados e senadores eleitos, sem dar a mínima para o que viria a acontecer no futuro, que já virou presente, resolveu ser ainda mais perverso com os pagadores de impostos.

AGRAVAMENTO COM O PT

Volto a afirmar: o problema não está neste governo. Entretanto, é sempre importante lembrar que foi nos governos Lula e Dilma Petistas que as coisas se agravaram de forma geométrica. A ponto de fazer com que os rombos provocados pela CORRUPÇÃO (marca registrada do PT) fossem considerados como -café pequeno- diante da má condução na administração do país.

O GRANDE PROBLEMA

Pouquíssimos brasileiros se deram conta de que a causa maior, ainda que não seja única, é o tamanho da folha dos servidores públicos (inativos, principalmente) recheada de privilégios. A solução deste grave problema, infelizmente,  não está no alcance de nenhum governante. Eles só têm o poder de AUMENTAR o problema (e até fazem isso com gosto). DIMINUIR, jamais.

INSUFICIENTE

Este grave PROBLEMA, que foi CRIADO COM A APROVAÇÃO DE TODOS OS PARLAMENTOS, levou a esta atual situação desesperadora, onde a arrecadação de impostos é SIMPLESMENTE INSUFICIENTE para atender apenas esta enorme DESPESA.

OS COCHEIROS SÃO ESCOLHIDOS PELO POVO

Volto a afirmar: SEM REFORMAS e  SEM PRIVATIZAÇÕES, a encrenca só aumenta. Como não vejo  disposição para tais iniciativas, sugiro que não ponham a culpa da viagem de volta para o inferno da RECESSÃO nos pobres cavalos. Eles só puxam a carruagem do fracasso. Os cocheiros, que a conduzem, são escolhidos pelo povo.

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MARKET PLACE

  • NOVA CONSTITUIÇÃO

    Não há como não concordar com o filósofo Roberto Romano, quanto a resposta que deu à seguinte pergunta feita pela revista Veja, nas Páginas Amarelas: - A única saída para o Estado ineficiente é mudar a Constituição?

    Resposta- Não falo nem em mudança constitucional, mas em criar uma nova Constituição. Não vamos avançar com a irracionalidade da atual configuração do Estado brasileiro. Temos uma distribuição absolutamente incontrolável de poderes, de recursos e de políticas públicas, que resultam em um gasto delirante. Um rearranjo eficaz só pode se dar com uma nova Constituinte. Hoje, na verdade, já vivemos sob uma nova Constituição, tantas foram as emendas feitas no texto de 1988. Todas, aliás, com um pé no Palácio do Planalto, sendo a emenda da reeleição a mais escancarada de todas.

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do professor e pensador Francisco Ferraz, com o título CATACLISMO SOCIAL:

    Um cataclismo social não é a mesma coisa que um cataclisma físico como um tsunami, ou terremoto. A função do cataclismo é deixar absolutamente claro e evidente para todos que impõe-se uma mudança urgente e profunda na organização econômica do país. Que não há mais como resolver problemas econômicos graves transferindo para o estado a solução da crise.
    O momento atual está mostrando que a "conta chegou". Não dá mais para continuar aumentando a despesa pública. Esta forma viciada com a qual fomos forçados a nos acostumar, esgotou sua capacidade de intervenção. Para resolver um problema teríamos que criar outros. É a história do cobertor. Não há para todos. Se um precisar de mais calor, outros passarão mais frio.
    Está chegando o momento de o povo brasileiro entender que cada novo gasto implica em mais recursos; que o problema não se limita a redistribuir os recursos que existem; que é preciso produzir mais para ter mais recursos; que está na hora de uma política séria e decidida de privatização; de cortar gastos excessivos. Estamos à beira de conhecer o que é a falência do estado. Que não é mais possível protelar o que é preciso ser feito (como a reforma da previdência, o corte de gastos) porque vai haver eleição. A crise está batendo na porta dos que deveriam ser responsáveis para evita-la.
    Está batendo na porta do Congresso e exigindo que seus membros coloquem seus interesses pessoais abaixo do interesse nacional; não no ano que vem, mas agora; A crise está batendo na porta da presidência e gritando chega de transigências, de infindáveis negociações que visam somente empurrar com a barriga os problemas. Chega de fugir do desgaste político; não temos mais folga para leva-lo em conta.
    Estamos em cima da hora. É o momento da coragem, da grandeza e da coragem.

FRASE DO DIA

O atraso é a pior das negativas.

C. N. Parkinson