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A CABEÇA DE SINDICALISTA

ANO XIV - Nº 007/14 -

JUSTIFICATIVA DO SINDICALISTA

O  deputado -sindicalista- Paulinho da Força afirmou, ontem, sem causar a mínima surpresa, que votará CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Tudo porque, segundo ele, o governo pretende tirar todas as regras previdenciárias da Constituição. 

CÉREBRO BLINDADO

Ora, nas cabeças dos sindicalistas, o que não cabe, em hipótese alguma, é a capacidade para desenvolver o raciocínio lógico. Ou seja, só consegue ser -sindicalista- quem possui o atestado de BLINDAGEM CEREBRAL. 

CASO FORD

A rigor, o desempenho dos -sindicalistas- é medido através da TAXA DE DESEMPREGO e não o contrário. Quanto maior o número de desempregados, mais notoriedade lhes é conferida. Vide, por exemplo, o caso da Ford: a montadora quer cair fora do Brasil porque não aguenta mais carregar o espetacular números de ações trabalhistas.

PÉSSIMA EMPRESA

O curioso é que, a julgar pelo fantástico passivo trabalhista, que supera DOIS MIL processos, os -sindicalistas- deveriam festejar, e muito, a decisão da Ford querer fechar a sua fábrica de São Bernardo do Campo, em SP. Nada mais lógico, até porque empresa que ostenta um número tão elevado, deve ser uma péssima empresa, não? 

CAMPANHA

Pois, ao invés de exigirem a saída e/ou o encerramento imediato das atividades da montadora, os -sindicalistas- resolveram fazer uma forte campanha, inclusive judicial, com o firme propósito de impedir o fechamento da unidade paulista da Ford.  Pode? 

SÍNTESE

Cabeça de -sindicalista-, portanto, é bem isso: primeiro, não tem apreço algum por quem se dispõe a investir e/ou ofertar postos de trabalho; segundo, pouco ou nada importa quem está desempregado e, sim, quem ainda está no emprego; e, terceiro, quem está empregado tem o dever de fazer o máximo que puder para engrossar a fila dos que procuram emprego. 

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título - PRONTO, FALEI!- :

     

              Não faltará, ante a leitura deste texto, quem diga: “Agora, que alijamos a esquerda do poder, você vem falar nisso?”. Bom, em primeiro lugar, falo nisso há 33 anos, mesmo tempo durante o qual, na companhia de uns poucos em todo o país, clamo por um governo liberal e conservador, contra o esquerdismo hegemônico finalmente derrotado em 2018. Meus leitores menos jovens são testemunhas disso. Em segundo lugar, este é o momento certo para, escancarada a inepta e irracional realidade institucional do país, examinar isso à luz de outro modelo.

              Está na ordem do dia a reforma da Previdência, que Nizan Guanaes denomina “salvação da Previdência” e respeitados economistas chamam “salvação do Brasil”, significando que, sem ela o país será abandonado pelos investidores. O motivo desse possível abandono é –dirão alguns – simples, frio e calculista. Simples como bê-á-bá, frio como a russa Estação Vostok e calculista como um auditor do IRS dos Estados Unidos: nenhum organismo financeiro do mundo empresta dinheiro para custeio de aposentadorias! Não adianta procurar. Mormente se esse financiamento se faz necessário porque se esgotou a capacidade de pagamento do tomador de recursos. Sem novas regras para a Previdência, as perspectivas para o PIB, taxa de juros, Selic e dívida bruta do governo são apavorantes.

              Pois mesmo em presença desse cenário, há resistências à reforma. Ela vem:

    · de segmentos sociais cujos interesses ficam contrariados e o egoísmo fala muito alto (há quem julgue virtuosas as motivações do egoísmo...);
    · de congressistas temerosos de perder votos porque a prudência que aponta a necessidade de reformar contraria o imediatismo imprudente de muitos eleitores;
    · de partidos e políticos que apostam no caos e por ele trabalham, quer estejam no governo, quer estejam na oposição;
    · de políticos de péssimo caráter que sistematicamente se valem das urgências nacionais para resolver as próprias, negociando cargos e verbas, no indecente negócio de formação de maiorias (tudo já em curso);
    · de eleitores injuriados pelos abusos cometidos nos andares mais altos dos poderes de Estado (também isso a exigir reforma institucional!).

    Se aproveito o momento para falar sobre parlamentarismo, não é para transformar Bolsonaro em chefe de Estado e escolher para ele um primeiro ministro, ou vice-versa. Nada disso! Eu o elegi e o quero na presidência, por dois mandatos, se possível. Um modelo de maior racionalidade, estabelecido por reforma bem planejada, deveria prever sua própria vigência para nunca antes do pleito municipal de 2024 e do pleito nacional de 2026, proporcionando aos agentes políticos o necessário tempo de adaptação.

    Meu objetivo, aqui, é evidenciar que num sistema de eleição parlamentar por voto distrital, que separe a chefia de Estado da chefia de governo, que seja mobilizado e consagre nas urnas uma proposta de governo, e que atribua a função governo à maioria parlamentar, essa “zona” da política fica mais respeitável. A maioria governante não venderá votos a si mesma...

    Os motivos são evidentes. A maioria que elege o governo depende de que o governo vá bem para se manter governando. Governo que perde a maioria cai como goiaba que o bicho comeu por dentro. Essa característica proporciona muito maior estabilidade e cobra efetiva fidelidade dos partidos e seus parlamentares. Congressista infiel à diretriz partidária costuma perder a indicação do seu distrito na eleição subsequente. O presidencialismo gera irresponsabilidade parlamentar e produz impasses que se prolongam indefinidamente, sem solução.

              Pronto, falei. Eu sei, temos outras urgências, mas não podemos perder de vista que o modelo institucional brasileiro é ficha suja e já começa a mostrar suas nódoas. É um sistema ruim de carregar nas costas.

FRASE DO DIA

O trabalho mais duro que existe é não fazer nada.

Provérbio judaico