UMA SIMPLES COMPARAÇÃO

COMPARAÇÃO ISENTA

Quem se dispõe a comparar -COM TOTAL ISENÇÃO- a desastrosa situação econômica e social, resultante da longa, péssima e corrupta administração PETISTA (15 anos), com o momento atual (10 meses de governo Bolsonaro), verá, com absoluta clareza, que muita coisa boa já aconteceu no nosso Brasil. 

TSUNAMI ECONÔMICO

Primeiramente há que se levar em conta o tamanho do estrago PETISTA, que se mostrou muito acima das expectativas até daqueles que imaginavam um TSUNAMI ECONÔMICO. O desastre, como se percebe a cada dia que passa, se coloca como um magnífico obstáculo que dificulta a tarefa de colocar o Brasil nos trilhos do CRESCIMENTO e DESENVOLVIMENTO.

 

LISTA

Pois, mesmo diante da montanha de entulhos não há como não reconhecer o quanto foi possível avançar. Observem, por exemplo, o que revela a lista feita pelo fundador da XP Investimentos, Guilherme Benchimol: 

1- os juros estão na mínima histórica, caindo mês a mês, e a inflação está controlada;

2- diminuição paulatina do tamanho do Estado e suas ineficiências e agenda de privatizações e/ou concessões;

3- a reforma da previdência em vias de aprovação; outras, em tramitação;

4- a confiança dos empresários e dos consumidores melhorando;

5-  criminalidade e corrupção em declínio, etc.. 

VERDADEIRO

Mesmo que muita gente não goste do presidente Bolsonaro, direito este que cada brasileiro/eleitor tem, e deve ser respeitado, é impossível não admitir como real e verdadeiro tudo aquilo que está posto na precisa lista acima.

UTI

Volto a afirmar: como os males que atingem o Brasil por todos os lados são tantos e muito graves, por certo que a cura, ou a melhora substancial exige muito mais. Principalmente no que diz respeito à situação dos Estados e Municípios, que contribuem sobremaneira para manter o Brasil na UTI, ainda por um longo tempo.

REALIDADE

A comparação sugerida no início deste editorial, entre a situação do Brasil até 2016, que era de total DESTRUIÇÃO -INTENCIONAL- e aquilo que estamos vivendo hoje, mostra que muita coisa já aconteceu em termos de INÍCIO DE RECUPERAÇÃO. E, pelo que tudo indica, no próximo ano muito daquilo que já está agendado vai se transformar numa grande REALIDADE. 

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MARKET PLACE

  • CARTA DE DESPEDIDA DE J. R. GUZZO

    O competente jornalista J. R. Guzzo se despediu da revista Veja. Na sua CARTA DE DESPEDIDA, Guzzo escreveu:

    “Caros amigos

          Desde ontem, 15/10/19, não sou mais colaborador da revista “Veja”, na qual entrei em 1968, quando da sua fundação, e onde mantinha uma coluna quinzenal desde fevereiro de 2008. A primeira foi publicada na edição de 13/02/2008. A partir daí a coluna não deixou de sair em nenhuma das quinzenas para as quais estava programada.
    Na última edição, com data de 16/10/19, a revista decidiu não publicar a coluna que eu havia escrito. O artigo era sobre o STF, e sustentava, como ponto central, que só o calendário poderia melhorar a qualidade do tribunal — já que, com a passagem do tempo, cada um dos 11 ministros completaria os 75 anos de idade e teria de ir para casa. Supondo-se que será impossível nomear ministros piores que os destinados a sair nos próximos três ou quatro anos, a coluna chegava à conclusão que o STF tende a melhorar.
    A liberdade de imprensa tem duas mãos. Em uma delas, qualquer cidadão é livre para escrever o que quiser. Na outra, nenhum veículo tem a obrigação de publicar o que não quer. Ao recusar a publicação da coluna mencionada acima, “Veja” exerceu o seu direito de não levar a público algo que não quer ver impresso em suas páginas. A partir daí, em todo caso, o prosseguimento da colaboração ficou inviável.
    Ouvimos, desde crianças, que não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe. Espero que esta coluna tenha sido um bem que não durou, e não um mal que enfim acabou. Muito obrigado.” 

