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A CORRUPÇÃO E A ECONOMIA

ANO XIV - Nº 007/14 -

DESTAQUE MAIOR

Enquanto a CORRUPÇÃO (apenas no que diz respeito à Operação Lava Jato) segue ganhando novos e horripilantes capítulos a cada dia que passa, os noticiários do país não tem outra alternativa senão dar maior espaço para expor o quanto estamos sendo roubados pelos atuais governantes. 

CONTAS PÚBLICAS

Diante desta encrenca monumental, que precisa ser destacada, sobra menos espaço (nos jornais) e tempo (nas emissoras de rádio e televisão) para informar, de forma clara, o quanto é terrível a situação das nossas contas públicas, que, por consequência, está afetando brutalmente a nossa economia.

META FISCAL

Com isso aproveito o artigo escrito pelo economista e pensador (Pensar+) Paulo Rabello de Castro, com o título: "Governo abandona meta fiscal e confiança se esvai". Eis:

Ao anunciar a revisão da meta fiscal de 2015 para o chamado “superávit primário”, que é a economia feita para pagar juros, reduzindo o alvo de R$ 66 bilhões (1,1% do PIB) para R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB), o governo não apenas reconheceu que planejou mal suas contas deste ano, por não estimar bem a profundidade da crise no setor produtivo afetando a receita esperada de impostos como, sobretudo, passou a aceitar que a dívida pública bruta (hoje 62% do PIB) deverá crescer muito nos dois anos seguintes, tornando impossível as agências de risco americanas não admitirem o rebaixamento da nota de crédito do Brasil. 

DESCONTINGENCIAMENTO

O governo também criou um “descontingenciamento antecipado” de receitas futuras, figura esdrúxula e inédita na gestão fiscal brasileira, ao enviar ao Congresso um pedido de perdão de R$ 26 bilhões, caso algumas receitas de resultado especulativo (como a de regularização de capitais no exterior) não renderem a arrecadação esperada. 

DEEPESAS CONTINGENCIADAS

Despesas precisariam ser contingenciadas pela presidente (erro grave cometido em 2014 e apontado pelo TCU) e agora a equipe econômica pede licença para não contingenciar despesas de igual magnitude, legalizando a má prática.

 

FRUSTRAÇÃO DAS RECEITAS???

Para além do desmonte da boa gestão pública, o País perde ao ouvir a explicação equivocada de que o “problema” nasce na frustração das receitas, cuja arrecadação vem crescendo 2,2% (em doze meses, até maio) e assim “obrigando” o governo a aprofundar o corte nos investimentos já ceifados.

O governo OMITE que a despesa total não financeira até maio vem inchando 11,5%, com as de custeio indo a 16% de expansão. Ao somar-se a isso a explosão dos encargos financeiros em 7% do PIB (R$ 408 bilhões até maio!) se conclui pela total impossibilidade de qualquer solução na linha convencional de mais aumento da carga tributária que, aliás, já não responde a tal apelo.
 

A SOLUÇÃO ESTÁ NA CARA

A solução está na cara: adotar regra de contingenciamento de TODA a despesa pública baseada na variação do PIB nominal, ao passo que se encare com seriedade uma reforma financeira a fim moderar, no tempo, uma política de juros públicos que leva o Brasil a ser, de longe e há muito tempo, o País que mais encargos paga para rolar sua própria dívida interna.

O não enfrentamento de um verdadeiro ajuste acoplado a um programa de longo prazo para ressuscitar o PIB levará os mercados a adotarem um caminho de correção pelo câmbio, que facilmente encostará nos R$ 3,50 nas próximas semanas.
 

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MARKET PLACE

  • BOLHA CHINESA

    O índice da bolsa de Xangai fechou nesta segunda-feira em queda de 8,5%, o maior declínio desde fevereiro de 2007, pressionada por temores de que as autoridades de Pequim estejam retirando as recentes medidas de apoio aos mercados locais, pela tendência de queda nos preços das commodities e por novos dados fracos da indústria chinesa. 

  • A NOSSA BOLHA É DE INCOMPETÊNCIA

    Aqui no Brasil, as projeções do Boletim Focus – pesquisa semanal realizada com economistas pelo Banco Central, informam, pela 15ª semana consecutiva, que:

    1- a estimativa para o IPCA de 2015 subiu de 9,15% para 9,23%, enquanto para 2016 segue em 5,40%.

    2- a taxa Selic projetada para o fim deste ano saiu de 14,50% para 14,25% e se manteve em 12% para 2016. 

  • CEREJA DO BOLO

    Agora, a cereja do bolo:  a nova perspectiva de  retração do PIB é de 1,76% para este ano, ante previsão de queda de 1,70% registrada na semana passada. A projeção para o PIB do próximo ano também piorou, passando de perspectiva de crescimento de 0,33% para 0,20%. 

FRASE DO DIA

A demagogia é a capacidade de vestir as ideias menores com as palavras maiores."

Abraham Lincoln