DIVISOR DE ÁGUAS

MAIOR IMPORTÂNCIA

Nesta semana, por mais que se apresentem fatos considerados como extremamente relevantes, nada conseguirá ganhar importância maior do que o julgamento no TRF4, em Porto Alegre, em segunda instância, do caso do triplex do Guarujá que o maior mentiroso do planeta recebeu, em forma de propina, pela empreiteira OAS.

3 x 0

Em todas as rodas o que mais acontece são apostas e/ou prognósticos sobre o resultado do julgamento. Como não se trata de uma aposta que exige o pagamento de algum prêmio, a maioria dos jogadores manifesta apenas o seu desejo. Aí, os que querem Lula CONDENADO não querem saber de outro escore que não seja 3 x 0.

DOIS RESULTADOS

Como ao longo deste final de semana participei de diversas rodas cujo tema -reinante e/ou exclusivo-, foi o julgamento do maior bandido do planeta, de todas elas saí com a nítida impressão de que na cabeça de todos só existem dois resultados possíveis, ambos pela CONDENAÇÃO:  3 x 0 e  2 x 1. 

DOIS EFEITOS

Entretanto, no meu modo de ver, estas duas apostas representam um claro DIVISOR DE ÁGUAS. Ainda que o Brasil não vá acabar, independente do resultado, uma coisa é certa: enquanto o 3 x 0 é capaz de produzir um estrondoso EFEITO POSITIVO para elevar sobremaneira a confiança no país, o escore de 2 x 1 deixará a maioria dos brasileiros FRUSTRADOS.

VITORIOSO

Imagino, neste momento, que os petistas e assemelhados mais querem é que o julgamento termine com uma derrota  de 2 x 1. Hábil como ninguém, Lula não apenas ganhará uma sobrevida como, principalmente, usará este escore para proclamar que saiu VITORIOSO. Aliás, da mesma forma como repetem uma ou mais mentiras até que se transformem em verdades, Lula vai usar o escore para dizer que foi INOCENTADO.

MANIFESTAÇÃO DE RUA

Confesso que não acredito que manifestações de rua não serão capazes de fazer o resultado do julgamento, qualquer que seja. Entretanto, quanto mais gente for às ruas, mais ficará provado o que o povo quer de seus representantes. Pelo que sei e vi, até agora, só o PT e assemelhados estão se movimentando. A conferir.

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MARKET PLACE

  • CONFIANÇA DA INDÚSTRIA

    A prévia do índice de confiança da indústria apresentou avanço de 0,5 ponto em janeiro, para 99,9 pontos. Se esse resultado se confirmar, será a sétima alta consecutiva. A elevação observada na prévia foi puxada pelo desempenho que avalia a situação atual, que subiu de 98,5 para 100,8 pontos.

  • FOCUS

    Na pesquisa Focus divulgada hoje, temos:

    1- as projeções para o IPCA ao final de 2018 e 2019 se mantiveram em 3,95% e 4,25%, respectivamente. Para 2020 e 2021, as estimativas do IPCA seguiram em 4,00%, ambas.

    2- a estimativa para a taxa de câmbio recuou de R$ 3,35/US$ para R$ 3,34/US$ ao final de 2018, enquanto permaneceu em R$ 3,40/US$ para o fim de 2019. 

    3- a projeção para a taxa de crescimento do PIB permaneceu em 2,70% ao final de 2018, mas subiu de 2,80% para 2,99% ao final de 2019. 

    4- a estimativa para a taxa Selic, por sua vez, continuou estável em 6,75% ao final de 2018 e em 8,00% ao final de 2019.

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título: O MAU EXEMPLO DA VEZ:

             Na minha coluna de ontem, “Da mentira com torcida ao esplendor da verdade”, afirmei que certas formas desconsideradas ou toleradas de corrupção destroem o caráter e preparam o indivíduo para condutas mais graves. O sujeito começa mentindo e acaba na lista da Odebrecht, com grana e apelido.

              No aludido texto, arrolei entre as manifestações toleradas de desonestidade e corrupção o ato de jogar as próprias culpas sobre aqueles a quem se pretende derrotar nos debates e confrontos políticos. Atingir indevida e deliberadamente a imagem de outrem pode ser crime em certos casos; e, em todos os casos, é evidência de mau caráter. O campo do discurso político não é um compartimento estanque onde não penetrem as exigências comuns da vida moral. Bem ao contrário! Se atribuirmos à política a integralidade de seu compromisso com o bem comum, mais incisivas se tornam as exigências éticas sobre o discurso e a ação de seus protagonistas. Vencer ou convencer a qualquer custo é regra velhaca para serviço dos patifes. Situa-se a menos de um passo da porta do cofre.

              Porto Alegre está no olho do furacão político-eleitoral de 2018. O julgamento de Lula em segunda instância no TRF4 contraria o monofônico projeto de poder petista. Tal tipo de incômodo não costuma ficar sem resposta rápida, notadamente por parte da esquerda de contracheque. Zero Hora de hoje traz uma entrevista com Alexandre Padilha, “coordenador das mobilizações relacionadas ao julgamento de Lula pelo TRF4”. A derradeira pergunta feita pela reportagem foi: “Há uma preocupação muito grande com a possibilidade de violência no dia do julgamento. A declaração da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, não pode ter acirrado mais os ânimos?”.

    A resposta do ex-ministro da Saúde e vice-presidente nacional do PT é exemplo primoroso do tipo de conduta que acima descrevi: “Quem começou a implantar o clima de intolerância foi o prefeito de Porto Alegre (Nelson Marchezan), naquela iniciativa que ficou absolutamente desmoralizada. E depois a postura do presidente do TRF4 (desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores), que não é adequada para quem é presidente de um tribunal, que foi levantar possíveis ameaças, mas não mostrou apuração. A Polícia Federal já deveria ter sido acionada para isso. A nossa orientação tem sido muito básica, como sempre foi o nosso histórico, de manifestações pacíficas”.

              Nem uma coisa, nem outra, nem outra, nem outra. Salta aos olhos a inversão entre causa e efeito, entre ação orquestrada e reação alguma. Desde que foi assinalada a data do julgamento, a agenda política do lulismo convergiu para a concentração de suas forças em Porto Alegre. Pode alguém esperar bons modos dos exércitos de Stédile, das brigadas de resposta rápida de Boulos? Os dias de fogo e fúria prenunciados para Porto Alegre mostram que o voluntarismo de Trump o torna muito parecido com aqueles que, aqui na volta, mais dizem odiá-lo. Nesse cenário onde Gleisi Hoffmann cobrou sangue, seu vice, Alexandre Padilha desconheceu as promessas de ação violenta e acusou a prudente prevenção do prefeito e do presidente do TRF4.

              Convenhamos, é dureza a gente ter que perder tempo desfazendo tais artimanhas. Mas neste país, quanto mais óbvia a artimanha, mais espaço ela ganha.

FRASE DO DIA

Não adianta dizer: "Estamos fazendo o melhor que podemos". Temos que conseguir o que quer que seja necessário.

W. Churchill