DIREITO ADQUIRIDO - UMA HISTÓRIA E TANTO

HISTÓRIA VERDADEIRA

Dias atrás publiquei um texto contando um triste episódio vivido por uma família de brasileiros que foi obrigada a desistir (renuncia absoluta) da compra de alguns bens e serviços que de forma planejada havia decidido adquirir. Tudo porque o governo resolveu se apropriar, por meio de um aumento extorsivo de impostos, de boa parte de sua renda. 

OUTRA HISTÓRIA

Desta vez publico uma outra história, cujo final, ainda que seja diferente, evidencia muito bem a situação lamentável do quanto o povo brasileiro é refém dos criminosos -DIREITOS ADQUIRIDOS-, que protegem inúmeros privilegiados para todo o sempre. Eis:

 

NOVA HISTÓRIA REAL

- Um chefe de uma família, consituída de esposa e um filho, que estava gerenciando a filial de uma empresa multinacional numa pequena cidade do interior do Brasil, recebeu um chamado urgente da administração central da empresa, convocando que se apresentasse imediatamente para uma reunião na qual seria informado de assuntos importantes quanto ao futuro da companhia.

AUMENTO DE MESADA

Como a sede da empresa se situava num país vizinho, ficaria alguns dias fora. Assim, ao se despedir da esposa e do filho disse que cabia a ela tomar as decisões da casa. O filho, aproveitando o coração mole da mãe, não perdeu tempo: pediu um aumento da sua mesada, pois precisava comprar algumas roupas para uma festa que aconteceria no final de semana seguinte. 

LISTA DAS DISPENSAS

A mãe, de forma inocente, sem saber que tipo de reunião haveria na sede da empresa, atendeu ao pedido. O chefe da família, tão logo regressou da viagem, tratou de reunir imediatamente a família para  dar a triste notícia: a empresa na qual exercia a gerência da filial estava atravessando sérias dificuldades e se via obrigada a fechar algumas filiais e despedir seus colaboradores. E, para surpresa de todos, ele  estava na fatídica lista das dispensas.

REDUÇÃO DE DESPESAS

Nem bem o chefe da família havia concluído a triste notícia, a esposa, já percebendo  o quanto seria necessária uma drástica e imediata redução de despesas da família, tratou de contar ao seu marido que durante o período em que o mesmo ficou fora ela havia decidido aumentar a mesada do filho.

 

 

CULTURA

O pai  se virou para o filho e disse que a decisão, por mera insuficiência de caixa, estava revogada. E repetiu: sem dinheiro não há como pagar. Pois, tão logo ouviu o que o pai havia dito, sem perder a confiante pose disse, alto e bom tom: agora é tarde, meu pai, pois imagino que  ninguém mexe em  -DIREITO ADQUIRIDO.-  

AINDA NÃO ESTÁ VALENDO

O pai, com a paciência quase esgotada e imaginando que estava em outro planeta, fulminou: - Você ainda não é FUNCIONÁRIO PÚBLICO, meu filho. Sei que você fez um concurso público e até foi aprovado. Entretanto, como ainda não foi chamado,  deve admitir que este tal DIREITO ainda não está ADQUIRIDO.  

Que tal?

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MARKET PLACE

  • LIBERAL CONVICTO

    Ontem, o pensador e vereador Ricardo Gomes tomou uma decisão que merece os meus efusivos cumprimentos: agindo com absoluta coerência e respeitando  por questões de princípio, como liberal convicto, não concordou com a decisão do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, de enviar à Câmara Municipal um projeto que visa aumentar o IPTU. 

    Em entrevista concedida a Rádio Bandeirantes, na manhã de ontem, Ricardo Gomes, disse que não teve nenhuma divergência pessoal e que a saída do cargo de Secretário de Desenvolvimento Econômico se deu por conta da revisão da conta do IPTU. Concorda que deve ter, porém diverge em dois pontos: aumento da carga tributária e as alíquotas progressivas, que produz uma desigualdade.

    Como vereador ressalta que vai apoiar a administração dentro da Câmara, até para não gerar um desgaste, alegando que é preciso ter foco a longo prazo dentro da Secretaria.

    Ricardo Gomes fala que se entregou muita coisa, simplificação do licenciamento de construção, que são expedidas na hora, havia mais de mil processos de abertura de empresas e foi zerado, existe uma série de ações que foram concluídas e que estão em andamento. Afirma que não são projetos do Ricardo Gomes, mas sim da administração e continuam.

    Diz ter acordo total ao Refis que recupera um tributo que não foi arrecadado anteriormente. Não acredita em um desembarque do Governo, não sendo uma saída de crise partidária. O que há é uma decisão pessoal, sendo um liberal, não pôde concordar com o projeto, sendo coerente com o que disse na campanha.

    Ao final da entrevista Ricardo Gomes afirmou: vou trabalhar para o não aumento de imposto. Primeiro a exclusão da alíquota progressiva. Diz fazer um trabalho qual a alíquota, aplicada horizontalmente. Aí seria um projeto de revisão da planta sem ampliação da carga tributária.

     

FRASE DO DIA

Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.

Sócrates