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19/12 - DIA DO ÓDIO

ANO XIV - Nº 007/14 -

ACONTECIMENTOS IMPORTANTES

Da mesma forma como datas que registram acontecimentos importantes entram para a história de todos os países, o dia 19 de dezembro de 2018  já garantiu lugar de destaque na história do nosso empobrecido Brasil como o -DIA DO ÓDIO-.

DATA NEGRA

Da mesma forma como o 11 de setembro lembra o triste ataque às Torres Gêmeas, no centro de Nova Iorque, protagonizado por forças terroristas chefiadas por Osama Bin Laden, o nosso 19 de dezembro será lembrado como DATA NEGRA em que representantes dos TRÊS PODERES DA NOSSA REPÚBLICA protagonizaram uma SÉRIE DE GRANDES MALDADES, jamais vistas em qualquer lugar do mundo.

DECISÕES CRIMINOSAS

Os registros históricos darão conta do ENORME ÓDIO, destilado -À GRANEL- basicamente pelos ministros do STF, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski, e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, no exercício da presidência do Brasil, cada um ao seu modo e gosto, em forma de DECISÕES CRIMINOSAS tomadas durante a tarde de ontem.

O INÍCIO DO DIA DO ÓDIO

O DIA DO ÓDIO, véspera do recesso do Judiciário, teve início por volta das 14 horas, quando o estúpido ministro do STF, Marco Aurélio Mello, atendendo a ação movida pelo PC do B, deferiu liminar mandando  soltar TODOS os presos em segunda instância, o que significaria a liberação de aproximadamente 165 mil bandidos de todas as espécies, incluído aí o ex-presidente Lula.

SUSPENSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA QUE ADIA O REAJUSTE DOS SERVIDORES

Pois, como se tivesse sido desafiado para ver quem cometeria a maior maldade do dia, eis que o não menos estúpido ministro do STF, Ricardo Lewandowski, resolveu entrar em cena para determinar a suspensão da medida provisória que adia o reajuste de servidores públicos de 2019 para 2020. Com esta canetada irresponsável, o reajuste de 209 mil servidores civis ativos e 163 mil inativos do governo federal, com percentuais de 4,5% a 6,3% de aumento na remuneração, terão que ser pagos no ano que vem (2019).

Para quem não sabe, a decisão tomada por Lewandowski aumenta o ROMBO das CONTAS PÚBLICAS FEDERAIS em cerca de R$ 4,7 bilhões em 2019. Que tal?

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

Aproveitando o DIA DO ÓDIO, ou QUARTA-FEIRA NEGRA DE 2018, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, no exercício da Presidência da República, também fez questão de colocar o seu nome na história ao sancionar a lei que afrouxa a Lei de Responsabilidade Fiscal, para permitir que municípios estourem o limite de gastos com pessoal sem sofrer punições se houver queda na receita.

A DERRUBADA DA DECISÃO

Felizmente, no início da noite, o presidente do STF, Dias Toffoli, atendendo ao pedido da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, derrubou a criminosa decisão do ministro Marco Aurélio Mello sobre presos condenados em segunda instância.

Por mais que Toffoli tenha, felizmente, cassado a liminar expedida por Marco Aurélio, nada faz com que o DIA 19 DE DEZEMBRO entre para a história como o legítimo -DIA DO ÓDIO-, cujos protagonistas das maldades são os representantes do sofrido povo brasileiro. Pode?

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    A propósito do que escrevo neste meu editorial, eis o artigo  do pensador Percival Puggina, com o título:  

    =19/12/2018 - UM DIA EXTRAORDINÁRIO NO MUNDO DO CRIME=

    Quando alguém escrever a história do submundo brasileiro, fatalmente algumas linhas serão reservadas para o ocorrido nesta quarta-feira, 19 de dezembro de 2018. Duvido que em qualquer outro momento, desde o início da ocupação e povoamento do território nacional, tenha acontecido uma decisão judicial, do tipo cumpre e não bufa, mandando soltar mais de cem mil criminosos condenados com elegância de um canetaço e magnanimidade que sequer Jesus, na cruz, sinalizou a seus discípulos através dos séculos.

    De tamanha largueza foi o gesto de Marco Aurélio Mello, conforme visto por... Marco Aurélio Mello. Um novo redentor! O resto do Brasil teve outras interpretações, sendo difícil saber qual a mais escabrosa. Revendo os fatos. Apagavam-se as luzes para o recesso judiciário e o ministro assinou a ordem que imediatamente explodiu em celebrações nos corredores de todas as penitenciárias brasileiras. Comemorações fantásticas! Abraçavam-se homicidas, barões do tráfico, chefes de quadrilha de roubo de cargas, estupradores, corruptos e corruptores, políticos e empresários da pior espécie. Todos condenados por atos criminosos com culpa reconhecida em condenações de segunda instância. No meio da tarde, parecia coisa de filme de terror. As ruas seriam invadidas pela fina flor da bandidagem. Distopia à brasileira, servida com gotas de Rivotril. Foi muito breve, mas épica, a festa da crême de la crême da criminalidade nacional.

    Indagado sobre as reações de sua decisão, o ministro afirmou que seria “um teste para a democracia e para saber se as instituições ainda são respeitadas”. É a tal coisa. Marco Aurélio Mello desrespeita três ou quatro votações e deliberações consecutivas do colegiado a que pertence e se apresenta como quem propôs um democraciômetro. Tipo pegadinha. A efetiva soberania popular e o respeito às instituições, na perspectiva de Marco Aurélio dependeriam do acatamento à ordem que ele havia exarado. “La democracia soy yo!”, talvez ponderasse, na mesma situação, aquele argentino vigarista, de bigodinho, personagem do Jô Soares. Disse mais o ministro. Afirmou que não queria encerrar o ano judiciário sem deixar resolvida a pendenga da prisão após condenação em segunda instância. Pois é. Questão com elevado interesse à mais lucrativa criminalidade nacional. Foi como se a escrivaninha do ministro estivesse encerada, polida e fechando o ano limpa como mesa de convento; as gavetas vazias, as prateleiras nuas, nenhum processo pendente de decisão, exceto essa incômoda questão que, impropriamente, obrigava às inconveniências do xadrez bandidos cujos crimes sequer estão mais em discussão.

    Então, o ministro limpou a pauta e sujou a barra. Nem clorofila reabilita mais o branco de sua consciência.

    Alegria de bandido rico, por vezes, dura menos do que o dinheiro pode comprar e, nem Toffoli aderiu à gandaia geral pretendida pelo ministro que arqueja sabedoria quando prodigaliza suas frases ao colegiado. A apreensiva sociedade brasileira, nesta madrugada em que escrevo, pode dormir com menos sobressaltos. Estupradores, homicidas, corruptos e corruptores, traficantes e chefões de quadrilhas de tráfico e roubo de cargas continuarão recolhidos ao xadrez. Algumas sentenças de morte, apesar de há muito juradas, não serão cumpridas. Certos crimes não serão cometidos porque seus potenciais executores continuam detidos. E iremos todos dormir devendo esta conta, justamente, ao companheiro Toffoli. Quem haveria de dizer? Quem haveria de dizer, Zé Dirceu?

FRASE DO DIA

O STF É UMA VERGONHA!

Frase que está sendo repetida por todos os brasileiros de bem.