MENTES PREGUIÇOSAS NÃO USAM O DISCERNIMENTO

POVO DIVIDIDO

Uma recente pesquisa, divulgada ontem, informa que os brasileiros estão divididos no que diz respeito ao ISOLAMENTO SOCIAL. A rigor, 52% da população é favorável ao ISOLAMENTO TOTAL enquanto 48% entende que o ISOLAMENTO PARCIAL é a melhor solução para o enfrentamento da dupla PANDEMIA, que não só ataca a SAÚDE do povo como está destruindo a ECONOMIA como um todo.

OPINIÃO PRÓPRIA

Antes de tudo é preciso que fique bem claro que a formação da OPINIÃO -PRÓPRIA- é um exercício que exige um uso constante do  DISCERNIMENTO. Esta aptidão é fundamental para proporcionar uma avaliação mais clara e sensata daquilo que, ao nosso redor, nos causa alguma preocupação e/ou exige uma postura bem pensada.   

MENTES PREGUIÇOSAS

Pois, se levarmos em conta que praticamente 70% da população brasileira mostra enorme, ou total, incapacidade para interpretar um simples texto, esta triste realidade deixa muito clara e evidente a razão pela qual tantos brasileiros se tornam legítimas -PRESAS- de uma boa quantidade de -FORMADORES DE OPINIÃO-, que se apropriam das MENTES PREGUIÇOSAS de quem não exercita o DISCERNIMENTO. 

TRÊS MEDIDAS FUNDAMENTAIS

Ora, por tudo que o histórico da doença já identificou nestas duas últimas semanas,  no mundo todo, é que as medidas que proporcionam um bom resultado nesta luta que estamos travando para conter e/ou controlar, o avanço do COVID-19 são, basicamente, TRÊS:

1- DISTANCIAMENTO SOCIAL, em torno de 1,5 metro;

2- HIGIENIZAÇÃO ; e

3- USO CONSTANTE DE MÁSCARAS

ISOLAMENTO

Portanto, ao invés de exigir o ISOLAMENTO TOTAL, atitude esta que não diferencia quem corre maior risco de ser atingido em cheio pela doença, é mais do que  hora de ESTIMULAR aqueles que estão fora da linha de tiro do COVID-19 para que voltem imediatamente ao trabalho. Atenção: - todos, mais do que nunca, submetidos integralmente ao que definem as TRÊS MEDIDAS ACIMA. 

ENTRE A PANDEMIA E A RECESSÃO

De novo: como acontece em todas as guerras, os vitoriosos são aqueles que conseguem superar as forças do inimigo. Como o inimigo já destruiu mais empregos do que vidas, o DISCERNIMENTO impõe que a correta decisão é aquela que tenta salvar, da mesma forma, um maior número de vidas humanas, de empresas e de empregos. 

Se nos é dada a escolha entre a PANDEMIA e a RECESSÃO, a escolha da PANDEMIA garante, de forma inevitável, a obtenção de AMBAS.

Isto, infelizmente, a maioria dos FORMADORES DE OPINIÃO, focados apenas em tirar o presidente do cargo, nada dizem para suas pobres PRESAS.

Assine a Newsletter do Ponto Crítico

MARKET PLACE

  • TAL QUAL UM CONDOMÍNIO

    Com o propósito de ESCLARECER a opinião pública sobre a TRAGÉDIA FISCAL que impõe as medidas adotadas pelo governo para fazer frente ao CAOS ECONÔMICO, o professor Ricardo Bergamini faz uma correta ANALOGIA  com um CONDOMÍNIO. Eis aí um trecho

    A arrecadação da TAXA DE CONDOMÍNIO, ou CARGA TRIBUTÁRIA no caso do Brasil, em 2018, representou 33,26% do PIB.

    Mas o CONDOMÍNIO, por diversos motivos, dispensou alguns apartamentos de pagarem as cotas condominiais. No caso do Brasil este valor representou, em 2018, 4,29% do PIB.

    Com isso, o CONDOMÍNIO  teve um DÉFICIT DE CAIXA. No caso do Brasil, em 2018, este DÉFCITI foi de 7,09% do PIB, ou seja, se não tivesse liberado os referidos condôminos de pagamentos, o déficit seria de apenas 2,80% do PIB.

