DOIS BRASIS

DOIS BRASIS

Enquanto o Brasil do SETOR PRIVADO, que realmente produz e faz com que a nossa economia siga respirando, ainda que por aparelhos, um outro Brasil, GOVERNAMENTAL, ou SETOR PÚBLICO, que além de não produzir coisa alguma ainda precisa ser alimentado, de forma descomunal e obrigatória pela escorraçada sociedade PAGADORA DE IMPOSTOS. 

SUFOCO

Ora, diante do peso excessivo, confirmado pelo avantajado tamanho do SETOR PÚBLICO, todos aqueles que produzem e consomem (pagadores de impostos) se veem obrigados a RENUNCIAR a muitos de seus desejos, tanto de consumo quanto de investimentos, para satisfazer a insaciável fome GOVERNAMENTAL.

PROVA DAS CONTAS PÚBLICAS

O grande e inquestionável atestado desta fome insaciável do SETOR PÚBLICO, que não demonstra mínima vontade de fazer qualquer regime de emagrecimento, está estampado, com absoluta transparência e clareza, nas ALTAMENTE DEFICITÁRIAS CONTAS PÚBLICAS, não só do país como de vários Estados e Municípios. 

 

PROVA DO PIB

Já no que diz respeito a real, espetacular e preocupante renúncia do consumo e, consequentemente, de investimentos na produção, está registrada através do péssimo desempenho do PIB brasileiro, que nos últimos anos só experimentou quedas pra lá de lamentáveis.  

CORRUPÇÃO

Como se este quadro de incompetência -propositada- já não bastasse para levar, literalmente, o Brasil para dentro do abismo, sem saber se o buraco tem fundo ou se trata de algo infinito, a CORRUPÇÃO ganhou proporção incomensurável e tudo indica que levará muito tempo para ser desvendada. 

SETOR PÚBLICO

Pois, diante deste quadro complicado e de difícil solução vê-se, claramente, dois tipos de comportamento: 

1- grande parte do SETOR PÚBLICO, bafejado pelas forças sindicais, não aceita, em hipótese alguma, a perda de privilégios, a realização de reformas e a necessária diminuição da elevada taxa de desemprego. Para tanto rejeitam as reformas que poderiam estimular algum crescimento econômico, ainda que tímido. 

SETOR PRIVADO

2- o SETOR PRIVADO, por sua vez, ao invés de entrar em campo para apoiar e/ou exigir as reformas que levem a uma abertura do caminho e da confiança para produzir e consumir de acordo com a sua vontade e interesse, só tem se apresentado para lamentar. Com isto, as corporações, que sequer são ameaçadas, vêm colhendo vitórias em cima de vitórias. 

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MARKET PLACE

  • INFLAÇÃO

    O Banco Central reduziu suas previsões sobre inflação neste ano e no próximo, mas reafirmou que a redução moderada do ritmo de corte na Selic deve se mostrar adequada diante do cenário de incerteza que envolve a economia, em meio à intensa crise política que enfrenta o governo do presidente Michel Temer.

    Segundo Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira, o BC passou a ver a alta do IPCA em 3,8% em 2017 e em 4,5% em 2018 pelo cenário de mercado, sobre 4 e 4,6% vistos no comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), de maio. (Veja)

  • PARAGUAI

    Li ontem, na gazeta do Povo, a seguinte notícia:

    Empreender no Brasil não é nem de longe uma tarefa simples. Segundo o Banco Mundial, somos o 123º país do mundo onde é mais fácil fazer negócios, atrás dos nossos vizinhos argentinos, 116º, e dos próprios paraguaios, 106º. Ao contrário deles, continuamos estagnados no ranking, sem perspectiva de crescimento.

    E é justamente estas boas práticas recentes que tornaram o Paraguai uma boa opção para produzir e investir.

    Para qualquer empresário disposto a encarar nossa burocracia, é preciso estar atento a um fato pouco agradável: se você quiser dispor de máquinas e equipamentos importados, terá de lidar com um dos países com menores índices de importação e exportação do planeta. Enquanto paraguaios vendem e compram do exterior valores equivalentes a 100% do seu PIB, por aqui, giramos apenas 20% dele.

    O resultado é que investir por aqui exige que além de boa dose de coragem, você pague alguns impostos. Na média, a indústria brasileira paga R$ 42 em impostos para cada R$ 100 faturados. Quando se trata de importar, nossas tarifas podem chegar aos 60%.

    Você compra uma máquina que irá aumentar sua produtividade, e para isso paga 60% do valor final em impostos. Parece lógico? Pois é, para nossos vizinhos não é nem um pouco. Na ponta do lápis, a carga tributária Paraguaia chega a 13%, a segunda menor da América Latina, enquanto a nossa beira os 33%, menor apenas do que em Cuba.

     

FRASE DO DIA

NÃO HÁ NADA MAIS EDUCATIVO DO QUE O FRACASSO

Delfim Netto