O CÁLCULO INCORRETO DO PIB PER CAPITA

ABSURDA E INCORRETA

Toda vez que o desempenho do nosso PIB é divulgado, um dado que sempre aparece no relatório produzido pelo IBGE (órgão oficial) é o PIB PER CAPITA. Este número, no entanto, resulta de uma ABSURDA E INCORRETA divisão da riqueza nacional, produzida num determinado período, pelo número de habitantes do país.

MISTURA QUEM FAZ COM QUEM SE APROPRIA

Digo ABSURDA E INCORRETA porque esta divisão mistura todos aqueles que realmente FAZEM OS PRODUTOS com quem apenas se APROPRIAM deles sem fazer o menor esforço. O exemplo desta enorme barbaridade se verifica quando é mostrado o PIB PER CAPITA de Brasília, onde a produção de qualquer coisa é praticamente ZERO. 

POR MUNICÍPIO

A propósito, basta observar o que acontece quando o cálculo do PIB Per Capita é feito por município. Vejam, por exemplo, o PIB Per Capita de quatro grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, que têm efetiva participação na produção da riqueza nacional, e comparem com Brasília.

CINCO CIDADES E MÉDIA NACIONAL

Usando o ano de 2015 como exemplo, vejam o que diz o cálculo do PIB Per Capita destas cidades assim como  a média nacional: 

São Paulo = R$ 54.357;

Rio de Janeiro = R$ 49.527;

Belo Horizonte = R$ 34.910;

Porto Alegre = R$ 46.122;

BRASÍLIA = R$ 73.971;

MÉDIA NACIONAL = R$ 29.321.

CONCENTRAÇÃO DE RENDA

Só por esta janela é possível ver, com absoluta nitidez, que a maior concentração de renda do nosso empobrecido Brasil está nas mãos, bolsos e contas-correntes daqueles que NÃO FAZEM O PRODUTO. A renda é obtida pela simples e nojenta APROPRIAÇÃO DE TUDO QUE É PRODUZIDO.

OLHANDO AO REDOR

Se alguém ainda não entendeu corretamente, sugiro que observe os hábitos de qualquer servidor público que vê pela frente (que não são poucos): tudo que ele usa, como saia, blusa, camisa, gravata, paletó, calças, sapatos, relógio, celular, óculos, etc., é fruto dos impostos pagos por aqueles que realmente FIZERAM TODOS ESSES PRODUTOS. 

Ora,  quem não faz mas se delicia não deveria constar neste tipo de cálculo médio. É como definir a febre do corpo humano através da divisão da soma da temperatura dos pés com a temperatura da cabeça. Pode?

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MARKET PLACE

  • CONFIANÇA DO CONSUMIDOR

    O índice de confiança do consumidor, calculado pela FGV, caiu 2,6 pontos entre março e abril, para 89,4 pontos, revertendo parte da alta de 4,6 pontos verificada na leitura anterior. Apesar da queda, o índice segue em seu maior patamar desde meados de 2014.

  • O NOVO NA ECONOMIA

    Hoje, terça-feira (24), o economista Gustavo Franco apresentará em Porto Alegre a palestra “O NOVO na Economia”, sobre os caminhos propostos pelo Novo. O evento será às 19 horas, no auditório da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), na Av. Ipiranga, 5.311, Partenon.

    Na ocasião, Franco, que é presidente da Fundação NOVO, também realizará sessão de autógrafos do seu mais recente livro, “A Moeda e A Lei”. “Fico muito feliz de ver a renovação política empreendida pelo NOVO ganhar velocidade em Porto Alegre. Será uma alegria falar sobre a história, a partir do meu livro, e sobre o futuro, considerando a reflexão feita pela Fundação e seus colaboradores e amigos”, afirma Gustavo.

  • A LEI É PARA TODOS

    Eis a nota emitida pelo presidente do Movimento Progressistas pela Liberdade RS, Ricardo Gomes, nesta manhã:

    O Movimento Progressistas Pela Liberdade, tendo em vista os graves fatos que são atribuídos ao presidente nacional do PP, vem a público expressar sua indignação, bem como exigir a mudança imediata na liderança nacional do Partido, com o pronto afastamento de todo e qualquer réu acusado de corrupção das instâncias partidárias. Ainda, o Movimento requer à Comissão de Ética do Partido que suspenda a concessão de legenda a qualquer pré-candidato do Partido que seja réu, até eventual absolvição, como medida necessária para a transformação da política brasileira.

    A Lei é para todos.

FRASE DO DIA

Uma vez criada a entidade burocrática, ela, como a matéria de Lavoisier, jamais se destrói, apenas se transforma.

Roberto Campos