    No CONDOMÍNIO, sendo proibido endividar-se, haveria um aumento de CARGA TRIBUTÁRIA (rateio de cota extra) e tudo estaria resolvido. No Brasil, no entanto, sendo o eterno país do futuro, preferimos o ENDIVIDAMENTO. Assim, transferirmos os nossos problemas presentes para os nossos filhos e netos. Nesse caso, ocorre o abaixo colocado:

    Em 2018, o Brasil gerou um DÉFCIT FISCAL NOMINAL da ordem R$ 487,4 bilhões (7,09% do PIB), que nada mais é do que CARGA TRIBUTÁRIA -DIFERIDA-.  Assim sendo, a carga tributária efetiva em 2018 foi 40,35% do PIB (33,26% do PIB cobrada no ano corrente, mais 7,09% do PIB a ser cobrada no futuro).

    Lembrando: em 2010 o estoque da dívida líquida da União (interna mais líquida externa) era de R$ 2.388,0 bilhões (61,46% do PIB). Em dezembro de 2018 era de R$ 5.671,4 bilhões (82,32% do PIB). Crescimento real em relação ao PIB de 33,94%. Em fevereiro de 2020 migra para R$ 6.182,6 bilhões (84,35% do PIB). Aumento real em relação ao PIB de 2,47%, comparativamente ao ano de 2018. Que tal?

  • OS MAIS NOVOS NAMORADOS DA ESQUERDA NACIONAL

    Eis o texto do jornalista J.R. Guzzo  - OS MAIS NOVOS NAMORADOS DA ESQUERDA NACIONAL - , publicado na Gazeta do Povo de hoje: 

    Até muito pouco atrás o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), era tratado como uma espécie inferior de bactéria pelo ex-presidente Lula, por toda a esquerda nacional e pela mídia – para não falar das classes intelectuais, filosóficas e sociológicas do país. Poucos políticos brasileiros, em tempos recentes, foram desprezados com tanto empenho e rancor como Doria. A aversão começou quando ele derrotou o PT e Fernando Haddad na eleição para a prefeitura de São Paulo, em 2016.

    Piorou muito dois anos depois, quando se grudou desesperadamente a Jair Bolsonaro após ter abandonado a prefeitura e se ver ameaçado de perder a eleição ao governo do estado para um ex-prefeito de São Vicente. Na ocasião, inventou um negócio chamado “Bolsodoria”, e só por isso, na última hora, conseguiu se eleger. Sua imagem junto à esquerda chegou, então, ao ponto mais baixo que alguém pode alcançar.

    Mas nada é tão fácil de se arrumar na política brasileira de hoje quanto um milagre. Basta se exibir como um adversário do presidente da República e pronto: a imagem de qualquer um, até mesmo de Doria, é imediatamente retirada do lixo e promovida pela esquerda e pelos meios de comunicação ao grau de estadista responsável, equilibrado, sereno, patriota e quem sabe quanta coisa mais.

    Seu ponto culminante nessa virada de casaca acaba de ser atingido: ninguém menos que Lula, em pessoa, nomeou Doria, pelo Twitter, como um grande homem, na categoria de salvador do Brasil. Doria devolveu a puxada de ego. Eis aí, quem diria, os dois mais novos namorados da esquerda nacional.

    Doria começou a aparecer em público como um destemido opositor de Bolsonaro assim que fez as contas e chegou a duas conclusões. A primeira é que não precisava mais da ajuda do presidente. A segunda é que a elite mais subdesenvolvida do Brasil, e que mais faz a pose de “civilizada”, não consegue admitir a hipótese de que Bolsonaro seja eleito para mais um mandato. Já não aceitam que ganhou as eleições de 2018. Não podem nem pensar em 2022. Como essa gente anda órfã de candidatos (chegam a pensar, até, num apresentador de programa de auditório para resolver o seu problema), Doria se ofereceu: “Alô, antibolsonaristas do Brasil, que tal eu?”. Desde então, não pensa em outra coisa. Com a chance do coronavírus que lhe caiu de graça no colo, se animou de vez.

    Doria se meteu agora com Lula, na suposição de que o ex-presidente já é um defunto político mal enterrado, e não será mais nada, nunca, na política brasileira; poderia, então, já que não será candidato a coisa nenhuma, passar para o governador os votos e os apoios que tem hoje, em troca de vantagens em sua eventual e futura presidência. O grau de confiança que Lula tem em Doria, pelo que se sabe da mentalidade do ex-presidente, oscila entre zero e menos um. Doria, pelo seu histórico, tem o mesmo tipo de consideração pelo novo amigo. Mas política é dia a dia. Os abraços de hoje são os abraços de hoje. Amanhã é amanhã.

FRASE DO DIA

O discernimento consiste em saber até onde se pode ir.

Jean Cocteau