  • ARTIGO QUE MOTIVOU A SUA SAÍDA

    Aí está o artigo de Guzzo, que a Veja se negou a publicar: 

    A FILA ANDA
     

    "Um dos grandes amigos do Brasil e dos brasileiros de hoje é o calendário. Só ele, e mais nenhum outro instrumento à disposição da República, pode resolver um problema que jamais deveria ter se transformado em problema, pois sua função é justamente resolver problemas – o Supremo Tribunal Federal. O STF deu um cavalo de pau nos seus deveres e, com isso, conseguiu promover a si próprio à condição de calamidade pública, como essas que são trazidas por enchentes, vendavais ou terremotos de primeira linha. Aberrações malignas da natureza, como todo mundo sabe, podem ser resolvidas pela ação do Corpo de Bombeiros e demais serviços de salvamento. Mas o STF é outro bicho. Ali a chuva não para de cair, o vento não para de soprar e a terra não para de tremer – não enquanto os indivíduos que fabricam essas desgraças continuarem em ação. Eles são os onze ministros que formam a nossa “corte suprema”, e não podem ser demitidos nunca de seus cargos, nem que matem, fritem e comam a própria mãe no plenário. Só há uma maneira da população se livrar legalmente deles: esperar que completem 75 anos de idade. Aí, em compensação, não podem ser salvos nem por seus próprios decretos. Têm de ir embora, no ato, e não podem voltar nunca mais. Glória a Deus.

    Demora? Demora, sem dúvida, e muita coisa realmente ruim pode acontecer enquanto o tempo não passa, mas há duas considerações básicas a se fazer antes de abandonar a alma ao desespero a cada vez que se reúne a apavorante “Segunda Turma” do STF – o símbolo, hoje, da maioria de ministros que transformou o Supremo, possivelmente, no pior tribunal superior em funcionamento em todo o mundo civilizado e em toda a nossa história. A primeira consideração é que não se pode eliminar o STF sem um golpe de Estado, e isso não é uma opção válida dos pontos de vista político, moral ou prático. A segunda é que o calendário não para. Anda na base das 24 horas a cada dia e dos 365 dias a cada ano, é verdade, mas não há força neste mundo capaz de impedir que ele continue a andar. Levará embora para sempre, um dia, Gilmar Mendes, Antônio Toffoli, Ricardo Lewandowski. Antes deles, já em novembro do ano que vem e em julho de 2021, irão para casa Celso Mello e Marco Aurélio – será a maior contribuição que terão dado ao país desde sua entrada no serviço público, como acontecerá no caso dos colegas citados acima. E assim, um por um, todos irão embora – os bons, os ruins e os horríveis.

    Faz diferença, é claro. Só os dois que irão para a rua a curto prazo já ajudam a mudar o equilíbrio aritmético entre o pouco de bom e o muitíssimo de ruim que existe hoje no tribunal. Como é praticamente impossível que sejam nomeados dois ministros piores do que eles, o resultado é uma soma no polo positivo e uma subtração no polo negativo – o que vai acabar influindo na formação da maioria nas votações em plenário e nas “turmas”. Com mais algum tempo, em maio de 2023, o Brasil se livra de Lewandowski. A menos que o presidente da época seja Lula, ou coisa parecida, o ministro a ser nomeado para seu lugar tende a ser o seu exato contrário – e o STF, enfim, estará com uma cara bem diferente da que tem hoje. O fato, em suma, é que o calendário não perdoa. O ministro Gilmar Mendes pode, por exemplo, proibir que o filho do presidente da República seja investigado criminalmente, ou que provas ilegais, obtidas através da prática de crime, sejam válidas numa corte de justiça. Mas não pode obrigar ninguém a fazer aniversário por ele. Gilmar e os seus colegas podem rasgar a Constituição todos os dias, mas não podem fugir da velhice.

    O Brasil que vem aí à frente, por esse único fato, será um país melhor. Se você tem menos de 25 ou 30 anos de idade, pode ter certeza de que vai viver numa sociedade com outro conceito do que é justiça. Não estará sujeito, como acontece hoje, à ditadura de um STF que inventa leis, censura órgãos de imprensa e assina despachos em favor de seus próprios membros. Se tiver mais do que isso, ainda pode pegar um bom período longe do pesadelo de insegurança, desordem e injustiça que existe hoje. Só não há jeito, mesmo, para quem já está na sala de espera da vida, aguardando a chamada para o último voo. Para estes, paciência. (Poderiam contar, no papel, com o Senado - o único instrumento capaz de encurtar a espera, já que só ele tem o poder de decretar o impeachment de ministros do STF. Mas isso não vai acontecer nunca; o Senado brasileiro é algo geneticamente programado para fazer o mal). Para a maioria, a vitória virá com a passagem do tempo."

FRASE DO DIA

A sabedoria começa na reflexão.

Sócrates